terça-feira, 17 de setembro de 2019

A MENTE DOENTIA DOS COVARDES QUE SE ESCONDEM POR TRÁS DE PERFIS FALSOS


       
         Com a popularização do acesso às redes sociais, sobretudo através dos smartphones, a internet aparentemente virou terra de ninguém. Com a construção de perfis pessoais nas mais diferentes plataformas digitais, algumas pessoas viraram perito em tudo e muitas das vezes usam os seus canais virtuais para agredir, ferir e disseminar o ódio contra aqueles de quem não gostam.
         Ainda assim, mesmo que seja para propagar o mal, quando alguém usa o seu perfil pessoal para expressar suas opiniões e dizer o que sente, essa pessoa assume os riscos pelo que está postando e as conseqüências das suas postagens.
        Entretanto, o grave tumor que atualmente consome as redes sociais é a proliferação de pessoas covardes que se escondem atrás de perfis falsos.
         Esses covardes inventam um nome, pegam uma foto qualquer na Internet, criam o perfil de uma pessoa que não existe e começam a enviar convites de amizade para um grupo de pessoas onde pretendem destilar o seu veneno e propagar as suas maldades. Os fakes, como são chamados esses perfis falsos, fazem acusações infundadas sobre pessoas, entidades ou empresas, além de proferir ofensas pesadas sobre os mesmos.
        Quem se esconde atrás de fakes se julga acima do bem e do mal, mas na verdade não passa de uma pessoa inescrupulosa, sem caráter e digna de dó. Essas pessoas de alma rasa e mente tacanha são ratos que infestam a Internet e vivem no submundo das redes sociais, sobretudo do Facebook. E, como temem os seus alvos, não têm a coragem de mostrar a cara.
        Apesar de se acharem infalíveis, os fakes não estão no anonimato total como eles imaginam. Através da nova Lei de Crimes de Internet, a Polícia Federal tem conseguido identificar pessoas que estão por trás de perfis falsos, através dos IPs e de aplicativos de localização e rastreamento. Quem é identificado (e isso é cada vez mais comum) tem que acertar as contas com a Justiça. Os ataques à honra de terceiros gerados pelos covardes criadores de perfis falsos, que se escondem no anonimato tecnológico para caluniar, difamar e injuriar, são punidos de acordo com o Código Penal Brasileiro, sendo que os condenados têm que pagar indenizações por danos morais, podendo até a pegar anos de reclusão. Da mesma forma, quem curte, compartilha ou comenta as postagens desses perfis falsos pode igualmente responder judicialmente.
           O melhor mesmo a fazer é ficar atento aos convites que nos chegam, analisar o perfil da pessoa, ver quais são suas intenções e sempre bloquear ou excluir um perfil falso, afinal quem cria uma identidade falsa nas redes sociais visando prejudicar os outros não é flor que se cheire. Quem é vítima de ataques de fakes deve dar queixa à Polícia e abrir um Boletim de Ocorrência para que se investigue e se puna o autor dos ataques.
              Infelizmente os fakes estão cada vez mais tomando conta das redes sociais e tem muita gente dando importância a quem só merece nossa pena e o nosso desprezo.
              A pessoa que escreve e fala o que quer nas redes sociais tem de mostrar sua cara para que possa se responsabilizar pelo que diz. Criticar, jogar pedras e se esconder atrás do anonimato dos fakes é muito fácil, difícil é ter coragem de mostrar a cara. Usar de identidades falsas para fazer publicações ofensivas e ataques pessoais é coisa de canalhas, que têm medo de estar frente a frente com quem eles atacam de forma covarde e vil.
             Quer dizer o que quer? Mostre a cara e assuma as consequências!


quinta-feira, 27 de junho de 2019

O PREFEITO QUE NÃO AJUDA NINGUÉM


          Estar prefeito é sem dúvidas um dos maiores desafios enfrentados em minha vida até hoje. Todos sabem que este nunca foi um desejo pessoal meu e que eu aceitei esse desafio apenas para atender ao chamado de uma parte da população que via em minha pessoa a possibilidade de quebrar e mudar a hegemonia da política local.
          E cá estou há dois anos e meio. E os desafios têm sido os mais variados possíveis, desde a realidade de administrar com escassez de recursos, até ir de encontro às velhas práticas políticas, ainda tão cristalizadas por aqui.
          Seguramente de fato não tenho o tino dos velhos políticos de carreira. A política do “toma lá da cá” não funciona comigo. Me recuso terminantemente a praticar “acordinhos” e joguinhos de bastidores para me auto-beneficiar ou para beneficiar alguém. Comigo é tudo às claras e o bem coletivo está sempre em primeiro lugar.
          Seguramente não tenho o comportamento dos políticos tradicionais. Não tenho o perfil assistencialista ou paternalista de quem vive distribuindo produtos e bens por aí para se tornar popular e ser taxado de bom, tanto que não tenho a minha casa cheia de bajuladores, querendo de alguma forma usufruir do bem público. As pessoas que trabalham comigo nos cargos comissionados têm perfis técnicos e cumprem à risca seus expedientes diários, de modo a atender sempre bem as pessoas e a resolverem as questões inerentes às funções que ocupam. São trabalhadores e produzem bem para honrar os salários que recebem (especificados na Lei nº 01/2013), sem ganhar mais ou menos.
         Às vezes escuto alguém dizendo: “Político 'fulano' foi um pai pra mim”. E o que é ser um pai para alguém? É sustentar essa pessoa com os cofres públicos, pagando suas contas pessoais e usando a máquina pública para lhes fazer favores? Ou ainda, é usar o bem público de forma assistencialista, vinculando ajudas a trocas pelo voto, quando na maioria das vezes o que foi ofertado já era um direito de quem foi ajudado? Sinceramente não quero ser esse tipo de pai. Prefiro “ser um pai” da coletividade, que ofereça direitos e oportunidades de usufruto iguais para todos.
E por isso que às vezes sou taxado de um prefeito que não ajuda ninguém. Tudo porque não vivo distribuindo botijões de gás, nem pagando tarifas de água e luz dos populares, nem distribuindo feiras ou material de construção, nem pagando rodadas de cachaçadas nos bares da cidade, nem abastecendo os veículos dos “parceiros”... Uma coisa é oferecer algum tipo de ajuda às pessoas mais necessitadas; outra é fazer uma política assistencialista, usando a máquina pública para fins eleitoreiros como forma de se perpetuar no poder.
As dezenas de pessoas que me procuraram diariamente na Prefeitura podem atestar o quanto eu me esforço para ajudá-las e para atender a contento às suas necessidades, sem qualquer distinção. Os inúmeros pareceres sociais que são disponibilizados todos os meses comprovam o tanto de pessoas que realmente precisam e que são prontamente atendidas dentro dos parâmetros legais (Lei nº 015/2002). Além disso, há também ajudas pessoais dos meus próprios honorários, disponibilizadas através de patrocínios a atletas, a grupos culturais, a artistas e a associações.
De fato não sou e nunca serei um prefeito assistencialista porque sei e entendo que este não é o papel de um gestor. O papel de um prefeito é trabalhar pela sua cidade e fazer melhorias que beneficiem a vida de todos igualmente, com políticas públicas eficientes e universalizantes. E isso, graças a Deus, eu venho fazendo. Com todas as limitações enfrentadas, mas tenho feito.
Julgamentos e comparações sempre vão existir, mas tenho a minha consciência tranquila de que estou fazendo a coisa certa dentro dos preceitos legais da administração pública. As taxações são apenas rótulos e o tempo certamente trará as respostas necessárias.
         

domingo, 2 de junho de 2019

SOB O RÓTULO DE SER UM PREFEITO RUIM


           
           Desde que assumi a gestão municipal, em janeiro de 2017, tenho experimentado a convivência com dois sentimentos antagônicos: o amor e o ódio. Nesse ínterim, há quem me ame incondicionalmente e que me daria a chance de continuar na gestão, caso eu desejasse concorrer a uma possível reeleição; e, por outro lado, há também aqueles que têm ódio mortal de mim e que fazem de tudo para me ver fora de combate a qualquer custo.
 Para mim, que não estava acostumado a lidar com essas duas forças sentimentais antagônicas, transitar entre esses dois universos é bem conflitante, embora seja desafiador. Num mesmo instante em que uma pessoa me dá um abraço caloroso e diz que me ama e que está comigo, outra pessoa faísca fogo no olhar e deseja ardorosamente o meu fim.
          E nessa dicotomia diária, às vezes fico pensando sobre o que é ser bom e ser mau (prefeito) e chego às seguintes conclusões:

PARA ALGUNS EU SOU UM MAU PREFEITO...

1. Porque não aceito lotear a máquina pública com políticos e empresários em troca de favores e de vantagens pessoais;
2. Porque não aceito dar propina a funcionários de altas autarquias para que liberem verbas ou para que desengavetem projetos que já foram conseguidos e que já são direito do município;
3. Porque me recuso a dividir os recursos públicos com políticos, funcionários de primeiro escalão e agiotas através de arrumadinhos e da prática do “toma lá dá cá”;
4. Porque não sustento famílias inteiras com recursos da Prefeitura pagando suas contas básicas de água, de luz elétrica, de botijão de gás, de feira, de material de limpeza, entre outros itens;
5. Porque não faço uma política assistencialista distribuindo peixes, sopão, materiais, dinheiro e outros itens a pessoas que, na maioria das vezes, têm condições e se passam por carentes;
6. Porque em minha casa não há filas de pessoas e nem entre e sai de gente o dia todo, posto que, dou meu expediente todos os dias na Prefeitura cumprindo meu horário de trabalho e recebendo todas as pessoas que me procuram lá, no gabinete;
7. Porque não vivo saltando de bar em bar patrocinando rodadas de cachaças e de tira-gostos para as pessoas que ali se divertem e acham que prefeito bom é aquele que faz isso;
8. Porque tirei o mau-costume de muita gente com boas condições que vivia pendurada em porta de Prefeitura sugando os cofres públicos com práticas assistencialistas, cujos gestores visavam unicamente o voto delas;
9. Porque prefiro ter os serviços básicos coletivos funcionando, ao invés de utilizar o dinheiro público para promover festas, bebedeiras, excursões para praia e farras particulares para correligionários;
10. Porque não saí distribuindo emprego a familiares de políticos, de empresários ou a eleitores que votaram em mim e queriam unicamente este tipo de barganha em troca do voto ou do apoio que me deram, mesmo porque não prometi nada a ninguém;
11. Porque escolhi para os cargos comissionados pessoas de perfil técnico, a maioria jovens e com conhecimento específico em suas áreas de atuação, e não apenas por indicação ou por conchavo político.
12. Porque coloquei muita gente que há anos não trabalhava para trabalhar e porque não aceito que ninguém receba salário sem estar trabalhando, nem que pague a outra pessoa para trabalhar em seu lugar;
13. Porque não aceito funcionário preguiçoso e enrolão e exigo que todos os servidores cumpram seus expedientes e realizem a contento os seus trabalhos em prol da população;

          Esses são apenas uns dos motivos pelos quais eu “não presto” na visão de alguns. Mas é sempre assim: quando se muda práticas arraigadas e se trabalha na perspectiva de outros paradigmas, as reações contrárias são inevitáveis.
E os que me acham bom (prefeito), acham justamente porque vou de encontro a tudo isso que aqui escrevi e porque trabalho na perspectiva da coletividade e do bem comum, sem qualquer tipo de distinção ou protecionismo.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

TRÊS PROJETOS E UMA PINIMBA

       Pela conjuntura política nacional, a função principal de um vereador, além de fiscalizar o poder executivo, é a de discutir os problemas da comunidade e propor soluções para os problemas do município através da elaboração e aprovação de projetos de lei, ou seja, o papel maior de um vereador é o de criar projetos de leis, votar, aprovar e encaminhá-los ao prefeito para que estes sejam sancionados e postos em prática.
      Pois bem, nesse exato momento, e há quase um mês, tramita na nossa Câmara três projetos de leis, elaborados pela nossa gestão, tratando de temas importantes para nossa gente. É evidente que eu nunca enviei, nem jamais enviarei, nenhum projeto para aquela Casa em benefício próprio. Tudo que é encaminhado da nossa gestão para lá visa o bem coletivo e a elucidação de problemas enfrentados pela nossa comunidade.
         
O PRIMEIRO PROJETO (Limpeza do mato de terrenos baldios)

       Nesses quase três anos de mandato, pela quinta vez consecutiva, no início desse mês reenviei àquela Casa um Projeto de Lei que determina que os donos de terrenos baldios localizados dentro da sede do município (área urbana onde há ruas e casas) sejam responsáveis pela limpeza dos terrenos, de modo a evitar a proliferação de insetos e de animais peçonhentos que invadem as casas vizinhas, sob pena de, após duas notificações com prazos razoáveis, estarem sujeitos a multas.
       O projeto em questão não objetiva multar ninguém, mas sim resolver um problema de saúde pública que existe em nosso município. Ora, se o dono do terreno for "obrigado" a mantê-lo limpo, sobre a força de uma lei vigente, ele vai fazer isso e não vai levar multas já que cumprirá a determinação. 
          Infelizmente a Prefeitura não pode adentrar em terrenos particulares e fazer a limpeza por conta própria, mesmo porque isso cabe ao proprietário do terreno, já que é um bem particular. Sem uma lei municipal vigente que regulamente essa obrigação, não podemos determinar que o dono do terreno faça a limpeza por sua conta e nem puni-lo por ele não fazer. 
         Na última sessão parlamentar, o Presidente da Câmara apresentou o Projeto ao poucos vereadores que estavam presentes e não o abriu para votação porque não tinha quórum suficiente. Provavelmente a discussão sobre a aprovação ou não do projeto ficará para a próxima sessão, mas a maioria dos vereadores presentes já sinalizou que votará contrário ao projeto e, mais uma vez, não o aprovará de jeito nenhum.
       Não consigo entender por que um vereador se opõe a um projeto desses. O projeto não é para mim e nem me beneficia em nada. Na frente da minha casa tem um terreno baldio, mas graças a Deus o proprietário é responsável, o mantém sempre limpo e eu não tenho nenhum problema a esse respeito. Já muita gente sofre com insetos e animais peçonhentos em suas casas, oriundos de terrenos vizinhos às suas moradias cheios de mato e lixo.  Quando os senhores vereadores não votam um projeto desses simplesmente porque são contra mim, eles não estão me prejudicando em nada. Eles estão prejudicando aqueles jaçanaenses que sofrem com essa triste realidade todos os dias.
        Tristemente um deles argumentou que não vota a favor do projeto porque o prefeito não dá exemplo quando não limpa as áreas públicas. Isso não é verdade. Desde janeiro temos limpado incessantemente os canteiros e ruas em barro de nossa cidade. O problema é que a extensão a ser limpa é muito grande e, como não tem parado de chover nesses cinco meses, quando terminamos uma área, aquela que foi limpa semanas antes já está cheia de novo e é preciso fazer tudo outra vez. Não é possível que as pessoas (ou eles próprios)  não tenham visto nossa equipe de limpadores fazendo a limpeza do mato em ruas e canteiros de nossa cidade nesses últimos meses. 
        Segundo esse mesmo legislador, o prefeito não limpa a cidade e só quer saber de aplicar multas. Até hoje nunca apliquei qualquer multa a alguém e, como já expliquei antes, não queremos multar ninguém. Queremos apenas que os donos de terrenos baldios sejam, legalmente, responsáveis pela limpeza dos seus terrenos e evitem problemas com os vizinhos que moram em casas ao lado dessas áreas.
         Será que o que motiva esses vereadores serem tão contra a esse projeto, além da pinimba comigo, não é o fato de muitos desses terrenos serem pertencentes a eles mesmos ou a seus familiares e correligionários? E, claro, sendo "obrigados" a limpá-los eles vão ter algum gasto extra com isso.
          Bem, o projeto mais uma vez está lá e se os nobres vereadores mais uma vez optarem por não votar ou por não aprová-lo, essa é realmente é uma culpa que não pode ser atribuída a mim. Já tomei a frente elaborando o projeto (que não é função minha) e o encaminhei para apreciação. Torná-lo lei ou não, realmente só depende da boa vontade e do bom sendo deles.

SEGUNDO PROJETO (Dar destino a restos de materiais de construção)

           Graças a Deus nossa cidade tem um povo que constrói muito. Isso é ótimo, pois aquece a economia local e fomenta o sonho daqueles que querem ampliar o seu comércio ou de dar uma melhorada em suas residências. 
        O problema é que muita gente que constrói, após a finalização ou paralisação da obra, deixa os restos de construção (tijolos, brita, massame, areia, telhas, vigas, madeiramento) amontoados nas calçadas ou nas ruas em áreas próximas ao imóvel. Isso tem causado um transtorno de mobilidade urbana muito grande, pois as calçadas obstruídas por restos de materiais de construção obrigam pedestres e cadeirantes a descerem para a rua para seguirem seus trajetos. Noutros casos, esses materiais estão amontoados nas ruas ou em cruzamentos dificultando o trânsito de carros, motos e bicicletas. Em casos mais ousados e mais graves, os donos desses restos de materiais se apropriam dos canteiros centrais das nossas principais ruas e fazem deles depósitos particulares, enfeiando a cidade e criando criadouro de pragas.
        Infelizmente, apesar de o Código Brasileiro de Trânsito já legislar sobre essa questão, enquanto Prefeitura que somos, não temos o poder de obrigar as pessoas a retirarem esses restos de materiais de construção das áreas públicas e darem destino correto a eles. Para isso, precisamos de uma Lei Municipal que nos dê esse amparo legal e determine que os donos de restos de materiais de construção com obras acabadas ou paralisadas retirem esses materiais das vias públicas (calçadas, ruas e canteiros).
         Nesse sentido, elaboramos um Projeto de Lei que trata dessa questão e que também está tramitando naquela Casa Legislativa há quase um mês. Esse projeto não prevê multa, mas prevê que o dono dos restos de construção retire esses materiais das ruas após o recebimento de até duas notificações, com prazos razoáveis, caso o contrário a própria Prefeitura poderá recolher por conta própria esses materiais das vias públicas e utilizá-los em obras para o próprio município.
         Segundo informações de espectadores, a maioria dos vereadores também é contrária à aprovação desse projeto importantíssimo para deixar nossa cidade mais limpa, mais bonita e mais acessível. E por que eles são contra? Isso realmente eu também não consigo entender. Por que fui eu quem fez o projeto, provavelmente? Ao que tudo indica não se pensa no benefício, se pensa na autoria. Vamos ver o que acontece a esse respeito.

TERCEIRO PROJETO (Bolsas de incentivo à cultura)

         Também encaminhamos para a Câmara um Projeto de Lei que visa a criação de bolsas de incentivo a profissionais que possam desenvolver projetos artísticos e culturais com estudantes e jovens da nossa comunidade.
      O projeto prevê bolsas de R$ 200,00 (duzentos) reais mensais para profissionais jaçanaenses, com experiência comprovada, que possam desenvolver atividades nas áreas de teatro, dança e música (banda marcial escolar). 
        O referido Projeto prevê a seleção desses profissionais através de editais publicados pelas secretarias municipais envolvidas.
        Também já ouvimos rumores de que alguns dos nossos vereadores são contra a esse projeto alegando que já existe um projeto para bolsistas em vigência. De fato existe uma Lei Municipal que trata da seleção de bolsistas para atuarem em diversas áreas e órgãos em nosso municípios, mas que é exclusivo para pessoas que estejam estudando (secundaristas e universitários).
           Esse novo projeto visa a seleção de pessoas que já tenham trabalhado com teatro, dança e música e que necessariamente não precise ser estudantes.
         Bem, esse projeto também foi elaborado por nós da gestão e está lá para ser discutido e votado. Vamos ver no que vai dar.

            Pois bem, caros leitores, espero ter explicado a vocês a que de fato nos propomos com esses projetos e o quão delicada e conflitante é a nossa relação política com a nossa Casa Legislativa. Em todo caso, tenho consciência e convicção de que estou fazendo a minha parte e que, se a aprovação ou não desses projetos, depende exclusivamente dos nobres vereadores, aí eu já não posso responder pelo resultado disso. Sei apenas que essa pinimba pessoal deles comigo atrapalha demais a gestão e inviabiliza tanta coisa boa que poderíamos fazer e organizar em nossa cidade se não fosse essa política às avessas que eles praticam . Até a próxima!


terça-feira, 14 de maio de 2019

RETORNAR É SEMPRE PRECISO

         
         Escrever para mim é algo sagrado, mas não é algo que se possa fazer de qualquer forma ou sem nenhum propósito. Para que algo seja escrito é preciso inspiração, vontade, algo que realmente toque meu coração e inquiete a minha alma.
        Nesse quase um ano ausente desse blog, muitas foram as vezes em que tive vontade de escrever aqui, mas acabei canalizando essa vontade e essa energia para outras tarefas, para outros tipos de registros e sempre fui deixando a retomada desse projeto pessoal para depois.
      Muitas foram as batalhas interiores enfrentadas durante esse período de abstinência à escrita: o enfrentamento ao golpe, a necessidade de se erguer e se reinventar, as lacunas deixadas pelas pessoas que tiveram de ser substituídas nesse processo, as crises existenciais, o lidar com a perseguição implacável dos meus algozes, a perda irreparável da minha mãe.
          E agora me encontro aqui outra vez, com a necessidade de falar sobre mim, de discorrer sobre a minha vida, de externar  minhas inquietações tão pessoais, de tecer comentários e reflexões a cerca das minhas próprias vivências e de comentar sobre as coisas que acontecem ao meu redor.
      É hora de retomar meus propósitos, de revisitar meus objetivos, de usar a escrita como ferramenta de libertação, de luta, de informação e educação. Algo volta a pulsar em mim e com isso uma vontade incontrolável de escrever. Assim, retomo este blog para registrar as minhas memórias tão pessoais.


domingo, 1 de julho de 2018

AS RAZÕES QUE MOTIVARAM O GOLPE EM JAÇANÃ


         
         A falsidade, a inveja, a ambição e a ganância são sentimentos mesquinhos que habitam no coração de alguns humanos desde os primórdios da humanidade. As Sagradas Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que arruinaram vidas movidas por esses nefastos sentimentos, como Caim quando matou seu irmão Abel e Judas quando traiu Jesus.
          A literatura e o teledramaturgia também estão cheias de histórias em que a criatura se volta contra o criador. Não raras vezes, especialmente no meio político, a presença desses sentimentos é tão comum que as pessoas passam por cima de qualquer princípio de moralidade, de ética ou de valores em nome da ganância e da briga pelo poder.
          Desde que entrei para política tenho vivenciado de perto esse submundo de sentimentos maldosos e nefastos. Recentemente fui traído por pessoas que estiveram comigo na batalha contra os grupos dominantes na última campanha eleitoral e que agora se juntam a esses mesmos grupos em nome de sua soberba, da sua ganância e do desejo de assumirem a prefeitura para administrarem a seu bel prazer, fazendo barganha e praticando a velha política do “toma lá da cá”. Sem a menor condição de serem eleitos pelo voto direto como eu fui, querem agora usurpar a prefeitura arquitetando um golpe político.
          Eu nunca fui político e nunca quis ser. Aceitei ser candidato apenas para atender a um clamor popular. Aceitei porque era chegada a hora de essa cidade experimentar a gestão de uma pessoa nova na política e não atrelada às mesmas famílias de sempre. Era chegada a hora de permitir que um filho natural dessa terra também pudesse dar a sua contribuição em prol desse município e instaurasse um novo modelo de administração pública. E assim se deu. E a maioria da população apostou e aceitou essa mudança. O povo quis. Eu não roubei o lugar de ninguém.
          Esses grupos dominantes que perderam as eleições para mim nunca aceitaram a minha chegada e nem a minha forma de governar. Eu sempre me pautei num mandato popular, sem loteamento da máquina pública, sem conchavos com empresários e sem agiotagem de qualquer tipo. Não sou mártir, mas não quis repetir as mesmas práticas políticas que tantos de nós abominamos e lutamos contra. Daí a revolta que assistimos hoje.
          Hoje vemos a união dos grupos políticos de carreira em prol da cassação do meu mandato, orquestrado num golpe armado para me tirar da prefeitura para que eles possam reassumir a gestão e voltarem a fazer a velha política de sempre, onde o que importa mesmo são os seus interesses pessoais. Para eles, me tirar da prefeitura é uma forma de me aniquilar e de me banir definitivamente da vida pública, pois eu sempre serei uma ameaça aos seus projetos de retorno.
          Diante de uma gestão que vem dando certo e que é aprovada pela maioria dos jaçanaenses, é melhor me tirar logo através de um golpe do que me enfrentar nas urnas nas próximas eleições, pois hoje a minha popularidade cresce e isso ameaça diretamente o projeto político de retorno deles.
          Num ato covarde, eles se uniram numa trama arquitetada e induziram um “laranja” a fazer denúncias vazias contra mim, as quais ele próprio nem sabe do que se tratam. Assim, se assessoraram com políticos de sua mesma índole e enfim instalaram o golpe que tramaram às escondidas. E a população reage e se indigna com tamanha injustiça, mas é ignorada porque o projeto daqueles que querem tomar o poder é maior do que qualquer apelo popular. Cegos, os golpistas subestimam o grito da juventude e acham que nas próximas eleições o povo já tem esquecido essa tramoia. Será? Cavam suas próprias sepulturas, afinal os tempos são outros e as velhas práticas estão obsoletas.
          Algumas pessoas se inquietam com a minha serenidade e acham que eu “não tô nem aí” para o que está acontecendo. Não se trata de não estar preocupado com isso tudo. É claro que estou preocupado, não por possivelmente ter que sair da prefeitura, porque, diferentemente deles, eu não tenho apego a esse cargo, mas pelas circunstâncias em que isso está se dando; por ser um golpe e porque querem assumir a prefeitura pegando carona sem terem concorrido a um processo eleitoral. Estou tranqüilo porque não cometi crime nenhum e provarei juridicamente isso. O problema é que este não será um julgamento jurídico, mas sim um julgamento político, onde os interesses meramente pessoais podem vir a falar mais alto. Temo sim porque sei que entregar a prefeitura a minha vice-prefeita e aos seus novos aliados será um retrocesso para o nosso município, pois quem vai sofrer com tudo isso é a população jaçanaense. Entretanto, se isso por uma eventualidade acontecer, voltarei a minha sala de aula normalmente, pois graças a Deus tenho para onde voltar. Já os meus algozes não têm, por isso a sede em ter a prefeitura de volta para fazer dela uma carreira e um negócio de família. O possível impeachment não afetará substancialmente a minha vida pessoal, mas será uma afronta à democracia e um desastre na vida econômica e social da nossa cidade.
          Os vereadores por sua vez terão o poder de decisão. Pessoalmente acho que eles ainda não perceberam que estão sendo usados por aqueles que articularam o golpe com o único objetivo de assumirem ilegitimamente a prefeitura. Rechaçados pela comunidade local, os vereadores (principalmente os seis que votaram pela instauração do processo) estão no olho do furacão, enquanto os mentores do golpe gargalham e se eximem de qualquer culpa, colocando toda a responsabilidade nos legisladores, quando na verdade os nobres vereadores foram provocados por aqueles que antes faziam parte da gestão e que agora se aliaram aos antigos políticos locais para que esse golpe passe adiante. Colocando a culpa de tudo na Câmara, os golpistas se eximem e assistem de camarote o espetáculo em que essa história se transformou. E o assunto repercute e indigna políticos e militantes, que se posicionam contrários ao golpe, e começa a ganhar a grande mídia que volta seus olhares para o que está acontecendo aqui.
          Enfim, nos resta aguardar os desdobramentos desse caso e torcer para que essa investigação termine de forma justa, porque se depender de provas de que as denúncias são vazias e de que não houve crime nenhum, o processo certamente será arquivado. Força e fé no que virá!


segunda-feira, 21 de maio de 2018

ACOMPANHE AS NOSSAS PRESTAÇÕES DE CONTAS


          Desde que assumimos a gestão, em 2017, temos tido a preocupação em sermos transparentes com as nossas ações, por isso a nossa preocupação em utilizarmos os nossos canais de comunicação (site, páginas nas redes sociais, ouvidoria e blog) para esclarecer, tirar dúvidas e mantermos as pessoas informadas.
          Sobretudo no que se refere à utilização e aplicação do dinheiro público, temos tido o cuidado de colocar tudo no Portal da Transparência que está lincado em nosso site. Entretanto, por algumas pessoas acharem difícil a busca de informações no referido Portal, acabamos optando também em abrir um espaço no qual todos os meses postamos em que gastamos e o quanto foi gasto pela nossa Prefeitura Municipal ao longo do mês.
          Nesse espaço (simples de manusear e de encontrar), as informações estão bem sucintas, com a descrição do que foi gasto e do valor pago por cada serviço ou produto adquirido. Contudo, os processos de despesas podem ser averiguados com mais critérios no Portal da Transparência ou presencialmente no setor de finanças e contabilidade da nossa Prefeitura.
          Para acessar a aba que contém essas informações, basta seguir os seguintes passos:

PASSO 1 – Acesse o nosso site www.jacana.rn.gov.br
PASSO 2 – Clique no link Transparência
PASSO 3 – Clique na aba Despesas Pagas Mensalmente
PASSO 4 – Clique no mês que você quer pesquisar (Exemplo: DESPESAS ABRIL 2018)
Passo 5 – Pronto, agora é só ver o que pagamos e quanto pagamos neste mês.

          Acesse e veja onde está sendo gasto e investido os recursos que recebemos da arrecadação de impostos e dos repasses federais.