domingo, 31 de dezembro de 2017

UM ANO DE GESTÃO: UMA AUTOAVALIAÇÃO

Não foi fácil! Não foi mesmo! Mas sobrevivemos ao nosso primeiro ano de mandato, embora tenhamos enfrentado tempestades com enxurradas de muitas críticas, de inconformismos e de dificuldades.
Nunca foi nossa intenção estar sempre olhando pelo retrovisor e colocando a culpa nos gestores que nos antecederam, mas não podemos esquecer de que tivemos muitos problemas estruturais e administrativos herdados de gestões anteriores à nossa. Ficamos com o ônus de dívidas e de pendências que não eram nossas e isso comprometeu substancialmente a nossa gestão de recursos. Porém, nos disseram que essas coisas são assim mesmo e que as gestões passadas sempre deixam essas heranças para as que as sucedem. Tomara eu não ter que repetir essa mesma prática quando chegar a minha vez de sair!
Do ponto de vista financeiro, foi um ano terrível. O país em crise, os recursos minguados, meses de FPM zerados, repasses de programas atrasados, contas bloqueadas, um caos generalizado. Tínhamos a boa vontade de trabalhar e de fazer mais pela nossa cidade, mas, na maioria das vezes, esbarramos na burocracia e na falta de recursos necessários para implementarmos nossas ações.
Diante de todas as dificuldades encontradas, fizemos o que estava ao nosso alcance. Trabalhamos arduamente e não poupamos esforços para garantir que os serviços básicos funcionassem a contento. Não faltou médico, não faltou dentista, não faltou material de trabalho, não faltou merenda escolar, não faltaram cortes de terras, não faltou limpeza pública, não faltou o pagamento dos funcionários em dia, não faltou tanta coisa. Em comparação com outros municípios que conhecemos, nós fizemos verdadeiros milagres para manter a máquina pública em pleno funcionamento em um ano tão atípico como foi 2017.
Do ponto de vista social, operamos uma pequena revolução. O nosso lema “renovação e mudança” era exatamente o que queríamos implantar na nossa administração. Nessa perspectiva, cortamos privilégios, colocamos quem não trabalhava para trabalhar, exigimos o cumprimento das leis vigentes, não fizemos “arrumadinhos”, não perseguimos politicamente nenhum funcionário, não pagamos propina a ninguém e buscamos sempre tratar a todos por igual. Isso chocou e frustrou muita gente, principalmente aqueles que estavam acostumados com as práticas da velha política e com o “jeitinho para tudo”.
Inconformadas com esse novo modelo de gestão pública, muitas pessoas tentaram a todo custo nos aniquilar. Foram dezenas de denúncias vazias e tentativas de encontrar um pretexto ou uma brecha para nos prejudicar. Praticamente todos os meses estivemos no Ministério Público respondendo e esclarecendo sobre denúncias (geralmente anônimas e sem provas) que eram feitas àquele órgão. Nunca o MP trabalhou tanto em relação a Jaçanã. A oposição nunca aceitou ter perdido “o poder” para um simples professor e não nos deu trégua neste primeiro ano de mandato, numa perseguição cotidiana e implacável. Alguns que se diziam correligionários nossos, vendo que seus desejos meramente pessoais não seriam atendidos, também não perdoaram e partiram para o ataque. Foram boicotes, denúncias, intrigas, preconceitos, fakes e calúnias nas redes sociais e esquinas, em tentativas desesperadas de comprometer a nossa gestão e em confundir a população, jogando-a contra nós. Contudo, a justiça de Deus pode tardar, mas não falha! Enfrentamos todas as provações, mas sobrevivemos e estamos aqui celebrando o nosso primeiro ano de gestão, com a certeza de termos dado o nosso melhor, de termos usado responsavelmente o dinheiro público e de termos contribuído na construção de uma Jaçanã mais digna para todos nós. Agimos sobretudo com honestidade e transparência. Foi sem dúvidas um ano para colocarmos as coisas em ordem!
Diante de todas as provações que enfrentamos, saímos desse primeiro ano calejados, feridos, massacrados, mas dotados de uma força descomunal para seguirmos o nosso caminho com direção firme no nosso propósito, pois se incomodamos tanto aos nossos opositores neste ano é porque estivemos realmente no rumo certo e trabalhando corretamente para mudar os destinos dessa cidade. Ainda há muito a ser feito, é verdade! Mas o pontapé inicial certamente já foi dado. 
Nosso primeiro ano termina e o segundo recomeça. Nos fica a sensação do dever cumprido e a certeza de que teremos mais um ano de labuta pela frente para construir, para aprender, para fazer mais e para levar aos jaçanaenses o nosso compromisso e a nossa honradez com a coisa pública. Força e fé no que virá!


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

ESCLARECIMENTOS SOBRE A FESTA DO CAJU 2017


 A PREPARAÇÃO

          Uma das coisas que mais me angustiava nesse meu primeiro ano de gestão era sobre como realizar a Festa do Caju 2017. Eu sabia que teria que realizar o evento de qualquer forma, afinal essa seria a sua 17ª edição e ela jamais poderia deixar de acontecer. Sei que se eu não realizasse a Festa do Caju este ano eu seria excomungado até a minha quarta geração. Mas como fazê-la?  Como garantir que a tradição não fosse quebrada e que esse nosso principal evento acontecesse?
          A primeira medida tomada foi elaborar o Projeto de Ação para a Realização da Festa do Caju 2017. O Projeto ficou pronto em maio e ficou orçado em R$ 488 mil (com a caprifeira). Como e onde a Prefeitura iria conseguir uma quantia dessas para realizar esse evento?  Num ano financeiro e difícil como foi 2017, a PMJ jamais teria condições de bancar essa festa sozinha. Diante dessa constatação, decidimos então correr atrás de patrocinadores e pedir ajuda à classe empresarial e política.
          Em busca de patrocínios, ainda em julho, imprimimos dezenas de cópias do Projeto e saímos em busca de ajuda. Na maioria dos casos fizemos questão de entregar o Projeto em mãos às empresas e políticos, noutros enviamos via sedex com AR. Assim, efetuamos a entrega do Projeto para os nossos 24 deputados estaduais, para os nossos 8 deputados federais (e para mais 6 deputados federais de outros estados), para os nossos 3 senadores, para o nosso governador, para instituições bancárias (Banco do Brasil, Bradesco e Caixa) e para empresas privadas como: Skol, Pitú, Ster Bom, Natura, Vitarela, São Braz, entre outras. Além disso, protocolamos o Projeto no Ministério do Turismo (via sistema de convênios) na tentativa de angariar recursos e verbas para que a Festa fosse enfim realizada. Em outubro estive em Brasília, e o processo estava tramitando, mas sem a menor chance de ser aprovado dada a falta de recursos no Ministério do Turismo.
          Chegado novembro, infelizmente praticamente ninguém nos respondeu. A maioria dos políticos a quem enviamos o projeto não deu à mínima importância a nossa súplica. Os únicos três que nos responderam justificaram que não tinham mais como destinar emendas parlamentares para este ano e para este tipo de demanda, ou seja, que não poderiam ajudar de forma alguma. Nenhuma das empresas contactadas respondeu e o Bradesco ficou de patrocinar, mas até o último dia da Festa não tinha acenado com nada. O Ministério do Turismo alegou que não havia orçamento para a realização de eventos como este para este ano. Corte total de verbas em Brasília. Moral da história: não tínhamos a menor condição financeira de realizarmos a Festa do Caju 2017.

A ORGANIZAÇÃO

          Como não havíamos conseguido nenhuma verba ou patrocínio para realizar a Festa e nem a Prefeitura tinha recursos para isso, era preciso partir para outros caminhos. Assim, resolvemos terceirizar o evento e abrimos uma livre concorrência entre empresas que tivessem interesse em realizá-la, utilizando a marca “Festa do Caju”. Nesse processo, cinco empresas interessadas compareceram e apresentaram sua propostas. A que apresentou as melhores condições e atrações e que venceu à livre concorrência foi a Vocalize (representada aqui por Gegê Produções). Após muitas discussões, apresentamos uma minuta de contrato entre as partes e ficou acordado que a Vocalize realizaria a Festa do Caju 2017 e que pagaria um valor de R$ 20 mil à Prefeitura pela utilização da marca e pelo direito de realizar o evento. O pagamento seria em forma de recolhimento de ISS, depositado na conta de arrecadação de receitas do município, cujo destino principal seria para as obras de reconstrução da Prefeitura Municipal. No acordo, a empresa depositaria R$ 10 mil no sábado e R$ 10 mil no domingo. Infelizmente, até hoje ainda não fizeram nenhum depósito.
          Nesse sentido, conforme contrato firmado, toda a organização interna do evento ficou a cargo da Vocalize (contratação de bandas, estrutura metálica, iluminação, logística, contratação de pessoal, hospedagem, segurança, etc). A única responsabilidade que a Prefeitura de Jaçanã teria com o evento era a de ceder a Praça de Eventos para que a Festa fosse realizada.
          Sendo assim, a questão interna da Festa estava resolvida. Faltava agora definir como seria a realização externa do evento. Era preciso ver questões de parque de diversões, de barraqueiros, de ambulantes, de estacionamento e da parte cultural. Vale salientar que não tínhamos conseguido nenhum tipo de patrocínio para realizar a Festa e a Prefeitura não dispunha de orçamento para gastar ou investir nessa logística. Através do Deputado Estadual Souza Neto, conseguimos junto à SESAP a estrutura de pórticos, tendas para a Feirinha de Artesanato e palco para as apresentações culturais. O parque de diversões que viria, chegou a pegar o Alvará de Funcionamento, mas desistiu de última hora e, já nas vésperas, foi substituído por outro menor que se interessou em vir. Sem recursos para praticamente nada, resolvemos alugar (sempre houve isso) os espaços da área do evento para barraqueiros e trailleiros que desejassem comercializar seus produtos alimentícios, ao preço de R$ 100 reais a temporada (para os da cidade) e de R$ 150,00 (para os de fora). A maioria só pagou a metade do valor acordado e dezenas deles deram calote e foram embora sem pagar.
          A logística de divisão dos espaços para os barraqueiros e deaextensão da iluminação na área do evento ficou a cargo da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Já a decoração, a organização cultural e o evento de escolha da Rainha do Caju ficaram a cargo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
          Sendo a organizadora da primeira noite, a SMCT resolveu que seria “cobrado” um quilo de alimento não-perecível como entrada, que posteriormente seria organizado em cestas básicas para serem distribuídas entre a população mais carente. Entretanto, essa doação de alimento era opcional e quem não o levou não deixou de prestigiar o concurso para a escolha da Rainha do Caju e nem de prestigiar as bandas da primeira noite. Ninguém foi barrado porque não levou.

COMPARAÇÕES

          Se a Festa do Caju 2017 não foi a melhor de todos os tempos, ela certamente foi a melhor que poderíamos realizar num cenário de crise financeira caótica no qual nos encontramos atualmente. Bem ou mal, boa ou ruim, fato é que a Festa aconteceu!
          Há quem critique e compare com as suntuosas festas do passado. Isso é legítimo! Quem viu e viveu tem todo o direito de fazê-lo. Sem problemas! Mas é preciso não esquecer que os tempos eram outros, que em outros anos houve recursos federais e estaduais destinados para a realização da Festa, além de patrocínios de grandes empresas e de emendas parlamentares ou de deputados que doavam as bandas. Em outros tempos, a situação financeira das pessoas era outra. Em outros anos não se enfrentou essa crise famigerada que enfrentamos esse ano. Tudo foi realmente reduzido agora porque não tinha como ser diferente. Sem dinheiro não se faz um grande evento como esse. Fizemos absolutamente tudo o que podíamos para que a Festa fosse melhor e maior, mas infelizmente as condições financeiras nossas e da população não contribuíram para isso.
          Imaginem que os próprios blocos da Festa do Caju não tiveram êxito este ano. Eles quase não conseguiram patrocínios e amargaram prejuízos. Por isso reduziram drasticamente o número de foliões, não conseguiram vender integralmente os seus abadás e nem conseguiram realizar a programação vespertina (a exceção dos Biriteiros), fechando com a tradicional volta de trio elétrico pela cidade. Blocos tradicionais que saiam com mais de duzentos foliões, este ano não juntaram nem cinqüenta. Os blocos que conseguiram sair ainda conseguiram apenas realizar a sua programação noturna, mas era notável que os camarotes estavam com menos de um terço da quantidade de foliões que juntavam antes.
          Admito e concordo que os tempos áureos da Festa do Caju não se repetiram este ano, mas a culpa disso não pode ser atribuída ao prefeito, à Prefeitura ou á organização da Festa. O país atravessa uma crise financeira sem precedentes, o Governo Estadual está com os salários atrasados, o comércio em declínio, desemprego em massa. Como querem que diante de um cenário desses a Festa do Caju seja tal como era no início dos anos 2000? As pessoas estão tendo que planejar suas prioridades e gastar na Festa não era a prioridade de muitas delas. A festa foi como foi possível e aconteceu como pôde acontecer.
          Seria uma imprudência de minha parte deixar os funcionários sem salário, deixar o hospital e PSF’s sem médicos e materiais, deixar de oferecer os serviços básicos à população para realizar uma suntuosa Festa para agradar aos olhos de quem faz a crítica apenas pela crítica. Prefiro mil vezes que os servidores estejam com os seus salários em dias e que os serviços públicos estejam funcionando plenamente do que usar esses recursos para fazer uma Festa gigantesca. Se eu estou errado em fazer isso, paciência!
          Infelizmente a Festa do Caju 2017 realmente não foi uma festa grandiosa e com proporções 100% populares. Mas, enquanto gestor, tenho a convicção de que fiz o que estava ao meu alcance para oportunizar que os jaçanaenses participassem da melhor forma. Para tanto, comecei antecipando o pagamento do décimo-terceiro salário para todo o funcionalismo municipal, orientei que a Vocalize vendesse senhas antecipadas a preços mais acessíveis, garanti que a festa se estendesse além da área interna, afinal a Festa não se resume apenas aos shows musicais na área paga. Assim sendo, as pessoas poderiam se divertir nos quiosques, nas barracas, no parque, na estrutura montada em toda a área em volta da Praça de Eventos. As senhas que recebi de cortesia (50 por noite) as distribuí com pessoas carentes que não tinham realmente como pagar a entrada para assistir aos shows, como também entre os funcionários da Secretaria de Infraestrutura e com as dez candidatas que participaram do concurso da Rainha do Caju 2017. Não privilegiei amigos, apadrinhados, secretários ou comissionados.
               E sobre a utilização de paredões de som nos canteiros próximos aos quiosques, infelizmente não tínhamos como proibir o seu uso por completo. A Festa do Caju é uma festa tradicional e são esses paredões de som que atraem os foliões e que animam a cidade, além de incrementarem o fluxo do comércio local fazendo gerar lucro, emprego e renda. Claro que há excessos e por isso recomendei que a Polícia Militar pedisse aos seus proprietários que baixassem os volumes quando estes extrapolassem os decibéis permitidos por lei. E assim foi feito, pois proibir que fossem ligados comprometeria ainda mais o sucesso da Festa, além de violar a própria Constituição Federal.

AGRADECIMENTOS

          Na contramão de quem só sabe criticar, a Festa do Caju 2017 cumpriu a sua missão e fez feliz as centenas de jaçanaenses e visitantes que estiveram prestigiando o evento nesses quatro dias. Bem ou mal, a Festa aconteceu e foi tranquila, pacífica, sem incidentes mais graves e sem muitas ocorrências policiais. Tudo absolutamente dentro da normalidade. Graças a Deus!
          Sobre o incidente na noite do sábado, quando a banda Brasas do Forró veio e não tocou, é importante destacar que toda a organização da Festa era de responsabilidade da Vocalize. Se a empresa e a banda tiveram problemas, a Prefeitura não teve nenhuma culpa ou responsabilidade com isso. A Festa foi terceirizada e tudo que acontecesse do portão de entrada em diante era de responsabilidade exclusivamente da Vocalize. Segundo ela mesma, a banda, que era para começar a tocar as 3h da manha, só chegou na cidade às 4h40, descumprindo assim o seu contrato. Mesmo assim, queria tocar por menos de uma hora e queria receber o cachê contratado integral, o que não foi aceito pela empresa contratante. Não havendo acordo, a banda foi embora.
Embora admita que a Festa do Caju 2017 não teve a grandiosidade com a qual estávamos acostumados, concluo agradecendo a todos que se envolveram direta ou indiretamente na realização desse evento. Assim, rendo a minha gratidão à Vocalize, pela realização; às secretarias municipais e seus funcionários, pelo apoio logístico; à radio FM Flores, pela cobertura jornalística; à Polícia Militar, pela segurança; aos deputados Souza Neto e Rafael Motta, pela presença; aos barraqueiros e às artesãs locais, pelo abrilhantamento; aos blocos e seus foliões, pela alegria; e aos conterrâneos e amigos, pelo entendimento e pela compreensão. A todos o meu cordial “Muito Obrigado!”
Ah, ainda esta semana publicaremos uma nota com a prestação de contas da realização da Festa do Caju 2017 (área externa), já que a área interna foi terceirizada à Vocalize. Ainda estamos esperando que a Vocalize cumpra as cláusulas do contrato e deposite ainda hoje o valor acordado conosco.





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O POVO QUIS O LISO

         
         De meados da minha campanha para o final, a música “O povo quer o liso” passou a ser um dos símbolos da nossa trajetória naquelas eleições. Tal música foi oriunda das campanhas de Olivânio (em Picuí) e de Valdir (em Jucurutu), ambos professor e motorista de ambulância, respectivamente, que, assim, como eu tentavam afastar as oligarquias dominantes do poder. A canção trouxe ânimo ás passeatas e deu mais empolgação à nossa campanha.
          Especialmente aqui em Jaçanã, a música incomodou tanto que a oposição entrou na justiça para proibir que ela fosse tocada, pois se ofendia com o verso “ninguém quer o barãozinho, ninguém quer o comprador”. Às vésperas da eleição a Justiça Eleitoral deferiu o pedido e a canção foi proibida de ser executada.
          A música “O povo quer o liso” e toda a sua letra, necessariamente não queria dizer que eu era um flagelado (afragelado) ou que estivesse abaixo da linha da pobreza extrema. Mesmo porque eu comecei a trabalhar formalmente aos 18 anos e estou na rede pública de ensino do RN (concursado) há 23 anos. É claro que, como professor (dois vínculos) eu tinha o meu salário fixo e isso mantinha a minha sobrevivência e subsidiou parte dos gastos com a minha campanha.
          A expressão “liso” necessariamente não queria dizer que eu não tivesse renda própria. A "campanha do liso" se referia ao fato de eu não ter agiotas me patrocinando, de eu não ter empresas bancando a minha campanha, de eu não ter políticos (deputados, senadores e governador) me dando dinheiro para eu "angariar" votos ou de eu não ter fortunas e bens materiais conquistados ilicitamente ao longo de décadas na política. Nesse sentido e nesse contexto, eu era realmente “liso” e ainda continuo sendo. Afinal, minha renda hoje é o salário que ganho como prefeito, pois legalmente estou afastado da função de professor. Seguramente não estou desviando dinheiro da Prefeitura e nem enriquecendo ilicitamente como tantos outros fizeram antes de mim. Trabalho arduamente todos os dias com toda transparência e lisura possíveis. Estou na prefeitura diariamente, das 7h às 17h e do salário que ganho eu faço o que eu bem entender. 
          No último feriadão de finados, viajei a Foz do Iguaçu numa viagem de turismo, a qual foi previamente planejada e está sendo paga com meus próprios recursos. Entretanto, ainda inconformados porque a oligarquia foi quebrada ou porque o império ruiu, uma minoria oposicionista se aproveita do fato de eu ter viajado a Foz e tenta confundir a opinião pública insinuando que eu fiz essa viagem utilizando o dinheiro público. Sem o menor pudor, se apropriam de fotos postadas por pessoas que livremente me acompanharam nessa viagem, além de fazerem vídeos caluniosos com paródias encima da música “O povo quer o liso”.
          Claro que isso não me abala e não me afeta em nada, pois tenho a minha consciência tranquila e se alguém tem dúvidas sobre a fonte dos recursos que subsidiou a minha viagem á Foz, é só reunir provas e provocar a justiça para que seja feita uma investigação. Entretanto, me preocupa o fato de algumas pessoas inocentes e desinformadas replicarem essas mentiras por aí e acreditarem nesse jogo de interesses meramente pessoais que essa oposição inconformada faz. Nunca vimos em Jaçanã uma oposição tão ferrenha e tão capaz de tudo para tentar denegrir a imagem do gestor junto à população. Eles não têm escrúpulos e são capazes das coisas mais sórdidas, tentando de todas as formas me atingir. Ao que tudo indica vão passar os quatro assim, afinal os seus privilégios acabaram e não deve ser nada fácil para eles se adaptarem a uma vida sem a "boquinha livre" que tinham antes. Tenho pena, pois o mal que a gente faz a alguém de alguma forma se encarrega de voltar para nós.  O mal que essas pessoas fazem e as calúnias que inventam sobre mim inevitavelmente voltará para elas. É a lei da vida!
          Mas enfim, quem me conhece sabe da minha índole e do meu caráter. Penso que imoral mesmo é ser servidor público, assim como eu sou, e passar anos e anos recebendo sem trabalhar. Engraçado é que políticos que me antecederam construíram mansões, compraram dezenas de terrenos, abriram empresas, adquiriram máquinas, viraram latifundiários, se tornaram pecuaristas (...) e ninguém nunca se preocupou com isso? Será que todos esses bens foram adquiridos apenas com o salário de R$ 7 mil que recebiam da Prefeitura? Por que será que uma simples viagem de turismo a custo de R$ 1.470,00 (dividida em 6 parcelas no cartão de crédito) incomodou tanto?
          Ora quanta hipocrisia! Eu sempre fui uma pessoa que viajou. Nos dois últimos anos fui a Manaus, Parintins, Maceió, Noronha, Recife, Fortaleza, etc e banquei tudo com o meu salário de professor. Nunca precisei de prefeitura para fazer minhas viagens. E por que só agora eu iria precisar?
          Se essas pessoas de alma pequena querem passar os próximos três anos me perseguindo e tentando colocar o povo contra mim, que continuem. Que percam seus preciosos tempos inventando calúnias, falácias e mentiras a meu respeito. O pior é que eles são tão covardes e sabem tanto que o que divulgam por aí é sem o menor fundamento que se escondem atrás de perfis falsos nas redes sociais e em conversas de botecos e de beira de esquina.
          Mas enfim, sei que esse inconformismo ainda vai perdurar por muito tempo. E enquanto eles perdem seu tempo buscando meios para “me destruir”, eu sigo fazendo o meu trabalho, defendendo o que acredito e vivendo a minha vida às custas do meu próprio suor, esforço e trabalho. Vida que segue! E que venham mais viagens!


sábado, 7 de outubro de 2017

COMO ME VEJO UM ANO DEPOIS

           
         Há exatamente um ano eu vivia e emoção de ter sido escolhido pela maioria do meu povo para ser o gestor dessa cidade que tanto amo. Antes, jamais eu havia pensado em entrar para política. Sempre fui um pouco avesso à política partidária, justamente por não concordar com a forma como ela é praticada na maioria dos casos.  Entretanto, sem que eu nem percebesse, a vida me levou para os caminhos da política e, sem eu me dar conta direito, em pouco tempo eu já estava candidato a prefeito. Talvez isso tivesse no meu destino, não sei ao certo. (A vida e seus mistérios!) Só sei que esse nunca um desejo pessoal meu. Na verdade fui contagiado pelo desejo de dezenas de amigos e alunos que viam na minha pessoa um nome possível para a alternativa de mudança que tanto desejavam que acontecesse na história política da nossa Jaçanã.
          Do ponto de vista lógico, era praticamente impossível que eu vencesse aquela campanha, pois eu não vinha de nenhuma base política, não tinha ninguém na família que foi político, só tinha um candidato a vereador e não fui apadrinhado, indicado ou patrocinado por ninguém. Sai do anonimato e decidi aceitar o desafio de sair candidato porque a gente reclama tanto dos velhos políticos e de suas práticas tão antigas que me perguntei: “Se a gente reclama que eles são sempre os mesmos, o que é que a gente está fazendo pra mudar isso? Por que não colocar o próprio nome para as pessoas decidirem o que desejam?”. E foi isso. E deu certo. Claro que durante a trajetória muita gente de bem e até políticos de carreira locais me acompanharam. E eu lhes sou profundamente grato por isso. Na verdade, em sua maioria, os eleitores optaram pela mudança e pela construção de um novo viés político para o nosso município. Foi um capricho de Deus! Só pode!
          Desde o início não foi fácil. Comecei desacreditado e enfrentando todos os preconceitos possíveis: ser gay, ser liso, não ter passado político, não ter apoio de grandes nomes do cenário político potiguar, ser um simples professorzinho, ser de um partido nanico e tantos outros. E haja psicológico para aguentar tanta pressão! Mas eu sobrevivi a todos os ataques e sai das urnas vitorioso após lutar contra uma oligarquia dominante e poderosa que se enraizava há décadas em nossa cidade e que não poupou esforços para fazer de tudo para que eu não conseguisse me eleger.
          Passado um ano, ainda não tem sido fácil. Os que concorreram comigo e seus seguidores se declararam ferrenha oposição e até hoje não se conformam por eu “ter atravessado os vossos caminhos”, frustrado seus desejos e interrompido suas ambições tão pessoais. Entretanto, eu era apenas um candidato entre os demais, num direito legítimo que a lei me confere. Não infringi a lei natural das coisas. Não roubei lugar de ninguém. Apenas me candidatei e o povo me preferiu. Não tenho culpa disso.
          É claro que nesse um ano provavelmente muita gente que acreditou em mim se decepcionou comigo e talvez até se arrependeu de ter votado em mim. Sou humano, sou falho, cometo erros. É natural. Não sou 100% certinho, nem quero ser o dono da verdade e nem estou acima do bem e do mal. No entanto, acredito que muitas dessas pessoas não me conheciam realmente ou não entenderam o meu propósito tão explicitado durante a campanha inteira. A minha intenção sempre foi instaurar um gestão pública sem privilégios, sem vícios de gestão e sem "arrumadinhos". Infelizmente muita gente não estava acostumada com isso e não acreditava que eu realmente procederia assim. Por isso que durante toda a campanha eu não prometi nada a ninguém e se alguém criou algum tipo de expectativa votando em mim pensando em obter vantagens pessoais, criou essa impressão de livre e espontânea vontade. Eu nunca alimentei esse tipo de esperança em ninguém. Eu sempre disse que o voto precisa ser encarado como um instrumento de confiança e não como uma moeda de troca. Por isso fiz (e faço) política sempre defendendo o “voto livre”.
          Sei que fazer uma política diferenciada, cortando privilégios, colocando quem não trabalhava para trabalhar, aplicando com responsabilidade o dinheiro público e dizendo “nãos” quando se faz necessário, choca a muitos e deixa muita gente decepcionada com minha pessoa. Sei que sou taxado de prefeito impopular simplesmente porque não faço uso das velhas práticas políticas, porque não "dou colher de chá", porque não trabalho com exceções, porque descentralizo as ações da gestão com os demais profissionais que me cercam e porque trato e vejo a coisa pública de outra forma.
Difícil tem sido lutar contra os velhos costumes deixados por gestões anteriores onde imperava o paternalismo e o jogo político condicionado ao voto. É tanto que muitas pessoas chegam para mim e me dizem: “Eu quero que você me dê isso porque eu e toda a minha família votamos em você!”. As velhas práticas políticas ainda estão disseminadas em nossa sociedade e lamento que ainda vai levar décadas para que elas sejam abolidas. Ainda fico estarrecido quando um funcionário quer que eu deixe ele em casa sem trabalhar, simplesmente porque ele votou em mim. Sinceramente não foi para isso que me candidatei!
          Talvez eu esteja errado por pensar e agir assim e só descubra isso bem mais tarde. Mas é essa a política na qual eu acredito. Foi pra fazer essa política diferenciada que eu me candidatei. Penso que fui eleito para cuidar da cidade e para fazer o máximo possível em prol da coletividade e não apenas em benefício de um parente, de um correligionário ou de um amigo mais próximo. Sei que a minha gestão tem falhas, pois somos todos aprendizes desse novo fazer político. Apesar disso, em meio a esta grave crise financeira que estamos atravessando, temos feito um esforço sobre humano para que os serviços públicos aconteçam da melhor forma possível. E eles estão acontecendo.
          Definitivamente não consigo ser esse político que olha para as pessoas e a única coisa que enxerga nelas é o seu voto nas próximas eleições. Tenho ouvido o tempo todo: “Você não sabe ser político!”, “Essa não é sua praia!”, “Você não ganha nunca mais!” (...). Que assim seja, digo eu! Enquanto eu estiver em paz com a minha consciência e estiver fazendo as coisas conforme eu acredito que devam ser, está bom demais! Não posso é me moldar a um universo que não é o meu simplesmente porque o “sistema” dita que deva ser como nas velhas práticas. Não posso aceitar e praticar aquilo a que eu só tenho aversão. Penso que não foi para isso que a maioria me elegeu.
          Deixem-me com minhas práticas errôneas, equivocadas e impopulares. Deixo que a população faça o seu julgamento, afinal o povo bota; o povo tira! Nada nessa vida é eterno e eu não estarei prefeito para sempre. Tudo passa, tudo sempre passará. Força e fé no que virá!  

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A MORTE, UMA SENHORA QUE NINGUÉM QUER ENCONTRAR

Em um curto espaço de tempo em que perdemos tantas pessoas queridas, entre ela figuras tão importantes e emblemáticas da história da nossa cidade, como; Zé Abdias,  Zé Pereira, Deuzineide Mota e Yuri Gomes, eu me pus a pensar sobre a morte. Por que será que ninguém nunca fala da morte? Por que nunca estamos preparados para lidar com ela se essa é a única grande certeza que temos nessa vida? Sim, a morte um dia virá para todos nós. É inevitável. Não sabemos como e quando partiremos e nem tão pouco queremos partir. Mas que ela virá, ah ela implacavelmente virá!
          Morrer é mesmo ridículo. Você combinou de sair com os amigos, está em pleno tratamento de saúde, tem planos para a semana que vem, precisa ir na casa de um parente, comprar aqueles itens que faltam em casa e no meio de tudo de repente morre. Como assim? E as coisas que você ainda não fez, o livro que ficou pela metade, o trabalho não finalizado, o dinheiro pra sacar no banco, o telefonema que você prometeu dar? Tanta coisa para fazer. Tanta coisa para ver e sentir e de repente, do nada, a gente se vai. Oh coisa sem graça é ter que ir embora para sempre!
          Morrer é a coisa mais fácil que tem no mundo. Na verdade, viver é um grande risco e a morte está ali na espreita para nos abocanhar a qualquer instante. De uma hora para outra tudo termina numa colisão na estrada, numa artéria entupida, na picada de um mosquito, num disparo de um bandido que quer o que a gente tem (...) São mil e uma formas de morrer. E estamos todos os dias expostos a isso sem nem nos darmos conta do grande perigo que é estar vivo.
          De fato morrer é previsível, mas é muito desagradável. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter comido aquela comida preferida, sem ter tido tempo de ouvir outra vez aquela música marcante, sem dizer àquela pessoa amada o quanto você a amava. Você deixou em casa suas roupas penduradas nos cabides, seu calçado debaixo da cama, suas coisas desarrumadas e até mesmo algumas contas por pagar. Outras pessoas vão ser obrigadas a mexer em seus pertences pessoais, a vasculhar nas suas gavetas, a apagar os rastros que você deixou em uma vida inteira. E aquelas coisinhas íntimas que só você sabia onde estavam, vão enfim ser descobertas. Eita! Lascou-se!    
         É verdade que falar da morte é chato, é macabro, é desconcertante. E é por isso que todo mundo foge desse assunto. Quem danado lá quer saber de morrer, embora que essa seja a única certeza que todos nós temos? Apesar dessa negação à morte, quando se vive com essa consciência de que ela inevitavelmente virá, se vive com mais propriedade.
          Quando nos comportamos como se fôssemos imortais perdemos muito tempo com picuinhas, com besteiradas, com tantas coisas sem importância. Saber que a morte é algo eminente nos faz entender que tudo aqui é muito breve e que podemos não estar mais aqui amanhã para darmos o último abraço, o último beijo, o último aceno. Vamos tomar como exemplo esses tantos queridos que tão breve se foram: numa bela tarde estavam felizes e contentes convivendo entre os seus familiares; e na outra já não estavam mais entre nós. A vida é um sopro e às vezes perdemos esse precioso tempo odiando, blasfemando, juntando bens e envelhecendo sem vermos a vida passar.
É inegável que tem muita gente viva que já morreu há muito tempo, entregue a uma vida sem graça, sem emoção e sem simplicidade, em sua maioria preocupada com a ascensão social e com os bens materiais, quando na verdade deixará isso tudo para trás na hora da partida. 
       Por isso viva tudo o que tem para viver. Não se apegue às coisas pequenas e inúteis da vida. Viva intensamente, alimente o que te faz bem e se ame, sempre!




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

SITUAÇÃO DAS OBRAS INACABADAS EM NOSSO MUNICÍPIO

Sede da Prefeitura em reconstrução
       Ultimamente a nossa gestão tem sido alvo de questionamentos e de ataques acerca das tantas obras que estão inacabadas em nosso município. Quanto aos questionamentos, eles são mais do que legítimos, pois tratam de obras públicas e é dever dos gestores informarem à população sobre os repasses e verbas que a prefeitura recebe e como está se dando a sua aplicabilidade. Em relação aos ataques, lamentamos profundamente que eles aconteçam dessa forma, pois em geral eles vêm cheios de ódio e com uma enorme carga política que tenta denegrir a imagem da atual gestão e responsabilizá-la por coisas pelas quais ela não tem nenhum culpa.
          É importante destacar que todas essas obras são heranças de gestões anteriores e, provavelmente por causa de questões burocráticas, os gestores que as pleitearam não conseguiram concluí-las em tempo hábil em suas gestões. Nesse sentido, ficou para a gestão atual a incumbência de terminá-las e de devolvê-las prontas á nossa comunidade. Mas é humanamente impossível que, em apenas oito meses de gestão, um prefeito consiga resolver todos os problemas de uma cidade, ainda mais em se tratando de obras de recursos federais, cuja tramitação é extremamente lenta e burocrática.
          Pra sanar todas as dúvidas dos que nos atacam nas redes sociais e também como forma de prestar esclarecimentos à nossa comunidade, segue abaixo um resumo da situação legal dessas obras em nosso município, iniciadas ainda em gestões anteriores, algumas com mais de dez anos.

1. GINÁSIO POLIESPORTIVO PRÓXIMO AO CEIG

          Na nossa gestão demos início à retomada dessa obra fazendo reparos na parte de alvenaria e em toda a sua estrutura metálica para o recebimento do telhado. Nos últimos meses esta obra está paralisada devido à falta do restante do repasse federal que é disponibilizado pela União em parcelas. O empreiteiro responsável pela obra está buscando junto a Caixa Econômica a agilidade das transferências de recursos para a conta da Prefeitura para que as obras sejam retomadas e o ginásio seja finalmente concluído e entregue à população. Só quando o dinheiro é liberado é que as empreiteiras podem dar continuidade as obras. Até isso acontecer, infelizmente temos que esperar.
          Do total dessa obra R$ 179.587,42 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo Governo Federal um total de R$ 157.050,47.

2. QUADRA DA EMACC (POR TRÁS DO HOSPITAL)

          Infelizmente ainda não foi possível mexer nesta obra este ano, pois ela está paralisada porque existem pendências no SIMEC (sistema do FNDE) que fiscaliza obras vinculadas ao MEC. Desde o início do ano, as Secretarias Municipais de Educação e de Infraestrutura vêm incansavelmente tentando resolver essas pendências que tratam de prestação de contas não realizadas em gestões passadas. O engenheiro da nossa Prefeitura e o engenheiro da Pactual Construções (empresa responsável pela obra) estão também tentando resolver essas diligências junto ao SIMEC, tanto que neste dia 31/08 a nossa equipe de engenharia apresentou um novo projeto junto a Caixa e espera que a pendência seja resolvida ainda neste mês de setembro.
          Do total dessa obra, R$ 323.3090,60 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MEC um valor de R$ 185.372,92.
  
3. QUADRA DO CONJUNTO FLORES 1 (PRÓXIMA Á ESCOLA)

Infelizmente ainda não foi possível mexer nesta obra este ano. Ela está paralisada porque existem pendências no SIMEC (sistema do FNDE) que fiscaliza obras vinculadas ao MEC. Desde o início do ano, as Secretarias Municipais de Educação e de Infraestrutura vem incansavelmente tentando resolver essas pendências, que tratam de prestação de contas não realizadas em gestões passadas. O engenheiro da nossa Prefeitura e o engenheiro da Pactual Construções (empresa responsável pela obra) estão também tentando resolver essas diligências junto ao SIMEC.
          Do total dessa obra, R$ 151.693,29 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MEC um valor de R$ 24.599,04.

4. CRECHE PRO-INFÂNCIA

          Esta obra está paralisada porque 100% dos recursos que foram repassados para a Prefeitura já foram devidamente pagos às empresas responsáveis pela execução da obra (95% na gestão anterior). Ou seja, todo o valor disponível para a construção desse prédio já foi pago às empreiteiras e elas não construíram a tão sonhada creche para as nossas crianças. Agora, para conseguir terminar sua construção, a Prefeitura terá que bancar o restante da obra com recursos próprios  (o que é praticamente impossível) ou tentar conseguir emenda parlamentar para terminá-la. O dinheiro foi todo gasto e a obra não foi concluída.
          Do total de R$ 642.726,16 todo esse valor já foi repassado ás empresas responsáveis, não havendo nem mais um centavo a receber do Governo Federal.

5. ÚNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA SERRA DA LAGOA

          Essa obra também está paralisada porque está aguardando o repasse federal oriundo do Ministério da Saúde. Nenhuma obra pode ser executada se os repasses não forem liberados. Enquanto o repasse não for feito e os recursos estiverem disponíveis na conta da Prefeitura, a empresa responsável não pode retomar a obra. Até lá temos que esperar.
          O nosso escritório de convênios (AGEM Consultoria), desde que assumiu os trabalhos em nossa Prefeitura, tem estado junto aos órgãos competentes solicitando as parcelas restantes para que a obra tenha andamento. O problema são os entraves burocráticos que emperram tudo.
Do total dessa obra, R$ 80.688,49 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MS um valor de R$ 362.986,29.

6. ACADEMIA DE GINÁSTICA POPULAR

Essa obra também está paralisada porque está aguardando o repasse federal oriundo do Ministério da Saúde. Enquanto o repasse não for feito e os recursos estiverem disponíveis na conta da Prefeitura, a empresa responsável não pode retomar a obra. Entretanto, essa obra está quase toda concluída, faltando apenas alguns reparos e a instalação dos equipamentos.
O nosso escritório de convênios (AGEM Consultoria), desde que assumiu os trabalhos em nossa Prefeitura, tem estado junto aos órgãos competentes solicitando as parcelas restantes para que a obra tenha andamento. O problema são os entraves burocráticos que emperram tudo.
Do total dessa obra, R$ 123.926,47 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MS um valor de R$ 56.573,53

7. UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE POLPA DE FRUTAS

          Esta obra se arrasta desde o ano de 2008, mas infelizmente o gestor da época não conseguiu concluí-la. Anos depois, a obra foi abandonada e saqueada pela população circunvizinhança que furtou equipamentos e praticamente toda a estrutura física (janelas, portas, forro, etc). A obra custou R$ 300 mil reais, mas nunca chegou a ficar pronta.
          Em março de 2017, recebemos uma intimação do Ministério Público notificando que esta obra deveria ser concluída e entregue à população até o dia 30 de junho de 2017, sob pena de ter que devolver os R$ 300 mil enviados para a sua construção. Tentamos argumentar junto ao MP a inviabilidade de entregar esta obra em um prazo de tempo tão curto, já que no local só existia praticamente as paredes e a não conclusão dela não era culpa nossa. O pior é que para a Caixa Econômica, desde 2010 esta obra está atestada com conclusão de 98%, faltando apenas a aquisição de uma máquina de envase e um lava-jato de pressão. A realidade que encontramos não era bem essa e todos na cidade sabem disso. Lá só havia mesmo as paredes e uma câmara fria desativada.
          Na correria para atender a deliberação da MP, embora não tivéssemos nenhuma culpa pela não conclusão da obra ainda em 2010, colocamos os nossos pedreiros e realocamos recursos do FPM e da arrecadação do IPTU para viabilizar a sua reconstrução. Em tempo recorde a obra foi totalmente reconstruída com recursos próprios. Além disso, efetuamos também a compra dos equipamentos que haviam sido roubados.
          Em junho, a Caixa veio atestar a conclusão e a funcionabilidade da obra, mas percebeu que as máquinas faltantes ainda não haviam sido instaladas. Por causa disso, a obra mais uma vez não foi liberada.
          Para evitar novos saques, contratamos dois vigias noturnos para ficar no local e as referidas máquinas faltantes já foram compradas em Recife, já que na região não existia, e estamos aguardando apenas a sua entrega. Tão logo as máquinas cheguem, a obra será enfim concluída e posta para funcionamento.

8. QUADRA POLIESPORTIVA (PRÓXIMA AO CENTRO DOS IDOSOS)

          Os recursos conseguidos pelos gestores anteriores para as obras de reconstrução da Quadra Poliesportiva Conselheiro Manoel Abdias da Silva foram somente para ampliação e não para reforma. Isso quer dizer que a quadra em si não pode ser reformada com esses recursos, mas sim apenas ampliada. Por isso foi dado início aquela construção apenas na parta da frente e toda a sua parte traseira continua se deteriorando com o tempo, pois os recursos não foram destinados à reforma daquela parte.
          Aquela obra sempre foi complicada e os recursos de ampliação conseguidos demoraram muito para serem liberados. Nesse sentido, a empresa F.J. Construções (responsável) solicitou à nossa Prefeitura um valor aditivo de R$ 45 mil para retomar a obra, somando-se ao valor que ainda está para ser liberado para a sua conclusão (só a parte da frente). Para reformar completamente, a empresa ainda solicita da Prefeitura um valor de R$ 90 mil, o que é absolutamente impossível em tempos de crise e de diminuição de repasses como o que estamos enfrentando hoje. De onde vamos tirar R$ 135 mil só para dar de aditivos para aquela obra?
          Por não termos como viabilizar o valor aditivo solicitado pela empresa e pelo não repasse do valor que ainda falta ser liberado, a obra continua paralisada.
Do total dessa obra, R$ 232.412,50 já foram pagos e ainda faltam ser liberados pelo MS um valor de R$ 75.587,50 (fora os aditivos que a F.J Construções quer que paguemos).

9. REFORMA DO CAMPO DE FUTEBOL

          Esta obra foi conseguida pela gestão anterior e foi praticamente concluída. O que falta ser feito para que a obra seja totalmente entregue à população é a instalação dos cabos da subestação de energia. O problema é que existe um impasse junto á COSERN, que já foi oficializada várias vezes em nossa gestão, mas que infelizmente não tem atendido aos nossos ofícios. A conclusão da obra depende apenas das ações da empreiteira responsável, que está apenas aguardando a ligação de um transformador por parte da COSERN, já que envolve a alta tensão de energia elétrica e fica ao lado do Campo.
           A COSERN foi notificada mais uma vez, mas ainda não se manifestou.
 Do total dessa obra, R$ 197.560,51 já foram pagos e ainda faltam ser liberados pelo um valor de R$ 29.528,28 para a finalização da obra.

10. AMPLIAÇÃO DO PASSEIO PÚBLICO ATÉ O CONJUNTO FLORES

            Esta obra está praticamente concluída, faltando apenas a ligação da energia por parte da COSERN. Desde que assumimos a gestão, mandamos inúmeros ofícios á COSERN para que ela venha ligar a energia para os postes. Em julho, a COSERN esteve no calçadão e atestou que, para ligar devidamente a energia para o pleno funcionamento da obra, falta ainda a instalação de mais dois postes da via pública.
            Como a instalação de postes é de responsabilidade da COSERN, a própria nos pediu um prazo de mais 120 dias para instalação dos postes e para a ligação da energia para enfim concluirmos aquela obra.
Do total dessa obra, R$ 209.360,83 já foram pagos e ainda faltam ser liberados pelo um valor de R$ 22.213,09 para a sua finalização.

 11. MIRANTE DO RANGEL

          Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, todos os prazos para inicialização do processo já estavam vencidos e infelizmente esta emenda de R$ 250 mil foi perdida. Ainda em janeiro, nosso escritório de convênios e o nosso secretário de infraestrutura tentaram de todas as formas possíveis junto à Caixa Econômica reaver a emenda para darmos início a obra, mas não obtiveram sucesso, pois todos os prazos possíveis  já haviam expirados. Nem com a interferência de deputados federais foi possível reavermos.
                     
12. PRAÇA DE ESPORTE E LAZER

Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc). Infelizmente a Caixa não fez a devolução para as retificações em tempo hábil e esta obra também foi perdida devido ao fim do prazo. Estamos nos mobilizando com nossa a bancada federal junto ao Ministério do Esporte para ver se conseguimos reaver esta obra e enfim darmos início a sua execução, embora isso seja praticamente impossível.
O valor total previsto para a realização dessa obra era de R$ 250 mil.
   
13. PRAÇA DE CONVIVÊNCIA

Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc). Felizmente a Caixa nos fez a devolução dos documentos  para as retificações em tempo hábil e desde 28/08 a documentação está de volta à Caixa, de onde aguarda apenas a liberação para darmos início ao processo de licitação e consequentemente deliberarmos o início da obra.
O valor total para a sua construção é de R$ 250 mil reais.

14. PAVIMENTAÇÃO DE RUAS 1 (CALÇAMENTO)

Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc).
Felizmente tudo foi aprovado pela Caixa e a obra encontra-se em processo de licitação. O edital será publicado no início de setembro e a previsão é que a licitação ocorra neste mesmo mês. Após a licitação, a obra já será inicializada.
O valor total da obra é de R$ 250 mil reais.

 15. PAVIMENTAÇÃO DE RUAS 2 (CALÇAMENTO)

Esta obra foi conseguida em 2016 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc). Felizmente a Caixa nos fez a devolução para as retificações em tempo hábil e desde 29/08 a documentação está de volta à Caixa aguardando apenas a liberação para darmos início ao processo de licitação e consequentemente darmos início à obra.
O valor total da obra é de R$ 250 mil reais.

 16. RECONSTRUÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL

          Abandonada há mais de 20 anos, a nossa sede da Prefeitura Municipal enfim começou a ser reconstruída. Desde junho, através de mutirões, de doações da comunidade e da força de trabalho dos pedreiros da nossa própria prefeitura, a obra está sendo toda custeada com os recursos da arrecadação do IPTU/2017. Cerca de 90% do IPTU que as pessoas pagaram este ano está sendo todo revertido na realização dessa obra. ( Os outros 10% foram empregados na aquisição do caçambão do matadouro e na obra da Fábrica de Poupa de Frutas)
          Engenheiros da prefeitura estão acompanhando de perto a reconstrução desse prédio histórico, mantendo sempre as suas bases originais.
          Em agosto tínhamos totalizado um valor de arrecadação de R$ 103 mil reais de IPTU, cujo saldo tem servido para a aquisição de material de construção para a obra. A previsão é que em dezembro a obra esteja pronta e já em janeiro de 2018 nós estejamos de volta á nossa sede própria.


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

INFORMAÇÃO POR OUTROS CAMINHOS

           
Página inicial do site da PMJ
        A participação popular, a gestão democrática e a transparência nas nossas ações são algumas das grandes bandeiras da nossa administração pública, iniciada em janeiro último.
       Gostaríamos de ser ainda mais transparentes e também que a nossa população pudesse ser mais informada sobre as ações e programas que desenvolvemos nas ruas, nos sítios, nas instituições públicas e no interior da nossa Prefeitura.
           No nosso Plano de Governo está prevista a utilização de vários canais de comunicação para servir como uma ponte entre nós gestores e o povo. No início, havíamos pensado em manter um programa radiofônico semanal na rádio comunitária de nossa cidade. O problema é que a locação de um espaço para um programa de rádio, mesmo sendo numa rádio comunitária, é muito cara. Quando contatamos a direção da rádio, o nosso programa semanal, com uma hora de duração, sairia por um valor de R$ 1.200,00 reais por mês. É caro, mas também é justo, afinal a rádio precisa manter as suas despesas e sobrevive mesmo dos seus anunciantes.
           É evidente que um programa semanal de rádio seria muito importante para nós e para a nossa comunidade, pois teríamos a chance de responder aos ataques, de tirar as dúvidas, de ouvir as queixas e sugestões da população e de prestar esclarecimentos a todos. Mas a um preço desses? Realmente, do ponto de vista ético, é inviável para nós, já que seria um desperdício de dinheiro público locar um espaço semanal por um valor tão alto. Imaginem que, por ano, iríamos pagar o equivalente a R$ 14.400,00. Um montante que, a meu ver, deve ser gasto em outras benfeitorias para a nossa comunidade.
         Nesse sentido, não havendo mais interesse pelo programa de rádio local, pensamos em utilizar os blogs da cidade e da região. Entretanto, esbarramos no mesmo problema, pois a maioria deles (não todos) também cobra valores para divulgar notícias e matérias das cidades. Na verdade, a maioria desses blogs vendem seus espaços para “falar bem” das prefeituras que lhes pagam de R$ 300,00 a R$ 500,00 reais por mês. Em geral (no caso das prefeituras) não é notícia que divulgam, mas sim matéria comprada mesmo. Ser blogueiro é algo bem rentável, apesar de o bom jornalismo não reconhecer e nem recomendar essa prática.
         No meu caso, como eu não concordo em pagar esses valores para minha autopromoção (penso que o dinheiro público deve ter destino público), então alguns blogs locais não divulgam quase nada da nossa prefeitura ou, quando raramente divulgam, trazem algumas informações distorcidas e muitas das vezes repletas de “alfinetadas”. É a velha história do capital se sobressaindo ao bom senso e à ética.
      Como não aceito pagar por espaços para poder falar para a minha comunidade, então resolvi que deveríamos criar os nossos próprios canais, assim teríamos informações de qualidade, gratuitas e de alcance geral aos internautas. Por isso, reestruturamos o site da nossa Prefeitura, que é atualizado diariamente (www.jacana.rn.gov.br); criamos a nossa página no Facebook (Prefeitura de Jaçanã); o nosso Canal no You Tube (Jaçanã em Evidências) onde inserimos o nosso programa Fala Prefeito; aproveitamos os grupos do WhatsApp; e este blog pessoal.
          Contudo, somos cientes de que, apesar de todo o esforço feito, utilizando a força das novas mídias, infelizmente só conseguimos atingir apenas a uma pequena parcela da população, pois muita gente ainda não tem o hábito de utilizar as redes virtuais como elemento de comunicação e de informação ou não sabe utilizar essas ferramentas. Em todo caso, estamos cumprindo a nossa missão de informar, ainda que isso não chegue a todos.
         De olho no poder da internet, acreditamos que este é o meio mais fácil e mais barato que dispomos, afinal para utilizá-lo não estamos gastando nenhum centavo dos cofres públicos com publicidade, autopropaganda e mídia social. Tudo de graça, com transparência, originalidade, qualidade e respeito ao povo.

           Acessem nossos canais virtuais e mantenham-se informados!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

PREFEITURA E CÂMARA, UMA RELAÇÃO CONTURBADA

     
Uma ilustração para ficar mais claro
      Muitos colegas de partido de outras cidades, do diretório estadual e até conterrâneos me perguntam constantemente como é a minha relação com a Câmara Municipal de Vereadores aqui de Jaçanã. Evidentemente eles me perguntam isso porque sabem da importância de se haver um bom relacionamento entre esses dois poderes municipais (executivo + legislativo). E eu também sei disso, por isso que tenho grande admiração e respeito por aquela Casa Legislativa, embora, desde o início da gestão, eu venha tendo problemas com o descontentamento pessoal de alguns senhores que ali "legislam".
        Ainda na campanha eleitoral, muitas pessoas me diziam que eu não administraria Jaçanã porque não teria força na Câmara. E eu sempre discordei disso, pois para mim sempre foi indiferente se eu teria "força" no legislativo ou não, afinal o executivo tem o seu papel e o legislativo tem o dele e os dois se completam no gerenciamento de um município.
            Na minha concepção, eu sempre tive muito bem definido qual seria o papel da Prefeitura e qual seria o papel da Câmara na administração do nosso município. Por isso que para mim tanto faz ter maioria ou minoria, ter situação ou oposição. Para mim o importante mesmo é que os senhores vereadores se coloquem no seu papel de legisladores e cumpram o seu papel social frente a comunidade que eles representam. 
              Sempre fui acusado de não dialogar bem com os vereadores. O que não é verdade, pois sempre mantive uma cordial relação com todos eles e, mesmo enquanto representante do executivo, estive sempre a disposição para colaborar e responder plenamente aos seus questionamentos. O problema é que esse "dialogar bem" às vezes pode ter outras interpretações.
        A bem da verdade é que, a exceção de quem é novato, os vereadores são sempre os mesmos. A diferença é que alguns aproveitam a experiência dos seus mandatos anteriores para evoluírem e para realmente se empoderarem das suas atribuições e fazerem a coisa certa em prol da população. Já outros teimam em se agarrar às práticas da velha política e sempre se revoltam quando algo foge aos seus interesses meramente pessoais e familiares. Ou seja, é a história da velha "ajudinha" que eles tanto tinham e que ainda queriam continuar tendo.
         Realmente tenho tido grandes dificuldades com a maioria dos vereadores da nossa cidade. Em geral, as sessões legislativas são sempre cheias de ataques, de ofensas, críticas destrutivas e combinação de votos para que os projetos enviados para o bem da comunidade não sejam aprovados. Na verdade há uma retaliação explícita e politicalha de primeira grandeza.
             Pessoalmente não me angustio e não sofro quando envio um projeto para a Câmara Municipal e ele não é aprovado (como tudo indica que sempre não serão). Nunca enviei ou enviarei para aquela Casa um projeto de lei em meu próprio benefício. Logo, se um projeto que envio não é aprovado, quem está perdendo em cheio é a população jaçanaense e/ou algumas categorias profissionais que seriam contempladas, e não eu.
       É evidente que para cada regra há as exceções. Temos excelentes legisladores naquela Casa, que têm feito o seu papel magistralmente, que provocam o debate e fundamentam suas argumentações; se opondo quando têm que se opor e sendo flexível quando têm que ser. Entretanto, a maioria deles faz oposição pela simples oposição, com discursos prontos e ensaiados, parecendo ser teleguiados por alguém.
      Neste mandato, alguns deles aprenderam a palavrinha mágica "fiscalizar" e desde então justificam seus ataques à gestão municipal como sendo "fiscalização em nome do povo". Ao meu ver, fiscalizar é muito mais que tirar fotos de urubus, de buracos em ruas, de lâmpadas queimadas, de árvores podadas, etc e postar no facebook. Fiscalizar é visitar os órgãos públicos e procurar saber porque uma ou outra ação não está acontecendo. Fiscalizar é procurar a Prefeitura e as secretarias municipais e conversar com as pessoas responsáveis por cada pasta e exigir esclarecimentos, analisar documentos, confrontar dados, reunir provas e juntar elementos concretos.
              O mais curioso é que a maioria dos vereadores que atuam naquela Casa hoje são os mesmos da legislatura anterior. Desde julho de 2016 as ruas do Conjunto Flores 2 estavam esburacadas por causa de uma obra de saneamento não concluída. Desde outubro de 2016 as bombas de praticamente todos os chafarizes estavam queimadas. Desde agosto de 2016 dezenas de postes estavam com suas lâmpadas queimadas. Desde, nem sei que mês, a cidade estava repleta de buracos nas ruas. Desde 1963 as ruas da cidade estavam sem faixas de pedestres pintadas (desde...) E onde estava a tal fiscalização desses vereadores tão atuantes agora?
       Quando trabalhei os Programas Jovem Senador e Parlamento Jovem Brasileiro com os meus alunos, aprendemos juntos que a função maior de um legislador é a de elaborar projetos de lei para melhorar a vida da população que representam. Em seguida eles devem discutir esses projetos numa assembleia e, uma vez aprovados pela maioria dos seus pares, os encaminharem ao executivo para sanção ou veto. Não temos visto isso. Travestido de "fiscalização" o que há na verdade é uma oposição pela oposição, motivada por práticas da velha política que foram abolidas nessa gestão. 
          E para dar ainda mais transparência á minha gestão, é importante que a nossa população saiba que no dia 20 de cada mês temos que fazer o repasse mensal à Câmara Municipal. É o chamado duodécimo (repasse financeiro oriundo do FPM para manter aquela Casa Legislativa em funcionamento). Sendo assim, todo dia 20 repassamos pouco mais de R$ 60 mil reais para aquela Casa. Esse montante é administrado pela presidência da Câmara que repassa mensalmente um salário de mais de R$ 3 mil a cada vereador. Nesses sete meses, apesar de todas as dificuldades enfrentadas com os reduzidos repasses do FPM, nunca deixamos de repassar rigorosamente os valores destinados à Câmara, isto quer dizer que os senhores vereadores nunca deixaram de receber os seus salários em dias, porque a sua presidência é competente e faz o pagamento deles todo dia 20.
          Sei que serão quatro anos de ataques e de inconformismo por parte de alguns deles. Entretanto, nós da gestão não vamos nos deixar abalar por impropérios e nem por críticas vazias. Estamos fazendo uma gestão com recursos reduzidos, de forma transparente e à luz das leis vigentes, portanto não temos com o que nos preocupar.
         Uma vez que estou a maioria do tempo resolvendo questões da administração e tendo onze secretarias para cuidar, certamente não dou conta de estar em todos os lugares ao mesmo tempo e nem de ver in loco todos os problemas da cidade. Por isso, até acho bom quando esses vereadores "fiscais" apontam alguma falha nossa, pois assim ficamos sabendo imediatamente e temos como corrigir e/ou intervir em tempo hábil. Na verdade, eles acabam sendo os nossos olhos na dimensão que é uma cidade como Jaçanã. Sem saber, mesmo de um jeito torpe, acabam nos ajudando. Por favor, continuem "fiscalizando", senhores!
            E para finalizar, aos vereadores que ali estão e que honram a confiança que os seus eleitores lhes depositaram (sabedores do real motivo pelo qual estão ali), os nossos préstimos, o nosso respeito e a nossa admiração. Força e fé no que virá!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ESTUDANTES E EU, UMA RELAÇÃO PARA SEMPRE


       Neste dia 11 de agosto comemoramos aqui o Dia do Estudante. Claro que o dia do estudante é todo dia, mas essa data foi escolhida para marcar a importância que tem quem faz da educação um pilar para o seu sucesso pessoal e profissional. É inegável que são os estudantes os responsáveis pela existência das escolas, pelos cursos e por todos os profissionais que neles trabalham. Nada existiria sem a figura do estudante. E não importa em que nível se está: creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, faculdade, universidade, cursinho, curso técnico, curso de aprimoramento, etc. Não importa mesmo! Estudante é sempre estudante. Eles quem são a engrenagem que move o mundo, afinal todos aqueles que têm uma profissão formal (e até mesmo informal) já foi estudante um dia.
           Pessoalmente sempre tive uma ligação muito forte com os estudantes. Com eles, e por eles, vivi as melhores experiências da minha vida, quer tenha sido na vida profissional (como professor) ou mesmo em outros contextos.
     As minhas experiências pessoais com estudantes em Cuité (Colégio Millenium), em Natal (Escola João Tibúrcio e Colégio Criativo), em Picuí (Escola Macário Zulmiro), em Rio do Fogo (Escola Ana Fagundes) e aqui em Jaçanã (EMACC e Terezinha Carolino), nos meus 23 anos de docência, transformaram a minha vida de uma maneira absolutamente ímpar. Sem dúvidas, junto deles eu vivi os melhores anos da minha vida, afinal sempre tive uma excelente relação com os meus alunos e os quero sempre por perto.
    Vez por outra tenho a grata surpresa de me reencontrar com ex-alunos que não vejo há anos e eles me reconhecem e comentam comigo daquela saudável relação que tínhamos como professor e aluno e o quanto aquela forma de percebê-los como “estudantes” os impulsionou e transformou suas vidas. Fico sempre muito feliz!
         Hoje na gestão do município, sinto muita falta da minha relação com os estudantes; do convívio diário, de partilhar dos seus sonhos, de lhes repassar valores, de ajudar na sua construção humana, de fazer parte de suas vivências pessoais de uma forma tão próxima.
      Não nego que sempre tive uma inclinação maior pelos estudantes concluintes. Não que eu menosprezasse os demais, mas é que os de outras séries eu tinha a certeza de que conviveria com eles novamente no ano seguinte. Já os concluintes, não. Me angustiava saber que aquele era o último ano que estaríamos juntos para partilhar a magia da sala de aula e seus mistérios. E eu sempre dizia para eles: “Se aproveitem, se curtam, se abracem e celebrem tudo, pois em breve vocês não estarão mais aqui juntos e provavelmente nunca mais se reencontrarão. Nunca nada mais vai ser como nesse tempo. Por mais que vocês queiram, por mais que vocês marquem algo fora daqui, nada será igual como agora”. E eles se aperreavam e me pediam para não falar aquelas coisas. Mas era verdade. Com todos os concluintes é assim!
          Nessa minha trajetória docente tive tantas turmas maravilhosas, tantos estudantes incríveis. Foram 23 anos dentro de uma escola, amando e me dedicando ao convívio com os mais diferentes tipos de estudantes. Eles sempre foram como filhos para mim. Sei que para alguns eu fui inesquecível, para outros fui uma peste; outros já não lembram mais de mim; alguns foram apenas alunos, com outros estreitei grandes laços de amizade. E sempre que nos encontramos é aquela festa: abraços saudados, lembranças gostosas e conversas sobre os bons tempos vividos. (Eis a grande magia da profissão que escolhi).
          Estou passando uma chuva na gestão do município, mas sei que um dia voltarei ao meu convívio direto com os meus queridos estudantes. Mesmo fora da sala de aula, nada me impede que cuide deles, que me importe com eles, que contribua para o seu sucesso e vibre com a conquista de cada um.
          Não tenho dúvidas de que se estou na gestão agora devo isso à força dos estudantes jaçanaenses. Sem dúvidas foram eles que capitanearam a minha campanha e junto com seus pais e amigos me confiaram a gestão desse município.
          Vez por outra sou muito criticado e escuto insultos do tipo: “Sua gestão só tem moleque. Devia ter dado emprego a um pai de família”. Às vezes quando faço reunião com o meu pessoal, olho em volta e realmente percebo que 90% das pessoas que foram contratadas por mim para assumir cargos em comissão são ex-alunos meus e que realmente são muito jovens. E graças a Deus que são estudantes que passaram por mim, os quais eu conheço bem, com os quais eu convivi anos e anos e por isso conheço como ninguém suas potencialidades, suas capacidades, suas competências e suas índoles. São estudantes que aproveitaram a oportunidade que a vida lhes deu e estudaram e se especializaram, e se qualificaram, e se capacitaram e hoje podem assumir um cargo por capacidade técnica e não meramente por um empurrãozinho político.
          Tenho realmente muito orgulho dos estudantes que passaram por mim e sobretudo desses que hoje estão do meu lado contribuindo com a força do seu trabalho para o crescimento da nossa comunidade. Tenho orgulho de ter oportunizado a esses estudantes um lugar ao sol, um lugar na gestão municipal que eles jamais teriam se assim não fosse. Provavelmente a grande maioria deles jamais teria a oportunidade de colocar seus conhecimentos em prática, uma vez que é muito comum que esses cargos de comissão sejam sempre ocupados pelos parentes dos políticos.
          É evidente que há outras dezenas de estudantes que não tiveram a mesma oportunidade, infelizmente porque não há espaço para absorver todo mundo. A esses eu desejo toda a sorte do mundo e sei que a vida lhes dará a devida recompensa pelos seus tantos esforços. São igualmente amados e inesquecíveis.
          Amo todos os estudantes que passaram por mim. Todos com os quais eu tive o prazer de conviver, todos os quais eu pude tocar com a luz dos meus conhecimentos e pela minha paixão por educar. Nossa relação foi sempre uma troca e certamente aprendi muito mais do que ensinei.
          Por isso, estudantes de todas as turmas, de todos os anos e de todas as escolas em que trabalhei, recebam a minha sincera homenagem e os meus parabéns pelo dia de vocês. Sejam enormemente felizes!
              Feliz Dia do Estudante!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

POR UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE

Desde quando eu ainda era menino, eu sempre me inquietava com uma pergunta: Por que será que nossos conterrâneos vivem nessa eterna ida e vinda, mergulhados no dilema entre morar fora e viver aqui?
Muitos deles apareceram por aqui nos últimos meses. Mas acreditem: não são apenas suas famílias ou a saudade que os trazem de volta. O que os fazem voltar mesmo, ainda que por apenas alguns dias, é uma coisa chamada "identidade". Isso mesmo, identidade. É isso que os move nessa eterna vontade de voltar e estar em Jaçanã.
Todo jaçanense que foi embora e que agora vive fora, espalhado pelas cinco regiões do Brasil e até mesmo no exterior, saiu para buscar melhores condições de vida, pois não encontraram oportunidades de se desenvolverem aqui. Às vezes não encontraram porque não tinham instrução suficiente, ou porque a cidade é pequena demais, ou porque lhes faltou qualificação profissional ou por falta de oportunidades e incentivos, ou por tantos outros motivos. Fato é que o movimento migratório é uma realidade jaçanaense desde a sua fundação. Quem entre nós não tem um conhecido ou parente que foi embora ou que vive fora? Fato é que todos eles nutrem um mesmo desejo: um dia voltar á terrinha e revisitar suas origens.
Há os que negam essa identidade e não dizem de jeito nenhum que são naturais de Jaçanã; alguns sequer querem ouvir falar no nome da cidade. Penso que esses trazem consigo algum trauma ou alguma grave decepção vivida num dado momento de suas passagens por aqui e, por isso generalizaram, achando que negar sua identidade apaga aquele recorte de uma situação vivida em algum fragmento do seu passado.
 Felizmente há aqueles filhos que têm orgulho de dizer que são de Jaçanã sim e que só não vivem mais aqui porque reconstruíram suas histórias em outras cidades. Verdade é que a identidade de uma pessoa é emblemática. E não tem jeito, você pode mentir para os outros e até para si mesmo, mas aonde quer que você vá a sua essência jaçanaense vai te acompanhar pelo resto da vida. Ela está entranhada no seu sangue e na sua mente. Não tem como fugir.
A identidade de um ser humano é como uma tatuagem: é para sempre. É ela que faz as nossas lembranças nos remeter às imagens, aos cheiros, aos sabores, aos costumes, às vivências e às gentes de nossa terra. Não adianta negar mesmo. Você pode até criar vínculos em outras regiões, mas foi aqui que você germinou. Foi neste solo que você brotou e, mesmo que não queira, trará consigo para sempre nossa Jaçanã como gênese da sua construção humana.
 E assim são os jaçanaenses que vão e que vêm nessa revoada eterna pela sobrevivência. Há os que aportam e criam ninhos noutros lugares e há aqueles (a maioria, por sinal) que não esquentam canto em lugar nenhum, porque a sua identidade grita mais forte no interior de seus corações e eles precisam voltar à fonte de sua criação como num ritual contínuo de revigoramento.
 Não tem jeito: a nossa identidade é mesmo reveladora e decisiva. Quantos de nós já andamos pelo mundo, conhecemos pessoas e cidades, mas somos conscientes de que o nosso retorno é como um órgão vital do nosso corpo e é em Jaçanã que está a fonte que o alimenta e que o nutre.
Um dia qualquer eu posso até voltar a sair daqui pra viver em outra cidade, mas tenho certeza de que voltarei sempre, e sempre, e sempre; movido pela minha identidade e por tudo que essa cidade representa pra mim. Afinal, a identidade a gente não escolhe, é ela que escolhe a gente e acontece com todas as pessoas, de todos os lugares do mundo. Identidade é raiz e raiz a gente finca no nosso chão. O resto é caule que se estende em várias direções e horizontes. Por isso viva a identidade de cada um de nós!

domingo, 23 de julho de 2017

FANATISMO POLÍTICO E RACIONALIDADE: QUESTÕES PARA PENSAR

     
           De todas as campanhas políticas as quais eu pude presenciar e vivenciar, eu nunca consegui ficar neutro ou indeciso em nenhuma delas. Tão logo começavam as campanhas eleitorais, sobretudo para as eleições municipais, eu logo me decidia por um dos lados e militava ardorosamente em prol de um dos candidatos. Comecei por Neco Fortunato, depois Dedé Pereira, depois Eudo Lopes, depois Dr. Orlando, depois Uady Farias, depois Esdras Farias, depois a mim mesmo. Nunca consegui ser imparcial ou ficar “em cima do muro”, como dizemos por aqui. Entretanto, nunca fui cabo eleitoral, nem nunca participei de alas jovens, mas sempre declarei abertamente qual era a minha opção de candidato e defendia fervorosamente a sua bandeira e vestia as suas cores. Se eu estava certo ou errado, não sei! Só sei que naquela ocasião, aquela era a minha escolha. Eu ia por quem meu coração acelerava, não importava o partido ou coligação. Eu sempre votei nas pessoas e não nos partidos que elas representavam (só mais tarde entendi que isso também deveria ser levado em consideração). Se eu defendia uma candidatura, eu me dedicava de corpo e alma por aquele ideal. Algumas ganhamos, outras perdemos. Senti o gosto da derrota e da vitória, como em tudo nessa vida. Mas em todas elas respeitei as pessoas e suas escolhas e por isso nunca briguei ou me intriguei com ninguém por causa de política.
          Nessas campanhas eleitorais os ânimos sempre ficavam exaltados e cada um que quisesse defender que seu candidato era o melhor. Às vezes alguns amigos e familiares estavam em lados opostos, no entanto nos respeitávamos e, passada a campanha, tudo voltava ao normal. As ideologias, as brigas e as defesas de pontos de vista ficavam para trás. Alguma rixa só perdurava durante a campanha eleitoral, depois prevalecia o amor, pois os laços afetivos falavam mais alto.
          Estando do outro lado agora, percebo quão nefasta pode ser a política partidária alicerçada no fanatismo. Da última campanha política para cá (quase um ano) contabilizo as dezenas de amigos, colegas e conhecidos que se afastaram do meu ciclo de convivência, simplesmente porque eu aceitei ser candidato a prefeito. Quantas dessas pessoas deixaram de me cumprimentar por causa disso? Quantas dessas pessoas ainda passam por mim e fingem que não me veem (rabissacas, cusparadas)? Quantas dessas pessoas atravessam para o outro lado da calçada para não cruzar comigo? Quantas dessas pessoas não participam de eventos públicos porque eu possa aparecer lá? Quantas outras pessoas me julgam e me “apedrejam” sem nem sequer me conhecer direito?
          Ainda hoje são inúmeras pessoas que agem assim. Dezenas delas, simplesmente porque não aceitaram o fato de eu ter saído candidato e hoje estar como prefeito da cidade. Muitas eram “amigos” de longa data, colegas de trabalho, de viagens, de infância. Outros foram meus alunos tão queridos e tão amados; alunos com os quais tive laços afetivos tão fortes; alunos os quais pude ajudar a se desenvolver com a força do meu trabalho. Amigos e ex-alunos que se foram por causa da nefasta força da política partidária. Hoje são inimigos que nunca tive e que agora declaram guerra a mim. Por quê?
          Sinceramente até hoje eu ainda não consigo entender o motivo de tamanha hostilidade. Afinal, ser candidato era um direito constitucional conferido a mim e a todos os demais cidadãos que quisessem ser candidatos e atendessem aos requisitos da justiça eleitoral. Eu apenas atendi ao chamado de um povo que me pediu para ser candidato, mas em momento algum eu pensei que isso geraria tanto ódio, tanto rancor e tanta ira em pessoas tão próximas. Ora, éramos três candidatos e eu sempre defendi o voto livre, por isso nunca mudei o meu tratamento com as pessoas que não votavam/votaram em mim. Eu sempre respeitei suas escolhas, afinal cada um sabia os motivos pelos quais estava optando por um ou por outro candidato. No processo eleitoral pedi votos porque isso fazia parte da campanha, mas nunca briguei ou me intriguei com alguém que eu sabia que não votava em mim. Era legítimo. Faz parte da democracia.
          Poxa, por que esse ódio tão grande? Somos todos conterrâneos, nascemos aqui, temos laços de natalidade, amamos essa cidade e por isso nada justifica essa perseguição implacável, nem esse desejo de que tudo dê errado. A torcida do “quanto pior melhor” não combina com quem diz que ama essa terra. Se estou como prefeito agora, em breve deixarei de estar. Tudo é muito passageiro nessa vida e penso que não vale à pena jogar fora a convivência de uma vida inteira por causa de questões políticas.
          A você meu amigo de longa data. A você meu ex-aluno querido. A você parente ou conhecido. A você que se intrigou de mim simplesmente porque eu me candidatei e, sem querer, contrariei os interesses do candidato que você escolheu registro aqui minha tristeza pela campanha eleitoral ainda habitar dentro de você. Tenho certeza de que nunca fiz nenhum um mal pessoal a nenhum de vocês. Era até compreensível (embora inaceitável) que esse ódio gratuito e esse rancor desmedido viessem dos outros candidatos ou dos seus familiares, mas de pessoas com as quais eu sempre convivi e para as quais eu nunca fiz nenhum mal, é realmente algo inquietante.
          É claro que tudo isso me entristece, afinal são (eram) pessoas tão queridas, para com as quais eu sempre tive tanto carinho e apreço. Vestidas de ódio, não vejo mais o sentimento de humanidade que eu sempre reconheci nelas. Infelizmente vejo nessas pessoas o mesmo sentimento de um torcedor que mata o outro só porque ele torce pelo time contrário ou o mesmo sentimento de um homem-bomba que explode uma igreja só porque ali tem pessoas praticando uma religião diferente da sua. Tudo movido por um ódio gratuito, sem causa aparente e sem nenhuma racionalidade. Tristes comportamentos humanos.
          E enquanto ainda não consigo dirimir e entender esses comportamentos, continuo me inquietando e não entendendo o motivo de tantos ataques e de tanto ódio, o que inevitavelmente também é sentido por centenas de eleitores meus. Porém, se a política tem dessas coisas e se isso é natural nesse meio, infelizmente terei que me acostumar com isso também. Avança ser humano. Avança!