sábado, 7 de outubro de 2017

COMO ME VEJO UM ANO DEPOIS

           
         Há exatamente um ano eu vivia e emoção de ter sido escolhido pela maioria do meu povo para ser o gestor dessa cidade que tanto amo. Antes, jamais eu havia pensado em entrar para política. Sempre fui um pouco avesso à política partidária, justamente por não concordar com a forma como ela é praticada na maioria dos casos.  Entretanto, sem que eu nem percebesse, a vida me levou para os caminhos da política e, sem eu me dar conta direito, em pouco tempo eu já estava candidato a prefeito. Talvez isso tivesse no meu destino, não sei ao certo. (A vida e seus mistérios!) Só sei que esse nunca um desejo pessoal meu. Na verdade fui contagiado pelo desejo de dezenas de amigos e alunos que viam na minha pessoa um nome possível para a alternativa de mudança que tanto desejavam que acontecesse na história política da nossa Jaçanã.
          Do ponto de vista lógico, era praticamente impossível que eu vencesse aquela campanha, pois eu não vinha de nenhuma base política, não tinha ninguém na família que foi político, só tinha um candidato a vereador e não fui apadrinhado, indicado ou patrocinado por ninguém. Sai do anonimato e decidi aceitar o desafio de sair candidato porque a gente reclama tanto dos velhos políticos e de suas práticas tão antigas que me perguntei: “Se a gente reclama que eles são sempre os mesmos, o que é que a gente está fazendo pra mudar isso? Por que não colocar o próprio nome para as pessoas decidirem o que desejam?”. E foi isso. E deu certo. Claro que durante a trajetória muita gente de bem e até políticos de carreira locais me acompanharam. E eu lhes sou profundamente grato por isso. Na verdade, em sua maioria, os eleitores optaram pela mudança e pela construção de um novo viés político para o nosso município. Foi um capricho de Deus! Só pode!
          Desde o início não foi fácil. Comecei desacreditado e enfrentando todos os preconceitos possíveis: ser gay, ser liso, não ter passado político, não ter apoio de grandes nomes do cenário político potiguar, ser um simples professorzinho, ser de um partido nanico e tantos outros. E haja psicológico para aguentar tanta pressão! Mas eu sobrevivi a todos os ataques e sai das urnas vitorioso após lutar contra uma oligarquia dominante e poderosa que se enraizava há décadas em nossa cidade e que não poupou esforços para fazer de tudo para que eu não conseguisse me eleger.
          Passado um ano, ainda não tem sido fácil. Os que concorreram comigo e seus seguidores se declararam ferrenha oposição e até hoje não se conformam por eu “ter atravessado os vossos caminhos”, frustrado seus desejos e interrompido suas ambições tão pessoais. Entretanto, eu era apenas um candidato entre os demais, num direito legítimo que a lei me confere. Não infringi a lei natural das coisas. Não roubei lugar de ninguém. Apenas me candidatei e o povo me preferiu. Não tenho culpa disso.
          É claro que nesse um ano provavelmente muita gente que acreditou em mim se decepcionou comigo e talvez até se arrependeu de ter votado em mim. Sou humano, sou falho, cometo erros. É natural. Não sou 100% certinho, nem quero ser o dono da verdade e nem estou acima do bem e do mal. No entanto, acredito que muitas dessas pessoas não me conheciam realmente ou não entenderam o meu propósito tão explicitado durante a campanha inteira. A minha intenção sempre foi instaurar um gestão pública sem privilégios, sem vícios de gestão e sem "arrumadinhos". Infelizmente muita gente não estava acostumada com isso e não acreditava que eu realmente procederia assim. Por isso que durante toda a campanha eu não prometi nada a ninguém e se alguém criou algum tipo de expectativa votando em mim pensando em obter vantagens pessoais, criou essa impressão de livre e espontânea vontade. Eu nunca alimentei esse tipo de esperança em ninguém. Eu sempre disse que o voto precisa ser encarado como um instrumento de confiança e não como uma moeda de troca. Por isso fiz (e faço) política sempre defendendo o “voto livre”.
          Sei que fazer uma política diferenciada, cortando privilégios, colocando quem não trabalhava para trabalhar, aplicando com responsabilidade o dinheiro público e dizendo “nãos” quando se faz necessário, choca a muitos e deixa muita gente decepcionada com minha pessoa. Sei que sou taxado de prefeito impopular simplesmente porque não faço uso das velhas práticas políticas, porque não "dou colher de chá", porque não trabalho com exceções, porque descentralizo as ações da gestão com os demais profissionais que me cercam e porque trato e vejo a coisa pública de outra forma.
Difícil tem sido lutar contra os velhos costumes deixados por gestões anteriores onde imperava o paternalismo e o jogo político condicionado ao voto. É tanto que muitas pessoas chegam para mim e me dizem: “Eu quero que você me dê isso porque eu e toda a minha família votamos em você!”. As velhas práticas políticas ainda estão disseminadas em nossa sociedade e lamento que ainda vai levar décadas para que elas sejam abolidas. Ainda fico estarrecido quando um funcionário quer que eu deixe ele em casa sem trabalhar, simplesmente porque ele votou em mim. Sinceramente não foi para isso que me candidatei!
          Talvez eu esteja errado por pensar e agir assim e só descubra isso bem mais tarde. Mas é essa a política na qual eu acredito. Foi pra fazer essa política diferenciada que eu me candidatei. Penso que fui eleito para cuidar da cidade e para fazer o máximo possível em prol da coletividade e não apenas em benefício de um parente, de um correligionário ou de um amigo mais próximo. Sei que a minha gestão tem falhas, pois somos todos aprendizes desse novo fazer político. Apesar disso, em meio a esta grave crise financeira que estamos atravessando, temos feito um esforço sobre humano para que os serviços públicos aconteçam da melhor forma possível. E eles estão acontecendo.
          Definitivamente não consigo ser esse político que olha para as pessoas e a única coisa que enxerga nelas é o seu voto nas próximas eleições. Tenho ouvido o tempo todo: “Você não sabe ser político!”, “Essa não é sua praia!”, “Você não ganha nunca mais!” (...). Que assim seja, digo eu! Enquanto eu estiver em paz com a minha consciência e estiver fazendo as coisas conforme eu acredito que devam ser, está bom demais! Não posso é me moldar a um universo que não é o meu simplesmente porque o “sistema” dita que deva ser como nas velhas práticas. Não posso aceitar e praticar aquilo a que eu só tenho aversão. Penso que não foi para isso que a maioria me elegeu.
          Deixem-me com minhas práticas errôneas, equivocadas e impopulares. Deixo que a população faça o seu julgamento, afinal o povo bota; o povo tira! Nada nessa vida é eterno e eu não estarei prefeito para sempre. Tudo passa, tudo sempre passará. Força e fé no que virá!  

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A MORTE, UMA SENHORA QUE NINGUÉM QUER ENCONTRAR

Em um curto espaço de tempo em que perdemos tantas pessoas queridas, entre ela figuras tão importantes e emblemáticas da história da nossa cidade, como; Zé Abdias,  Zé Pereira, Deuzineide Mota e Yuri Gomes, eu me pus a pensar sobre a morte. Por que será que ninguém nunca fala da morte? Por que nunca estamos preparados para lidar com ela se essa é a única grande certeza que temos nessa vida? Sim, a morte um dia virá para todos nós. É inevitável. Não sabemos como e quando partiremos e nem tão pouco queremos partir. Mas que ela virá, ah ela implacavelmente virá!
          Morrer é mesmo ridículo. Você combinou de sair com os amigos, está em pleno tratamento de saúde, tem planos para a semana que vem, precisa ir na casa de um parente, comprar aqueles itens que faltam em casa e no meio de tudo de repente morre. Como assim? E as coisas que você ainda não fez, o livro que ficou pela metade, o trabalho não finalizado, o dinheiro pra sacar no banco, o telefonema que você prometeu dar? Tanta coisa para fazer. Tanta coisa para ver e sentir e de repente, do nada, a gente se vai. Oh coisa sem graça é ter que ir embora para sempre!
          Morrer é a coisa mais fácil que tem no mundo. Na verdade, viver é um grande risco e a morte está ali na espreita para nos abocanhar a qualquer instante. De uma hora para outra tudo termina numa colisão na estrada, numa artéria entupida, na picada de um mosquito, num disparo de um bandido que quer o que a gente tem (...) São mil e uma formas de morrer. E estamos todos os dias expostos a isso sem nem nos darmos conta do grande perigo que é estar vivo.
          De fato morrer é previsível, mas é muito desagradável. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter comido aquela comida preferida, sem ter tido tempo de ouvir outra vez aquela música marcante, sem dizer àquela pessoa amada o quanto você a amava. Você deixou em casa suas roupas penduradas nos cabides, seu calçado debaixo da cama, suas coisas desarrumadas e até mesmo algumas contas por pagar. Outras pessoas vão ser obrigadas a mexer em seus pertences pessoais, a vasculhar nas suas gavetas, a apagar os rastros que você deixou em uma vida inteira. E aquelas coisinhas íntimas que só você sabia onde estavam, vão enfim ser descobertas. Eita! Lascou-se!    
         É verdade que falar da morte é chato, é macabro, é desconcertante. E é por isso que todo mundo foge desse assunto. Quem danado lá quer saber de morrer, embora que essa seja a única certeza que todos nós temos? Apesar dessa negação à morte, quando se vive com essa consciência de que ela inevitavelmente virá, se vive com mais propriedade.
          Quando nos comportamos como se fôssemos imortais perdemos muito tempo com picuinhas, com besteiradas, com tantas coisas sem importância. Saber que a morte é algo eminente nos faz entender que tudo aqui é muito breve e que podemos não estar mais aqui amanhã para darmos o último abraço, o último beijo, o último aceno. Vamos tomar como exemplo esses tantos queridos que tão breve se foram: numa bela tarde estavam felizes e contentes convivendo entre os seus familiares; e na outra já não estavam mais entre nós. A vida é um sopro e às vezes perdemos esse precioso tempo odiando, blasfemando, juntando bens e envelhecendo sem vermos a vida passar.
É inegável que tem muita gente viva que já morreu há muito tempo, entregue a uma vida sem graça, sem emoção e sem simplicidade, em sua maioria preocupada com a ascensão social e com os bens materiais, quando na verdade deixará isso tudo para trás na hora da partida. 
       Por isso viva tudo o que tem para viver. Não se apegue às coisas pequenas e inúteis da vida. Viva intensamente, alimente o que te faz bem e se ame, sempre!




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

SITUAÇÃO DAS OBRAS INACABADAS EM NOSSO MUNICÍPIO

Sede da Prefeitura em reconstrução
       Ultimamente a nossa gestão tem sido alvo de questionamentos e de ataques acerca das tantas obras que estão inacabadas em nosso município. Quanto aos questionamentos, eles são mais do que legítimos, pois tratam de obras públicas e é dever dos gestores informarem à população sobre os repasses e verbas que a prefeitura recebe e como está se dando a sua aplicabilidade. Em relação aos ataques, lamentamos profundamente que eles aconteçam dessa forma, pois em geral eles vêm cheios de ódio e com uma enorme carga política que tenta denegrir a imagem da atual gestão e responsabilizá-la por coisas pelas quais ela não tem nenhum culpa.
          É importante destacar que todas essas obras são heranças de gestões anteriores e, provavelmente por causa de questões burocráticas, os gestores que as pleitearam não conseguiram concluí-las em tempo hábil em suas gestões. Nesse sentido, ficou para a gestão atual a incumbência de terminá-las e de devolvê-las prontas á nossa comunidade. Mas é humanamente impossível que, em apenas oito meses de gestão, um prefeito consiga resolver todos os problemas de uma cidade, ainda mais em se tratando de obras de recursos federais, cuja tramitação é extremamente lenta e burocrática.
          Pra sanar todas as dúvidas dos que nos atacam nas redes sociais e também como forma de prestar esclarecimentos à nossa comunidade, segue abaixo um resumo da situação legal dessas obras em nosso município, iniciadas ainda em gestões anteriores, algumas com mais de dez anos.

1. GINÁSIO POLIESPORTIVO PRÓXIMO AO CEIG

          Na nossa gestão demos início à retomada dessa obra fazendo reparos na parte de alvenaria e em toda a sua estrutura metálica para o recebimento do telhado. Nos últimos meses esta obra está paralisada devido à falta do restante do repasse federal que é disponibilizado pela União em parcelas. O empreiteiro responsável pela obra está buscando junto a Caixa Econômica a agilidade das transferências de recursos para a conta da Prefeitura para que as obras sejam retomadas e o ginásio seja finalmente concluído e entregue à população. Só quando o dinheiro é liberado é que as empreiteiras podem dar continuidade as obras. Até isso acontecer, infelizmente temos que esperar.
          Do total dessa obra R$ 179.587,42 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo Governo Federal um total de R$ 157.050,47.

2. QUADRA DA EMACC (POR TRÁS DO HOSPITAL)

          Infelizmente ainda não foi possível mexer nesta obra este ano, pois ela está paralisada porque existem pendências no SIMEC (sistema do FNDE) que fiscaliza obras vinculadas ao MEC. Desde o início do ano, as Secretarias Municipais de Educação e de Infraestrutura vêm incansavelmente tentando resolver essas pendências que tratam de prestação de contas não realizadas em gestões passadas. O engenheiro da nossa Prefeitura e o engenheiro da Pactual Construções (empresa responsável pela obra) estão também tentando resolver essas diligências junto ao SIMEC, tanto que neste dia 31/08 a nossa equipe de engenharia apresentou um novo projeto junto a Caixa e espera que a pendência seja resolvida ainda neste mês de setembro.
          Do total dessa obra, R$ 323.3090,60 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MEC um valor de R$ 185.372,92.
  
3. QUADRA DO CONJUNTO FLORES 1 (PRÓXIMA Á ESCOLA)

Infelizmente ainda não foi possível mexer nesta obra este ano. Ela está paralisada porque existem pendências no SIMEC (sistema do FNDE) que fiscaliza obras vinculadas ao MEC. Desde o início do ano, as Secretarias Municipais de Educação e de Infraestrutura vem incansavelmente tentando resolver essas pendências, que tratam de prestação de contas não realizadas em gestões passadas. O engenheiro da nossa Prefeitura e o engenheiro da Pactual Construções (empresa responsável pela obra) estão também tentando resolver essas diligências junto ao SIMEC.
          Do total dessa obra, R$ 151.693,29 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MEC um valor de R$ 24.599,04.

4. CRECHE PRO-INFÂNCIA

          Esta obra está paralisada porque 100% dos recursos que foram repassados para a Prefeitura já foram devidamente pagos às empresas responsáveis pela execução da obra (95% na gestão anterior). Ou seja, todo o valor disponível para a construção desse prédio já foi pago às empreiteiras e elas não construíram a tão sonhada creche para as nossas crianças. Agora, para conseguir terminar sua construção, a Prefeitura terá que bancar o restante da obra com recursos próprios  (o que é praticamente impossível) ou tentar conseguir emenda parlamentar para terminá-la. O dinheiro foi todo gasto e a obra não foi concluída.
          Do total de R$ 642.726,16 todo esse valor já foi repassado ás empresas responsáveis, não havendo nem mais um centavo a receber do Governo Federal.

5. ÚNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA SERRA DA LAGOA

          Essa obra também está paralisada porque está aguardando o repasse federal oriundo do Ministério da Saúde. Nenhuma obra pode ser executada se os repasses não forem liberados. Enquanto o repasse não for feito e os recursos estiverem disponíveis na conta da Prefeitura, a empresa responsável não pode retomar a obra. Até lá temos que esperar.
          O nosso escritório de convênios (AGEM Consultoria), desde que assumiu os trabalhos em nossa Prefeitura, tem estado junto aos órgãos competentes solicitando as parcelas restantes para que a obra tenha andamento. O problema são os entraves burocráticos que emperram tudo.
Do total dessa obra, R$ 80.688,49 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MS um valor de R$ 362.986,29.

6. ACADEMIA DE GINÁSTICA POPULAR

Essa obra também está paralisada porque está aguardando o repasse federal oriundo do Ministério da Saúde. Enquanto o repasse não for feito e os recursos estiverem disponíveis na conta da Prefeitura, a empresa responsável não pode retomar a obra. Entretanto, essa obra está quase toda concluída, faltando apenas alguns reparos e a instalação dos equipamentos.
O nosso escritório de convênios (AGEM Consultoria), desde que assumiu os trabalhos em nossa Prefeitura, tem estado junto aos órgãos competentes solicitando as parcelas restantes para que a obra tenha andamento. O problema são os entraves burocráticos que emperram tudo.
Do total dessa obra, R$ 123.926,47 já foram pagos e ainda falta ser liberado pelo MS um valor de R$ 56.573,53

7. UNIDADE DE BENEFICIAMENTO DE POLPA DE FRUTAS

          Esta obra se arrasta desde o ano de 2008, mas infelizmente o gestor da época não conseguiu concluí-la. Anos depois, a obra foi abandonada e saqueada pela população circunvizinhança que furtou equipamentos e praticamente toda a estrutura física (janelas, portas, forro, etc). A obra custou R$ 300 mil reais, mas nunca chegou a ficar pronta.
          Em março de 2017, recebemos uma intimação do Ministério Público notificando que esta obra deveria ser concluída e entregue à população até o dia 30 de junho de 2017, sob pena de ter que devolver os R$ 300 mil enviados para a sua construção. Tentamos argumentar junto ao MP a inviabilidade de entregar esta obra em um prazo de tempo tão curto, já que no local só existia praticamente as paredes e a não conclusão dela não era culpa nossa. O pior é que para a Caixa Econômica, desde 2010 esta obra está atestada com conclusão de 98%, faltando apenas a aquisição de uma máquina de envase e um lava-jato de pressão. A realidade que encontramos não era bem essa e todos na cidade sabem disso. Lá só havia mesmo as paredes e uma câmara fria desativada.
          Na correria para atender a deliberação da MP, embora não tivéssemos nenhuma culpa pela não conclusão da obra ainda em 2010, colocamos os nossos pedreiros e realocamos recursos do FPM e da arrecadação do IPTU para viabilizar a sua reconstrução. Em tempo recorde a obra foi totalmente reconstruída com recursos próprios. Além disso, efetuamos também a compra dos equipamentos que haviam sido roubados.
          Em junho, a Caixa veio atestar a conclusão e a funcionabilidade da obra, mas percebeu que as máquinas faltantes ainda não haviam sido instaladas. Por causa disso, a obra mais uma vez não foi liberada.
          Para evitar novos saques, contratamos dois vigias noturnos para ficar no local e as referidas máquinas faltantes já foram compradas em Recife, já que na região não existia, e estamos aguardando apenas a sua entrega. Tão logo as máquinas cheguem, a obra será enfim concluída e posta para funcionamento.

8. QUADRA POLIESPORTIVA (PRÓXIMA AO CENTRO DOS IDOSOS)

          Os recursos conseguidos pelos gestores anteriores para as obras de reconstrução da Quadra Poliesportiva Conselheiro Manoel Abdias da Silva foram somente para ampliação e não para reforma. Isso quer dizer que a quadra em si não pode ser reformada com esses recursos, mas sim apenas ampliada. Por isso foi dado início aquela construção apenas na parta da frente e toda a sua parte traseira continua se deteriorando com o tempo, pois os recursos não foram destinados à reforma daquela parte.
          Aquela obra sempre foi complicada e os recursos de ampliação conseguidos demoraram muito para serem liberados. Nesse sentido, a empresa F.J. Construções (responsável) solicitou à nossa Prefeitura um valor aditivo de R$ 45 mil para retomar a obra, somando-se ao valor que ainda está para ser liberado para a sua conclusão (só a parte da frente). Para reformar completamente, a empresa ainda solicita da Prefeitura um valor de R$ 90 mil, o que é absolutamente impossível em tempos de crise e de diminuição de repasses como o que estamos enfrentando hoje. De onde vamos tirar R$ 135 mil só para dar de aditivos para aquela obra?
          Por não termos como viabilizar o valor aditivo solicitado pela empresa e pelo não repasse do valor que ainda falta ser liberado, a obra continua paralisada.
Do total dessa obra, R$ 232.412,50 já foram pagos e ainda faltam ser liberados pelo MS um valor de R$ 75.587,50 (fora os aditivos que a F.J Construções quer que paguemos).

9. REFORMA DO CAMPO DE FUTEBOL

          Esta obra foi conseguida pela gestão anterior e foi praticamente concluída. O que falta ser feito para que a obra seja totalmente entregue à população é a instalação dos cabos da subestação de energia. O problema é que existe um impasse junto á COSERN, que já foi oficializada várias vezes em nossa gestão, mas que infelizmente não tem atendido aos nossos ofícios. A conclusão da obra depende apenas das ações da empreiteira responsável, que está apenas aguardando a ligação de um transformador por parte da COSERN, já que envolve a alta tensão de energia elétrica e fica ao lado do Campo.
           A COSERN foi notificada mais uma vez, mas ainda não se manifestou.
 Do total dessa obra, R$ 197.560,51 já foram pagos e ainda faltam ser liberados pelo um valor de R$ 29.528,28 para a finalização da obra.

10. AMPLIAÇÃO DO PASSEIO PÚBLICO ATÉ O CONJUNTO FLORES

            Esta obra está praticamente concluída, faltando apenas a ligação da energia por parte da COSERN. Desde que assumimos a gestão, mandamos inúmeros ofícios á COSERN para que ela venha ligar a energia para os postes. Em julho, a COSERN esteve no calçadão e atestou que, para ligar devidamente a energia para o pleno funcionamento da obra, falta ainda a instalação de mais dois postes da via pública.
            Como a instalação de postes é de responsabilidade da COSERN, a própria nos pediu um prazo de mais 120 dias para instalação dos postes e para a ligação da energia para enfim concluirmos aquela obra.
Do total dessa obra, R$ 209.360,83 já foram pagos e ainda faltam ser liberados pelo um valor de R$ 22.213,09 para a sua finalização.

 11. MIRANTE DO RANGEL

          Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, todos os prazos para inicialização do processo já estavam vencidos e infelizmente esta emenda de R$ 250 mil foi perdida. Ainda em janeiro, nosso escritório de convênios e o nosso secretário de infraestrutura tentaram de todas as formas possíveis junto à Caixa Econômica reaver a emenda para darmos início a obra, mas não obtiveram sucesso, pois todos os prazos possíveis  já haviam expirados. Nem com a interferência de deputados federais foi possível reavermos.
                     
12. PRAÇA DE ESPORTE E LAZER

Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc). Infelizmente a Caixa não fez a devolução para as retificações em tempo hábil e esta obra também foi perdida devido ao fim do prazo. Estamos nos mobilizando com nossa a bancada federal junto ao Ministério do Esporte para ver se conseguimos reaver esta obra e enfim darmos início a sua execução, embora isso seja praticamente impossível.
O valor total previsto para a realização dessa obra era de R$ 250 mil.
   
13. PRAÇA DE CONVIVÊNCIA

Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc). Felizmente a Caixa nos fez a devolução dos documentos  para as retificações em tempo hábil e desde 28/08 a documentação está de volta à Caixa, de onde aguarda apenas a liberação para darmos início ao processo de licitação e consequentemente deliberarmos o início da obra.
O valor total para a sua construção é de R$ 250 mil reais.

14. PAVIMENTAÇÃO DE RUAS 1 (CALÇAMENTO)

Esta obra foi conseguida em 2015 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc).
Felizmente tudo foi aprovado pela Caixa e a obra encontra-se em processo de licitação. O edital será publicado no início de setembro e a previsão é que a licitação ocorra neste mesmo mês. Após a licitação, a obra já será inicializada.
O valor total da obra é de R$ 250 mil reais.

 15. PAVIMENTAÇÃO DE RUAS 2 (CALÇAMENTO)

Esta obra foi conseguida em 2016 por emenda parlamentar. Quando entramos na gestão, a obra estava com cláusula suspensiva e durante esses seis meses corremos contra o tempo para agilizarmos toda a documentação necessária para a sua implementação (projetos, licenças, documentos, etc). Felizmente a Caixa nos fez a devolução para as retificações em tempo hábil e desde 29/08 a documentação está de volta à Caixa aguardando apenas a liberação para darmos início ao processo de licitação e consequentemente darmos início à obra.
O valor total da obra é de R$ 250 mil reais.

 16. RECONSTRUÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL

          Abandonada há mais de 20 anos, a nossa sede da Prefeitura Municipal enfim começou a ser reconstruída. Desde junho, através de mutirões, de doações da comunidade e da força de trabalho dos pedreiros da nossa própria prefeitura, a obra está sendo toda custeada com os recursos da arrecadação do IPTU/2017. Cerca de 90% do IPTU que as pessoas pagaram este ano está sendo todo revertido na realização dessa obra. ( Os outros 10% foram empregados na aquisição do caçambão do matadouro e na obra da Fábrica de Poupa de Frutas)
          Engenheiros da prefeitura estão acompanhando de perto a reconstrução desse prédio histórico, mantendo sempre as suas bases originais.
          Em agosto tínhamos totalizado um valor de arrecadação de R$ 103 mil reais de IPTU, cujo saldo tem servido para a aquisição de material de construção para a obra. A previsão é que em dezembro a obra esteja pronta e já em janeiro de 2018 nós estejamos de volta á nossa sede própria.


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

INFORMAÇÃO POR OUTROS CAMINHOS

           
Página inicial do site da PMJ
        A participação popular, a gestão democrática e a transparência nas nossas ações são algumas das grandes bandeiras da nossa administração pública, iniciada em janeiro último.
       Gostaríamos de ser ainda mais transparentes e também que a nossa população pudesse ser mais informada sobre as ações e programas que desenvolvemos nas ruas, nos sítios, nas instituições públicas e no interior da nossa Prefeitura.
           No nosso Plano de Governo está prevista a utilização de vários canais de comunicação para servir como uma ponte entre nós gestores e o povo. No início, havíamos pensado em manter um programa radiofônico semanal na rádio comunitária de nossa cidade. O problema é que a locação de um espaço para um programa de rádio, mesmo sendo numa rádio comunitária, é muito cara. Quando contatamos a direção da rádio, o nosso programa semanal, com uma hora de duração, sairia por um valor de R$ 1.200,00 reais por mês. É caro, mas também é justo, afinal a rádio precisa manter as suas despesas e sobrevive mesmo dos seus anunciantes.
           É evidente que um programa semanal de rádio seria muito importante para nós e para a nossa comunidade, pois teríamos a chance de responder aos ataques, de tirar as dúvidas, de ouvir as queixas e sugestões da população e de prestar esclarecimentos a todos. Mas a um preço desses? Realmente, do ponto de vista ético, é inviável para nós, já que seria um desperdício de dinheiro público locar um espaço semanal por um valor tão alto. Imaginem que, por ano, iríamos pagar o equivalente a R$ 14.400,00. Um montante que, a meu ver, deve ser gasto em outras benfeitorias para a nossa comunidade.
         Nesse sentido, não havendo mais interesse pelo programa de rádio local, pensamos em utilizar os blogs da cidade e da região. Entretanto, esbarramos no mesmo problema, pois a maioria deles (não todos) também cobra valores para divulgar notícias e matérias das cidades. Na verdade, a maioria desses blogs vendem seus espaços para “falar bem” das prefeituras que lhes pagam de R$ 300,00 a R$ 500,00 reais por mês. Em geral (no caso das prefeituras) não é notícia que divulgam, mas sim matéria comprada mesmo. Ser blogueiro é algo bem rentável, apesar de o bom jornalismo não reconhecer e nem recomendar essa prática.
         No meu caso, como eu não concordo em pagar esses valores para minha autopromoção (penso que o dinheiro público deve ter destino público), então alguns blogs locais não divulgam quase nada da nossa prefeitura ou, quando raramente divulgam, trazem algumas informações distorcidas e muitas das vezes repletas de “alfinetadas”. É a velha história do capital se sobressaindo ao bom senso e à ética.
      Como não aceito pagar por espaços para poder falar para a minha comunidade, então resolvi que deveríamos criar os nossos próprios canais, assim teríamos informações de qualidade, gratuitas e de alcance geral aos internautas. Por isso, reestruturamos o site da nossa Prefeitura, que é atualizado diariamente (www.jacana.rn.gov.br); criamos a nossa página no Facebook (Prefeitura de Jaçanã); o nosso Canal no You Tube (Jaçanã em Evidências) onde inserimos o nosso programa Fala Prefeito; aproveitamos os grupos do WhatsApp; e este blog pessoal.
          Contudo, somos cientes de que, apesar de todo o esforço feito, utilizando a força das novas mídias, infelizmente só conseguimos atingir apenas a uma pequena parcela da população, pois muita gente ainda não tem o hábito de utilizar as redes virtuais como elemento de comunicação e de informação ou não sabe utilizar essas ferramentas. Em todo caso, estamos cumprindo a nossa missão de informar, ainda que isso não chegue a todos.
         De olho no poder da internet, acreditamos que este é o meio mais fácil e mais barato que dispomos, afinal para utilizá-lo não estamos gastando nenhum centavo dos cofres públicos com publicidade, autopropaganda e mídia social. Tudo de graça, com transparência, originalidade, qualidade e respeito ao povo.

           Acessem nossos canais virtuais e mantenham-se informados!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

PREFEITURA E CÂMARA, UMA RELAÇÃO CONTURBADA

     
Uma ilustração para ficar mais claro
      Muitos colegas de partido de outras cidades, do diretório estadual e até conterrâneos me perguntam constantemente como é a minha relação com a Câmara Municipal de Vereadores aqui de Jaçanã. Evidentemente eles me perguntam isso porque sabem da importância de se haver um bom relacionamento entre esses dois poderes municipais (executivo + legislativo). E eu também sei disso, por isso que tenho grande admiração e respeito por aquela Casa Legislativa, embora, desde o início da gestão, eu venha tendo problemas com o descontentamento pessoal de alguns senhores que ali "legislam".
        Ainda na campanha eleitoral, muitas pessoas me diziam que eu não administraria Jaçanã porque não teria força na Câmara. E eu sempre discordei disso, pois para mim sempre foi indiferente se eu teria "força" no legislativo ou não, afinal o executivo tem o seu papel e o legislativo tem o dele e os dois se completam no gerenciamento de um município.
            Na minha concepção, eu sempre tive muito bem definido qual seria o papel da Prefeitura e qual seria o papel da Câmara na administração do nosso município. Por isso que para mim tanto faz ter maioria ou minoria, ter situação ou oposição. Para mim o importante mesmo é que os senhores vereadores se coloquem no seu papel de legisladores e cumpram o seu papel social frente a comunidade que eles representam. 
              Sempre fui acusado de não dialogar bem com os vereadores. O que não é verdade, pois sempre mantive uma cordial relação com todos eles e, mesmo enquanto representante do executivo, estive sempre a disposição para colaborar e responder plenamente aos seus questionamentos. O problema é que esse "dialogar bem" às vezes pode ter outras interpretações.
        A bem da verdade é que, a exceção de quem é novato, os vereadores são sempre os mesmos. A diferença é que alguns aproveitam a experiência dos seus mandatos anteriores para evoluírem e para realmente se empoderarem das suas atribuições e fazerem a coisa certa em prol da população. Já outros teimam em se agarrar às práticas da velha política e sempre se revoltam quando algo foge aos seus interesses meramente pessoais e familiares. Ou seja, é a história da velha "ajudinha" que eles tanto tinham e que ainda queriam continuar tendo.
         Realmente tenho tido grandes dificuldades com a maioria dos vereadores da nossa cidade. Em geral, as sessões legislativas são sempre cheias de ataques, de ofensas, críticas destrutivas e combinação de votos para que os projetos enviados para o bem da comunidade não sejam aprovados. Na verdade há uma retaliação explícita e politicalha de primeira grandeza.
             Pessoalmente não me angustio e não sofro quando envio um projeto para a Câmara Municipal e ele não é aprovado (como tudo indica que sempre não serão). Nunca enviei ou enviarei para aquela Casa um projeto de lei em meu próprio benefício. Logo, se um projeto que envio não é aprovado, quem está perdendo em cheio é a população jaçanaense e/ou algumas categorias profissionais que seriam contempladas, e não eu.
       É evidente que para cada regra há as exceções. Temos excelentes legisladores naquela Casa, que têm feito o seu papel magistralmente, que provocam o debate e fundamentam suas argumentações; se opondo quando têm que se opor e sendo flexível quando têm que ser. Entretanto, a maioria deles faz oposição pela simples oposição, com discursos prontos e ensaiados, parecendo ser teleguiados por alguém.
      Neste mandato, alguns deles aprenderam a palavrinha mágica "fiscalizar" e desde então justificam seus ataques à gestão municipal como sendo "fiscalização em nome do povo". Ao meu ver, fiscalizar é muito mais que tirar fotos de urubus, de buracos em ruas, de lâmpadas queimadas, de árvores podadas, etc e postar no facebook. Fiscalizar é visitar os órgãos públicos e procurar saber porque uma ou outra ação não está acontecendo. Fiscalizar é procurar a Prefeitura e as secretarias municipais e conversar com as pessoas responsáveis por cada pasta e exigir esclarecimentos, analisar documentos, confrontar dados, reunir provas e juntar elementos concretos.
              O mais curioso é que a maioria dos vereadores que atuam naquela Casa hoje são os mesmos da legislatura anterior. Desde julho de 2016 as ruas do Conjunto Flores 2 estavam esburacadas por causa de uma obra de saneamento não concluída. Desde outubro de 2016 as bombas de praticamente todos os chafarizes estavam queimadas. Desde agosto de 2016 dezenas de postes estavam com suas lâmpadas queimadas. Desde, nem sei que mês, a cidade estava repleta de buracos nas ruas. Desde 1963 as ruas da cidade estavam sem faixas de pedestres pintadas (desde...) E onde estava a tal fiscalização desses vereadores tão atuantes agora?
       Quando trabalhei os Programas Jovem Senador e Parlamento Jovem Brasileiro com os meus alunos, aprendemos juntos que a função maior de um legislador é a de elaborar projetos de lei para melhorar a vida da população que representam. Em seguida eles devem discutir esses projetos numa assembleia e, uma vez aprovados pela maioria dos seus pares, os encaminharem ao executivo para sanção ou veto. Não temos visto isso. Travestido de "fiscalização" o que há na verdade é uma oposição pela oposição, motivada por práticas da velha política que foram abolidas nessa gestão. 
          E para dar ainda mais transparência á minha gestão, é importante que a nossa população saiba que no dia 20 de cada mês temos que fazer o repasse mensal à Câmara Municipal. É o chamado duodécimo (repasse financeiro oriundo do FPM para manter aquela Casa Legislativa em funcionamento). Sendo assim, todo dia 20 repassamos pouco mais de R$ 60 mil reais para aquela Casa. Esse montante é administrado pela presidência da Câmara que repassa mensalmente um salário de mais de R$ 3 mil a cada vereador. Nesses sete meses, apesar de todas as dificuldades enfrentadas com os reduzidos repasses do FPM, nunca deixamos de repassar rigorosamente os valores destinados à Câmara, isto quer dizer que os senhores vereadores nunca deixaram de receber os seus salários em dias, porque a sua presidência é competente e faz o pagamento deles todo dia 20.
          Sei que serão quatro anos de ataques e de inconformismo por parte de alguns deles. Entretanto, nós da gestão não vamos nos deixar abalar por impropérios e nem por críticas vazias. Estamos fazendo uma gestão com recursos reduzidos, de forma transparente e à luz das leis vigentes, portanto não temos com o que nos preocupar.
         Uma vez que estou a maioria do tempo resolvendo questões da administração e tendo onze secretarias para cuidar, certamente não dou conta de estar em todos os lugares ao mesmo tempo e nem de ver in loco todos os problemas da cidade. Por isso, até acho bom quando esses vereadores "fiscais" apontam alguma falha nossa, pois assim ficamos sabendo imediatamente e temos como corrigir e/ou intervir em tempo hábil. Na verdade, eles acabam sendo os nossos olhos na dimensão que é uma cidade como Jaçanã. Sem saber, mesmo de um jeito torpe, acabam nos ajudando. Por favor, continuem "fiscalizando", senhores!
            E para finalizar, aos vereadores que ali estão e que honram a confiança que os seus eleitores lhes depositaram (sabedores do real motivo pelo qual estão ali), os nossos préstimos, o nosso respeito e a nossa admiração. Força e fé no que virá!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ESTUDANTES E EU, UMA RELAÇÃO PARA SEMPRE


       Neste dia 11 de agosto comemoramos aqui o Dia do Estudante. Claro que o dia do estudante é todo dia, mas essa data foi escolhida para marcar a importância que tem quem faz da educação um pilar para o seu sucesso pessoal e profissional. É inegável que são os estudantes os responsáveis pela existência das escolas, pelos cursos e por todos os profissionais que neles trabalham. Nada existiria sem a figura do estudante. E não importa em que nível se está: creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, faculdade, universidade, cursinho, curso técnico, curso de aprimoramento, etc. Não importa mesmo! Estudante é sempre estudante. Eles quem são a engrenagem que move o mundo, afinal todos aqueles que têm uma profissão formal (e até mesmo informal) já foi estudante um dia.
           Pessoalmente sempre tive uma ligação muito forte com os estudantes. Com eles, e por eles, vivi as melhores experiências da minha vida, quer tenha sido na vida profissional (como professor) ou mesmo em outros contextos.
     As minhas experiências pessoais com estudantes em Cuité (Colégio Millenium), em Natal (Escola João Tibúrcio e Colégio Criativo), em Picuí (Escola Macário Zulmiro), em Rio do Fogo (Escola Ana Fagundes) e aqui em Jaçanã (EMACC e Terezinha Carolino), nos meus 23 anos de docência, transformaram a minha vida de uma maneira absolutamente ímpar. Sem dúvidas, junto deles eu vivi os melhores anos da minha vida, afinal sempre tive uma excelente relação com os meus alunos e os quero sempre por perto.
    Vez por outra tenho a grata surpresa de me reencontrar com ex-alunos que não vejo há anos e eles me reconhecem e comentam comigo daquela saudável relação que tínhamos como professor e aluno e o quanto aquela forma de percebê-los como “estudantes” os impulsionou e transformou suas vidas. Fico sempre muito feliz!
         Hoje na gestão do município, sinto muita falta da minha relação com os estudantes; do convívio diário, de partilhar dos seus sonhos, de lhes repassar valores, de ajudar na sua construção humana, de fazer parte de suas vivências pessoais de uma forma tão próxima.
      Não nego que sempre tive uma inclinação maior pelos estudantes concluintes. Não que eu menosprezasse os demais, mas é que os de outras séries eu tinha a certeza de que conviveria com eles novamente no ano seguinte. Já os concluintes, não. Me angustiava saber que aquele era o último ano que estaríamos juntos para partilhar a magia da sala de aula e seus mistérios. E eu sempre dizia para eles: “Se aproveitem, se curtam, se abracem e celebrem tudo, pois em breve vocês não estarão mais aqui juntos e provavelmente nunca mais se reencontrarão. Nunca nada mais vai ser como nesse tempo. Por mais que vocês queiram, por mais que vocês marquem algo fora daqui, nada será igual como agora”. E eles se aperreavam e me pediam para não falar aquelas coisas. Mas era verdade. Com todos os concluintes é assim!
          Nessa minha trajetória docente tive tantas turmas maravilhosas, tantos estudantes incríveis. Foram 23 anos dentro de uma escola, amando e me dedicando ao convívio com os mais diferentes tipos de estudantes. Eles sempre foram como filhos para mim. Sei que para alguns eu fui inesquecível, para outros fui uma peste; outros já não lembram mais de mim; alguns foram apenas alunos, com outros estreitei grandes laços de amizade. E sempre que nos encontramos é aquela festa: abraços saudados, lembranças gostosas e conversas sobre os bons tempos vividos. (Eis a grande magia da profissão que escolhi).
          Estou passando uma chuva na gestão do município, mas sei que um dia voltarei ao meu convívio direto com os meus queridos estudantes. Mesmo fora da sala de aula, nada me impede que cuide deles, que me importe com eles, que contribua para o seu sucesso e vibre com a conquista de cada um.
          Não tenho dúvidas de que se estou na gestão agora devo isso à força dos estudantes jaçanaenses. Sem dúvidas foram eles que capitanearam a minha campanha e junto com seus pais e amigos me confiaram a gestão desse município.
          Vez por outra sou muito criticado e escuto insultos do tipo: “Sua gestão só tem moleque. Devia ter dado emprego a um pai de família”. Às vezes quando faço reunião com o meu pessoal, olho em volta e realmente percebo que 90% das pessoas que foram contratadas por mim para assumir cargos em comissão são ex-alunos meus e que realmente são muito jovens. E graças a Deus que são estudantes que passaram por mim, os quais eu conheço bem, com os quais eu convivi anos e anos e por isso conheço como ninguém suas potencialidades, suas capacidades, suas competências e suas índoles. São estudantes que aproveitaram a oportunidade que a vida lhes deu e estudaram e se especializaram, e se qualificaram, e se capacitaram e hoje podem assumir um cargo por capacidade técnica e não meramente por um empurrãozinho político.
          Tenho realmente muito orgulho dos estudantes que passaram por mim e sobretudo desses que hoje estão do meu lado contribuindo com a força do seu trabalho para o crescimento da nossa comunidade. Tenho orgulho de ter oportunizado a esses estudantes um lugar ao sol, um lugar na gestão municipal que eles jamais teriam se assim não fosse. Provavelmente a grande maioria deles jamais teria a oportunidade de colocar seus conhecimentos em prática, uma vez que é muito comum que esses cargos de comissão sejam sempre ocupados pelos parentes dos políticos.
          É evidente que há outras dezenas de estudantes que não tiveram a mesma oportunidade, infelizmente porque não há espaço para absorver todo mundo. A esses eu desejo toda a sorte do mundo e sei que a vida lhes dará a devida recompensa pelos seus tantos esforços. São igualmente amados e inesquecíveis.
          Amo todos os estudantes que passaram por mim. Todos com os quais eu tive o prazer de conviver, todos os quais eu pude tocar com a luz dos meus conhecimentos e pela minha paixão por educar. Nossa relação foi sempre uma troca e certamente aprendi muito mais do que ensinei.
          Por isso, estudantes de todas as turmas, de todos os anos e de todas as escolas em que trabalhei, recebam a minha sincera homenagem e os meus parabéns pelo dia de vocês. Sejam enormemente felizes!
              Feliz Dia do Estudante!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

POR UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE

Desde quando eu ainda era menino, eu sempre me inquietava com uma pergunta: Por que será que nossos conterrâneos vivem nessa eterna ida e vinda, mergulhados no dilema entre morar fora e viver aqui?
Muitos deles apareceram por aqui nos últimos meses. Mas acreditem: não são apenas suas famílias ou a saudade que os trazem de volta. O que os fazem voltar mesmo, ainda que por apenas alguns dias, é uma coisa chamada "identidade". Isso mesmo, identidade. É isso que os move nessa eterna vontade de voltar e estar em Jaçanã.
Todo jaçanense que foi embora e que agora vive fora, espalhado pelas cinco regiões do Brasil e até mesmo no exterior, saiu para buscar melhores condições de vida, pois não encontraram oportunidades de se desenvolverem aqui. Às vezes não encontraram porque não tinham instrução suficiente, ou porque a cidade é pequena demais, ou porque lhes faltou qualificação profissional ou por falta de oportunidades e incentivos, ou por tantos outros motivos. Fato é que o movimento migratório é uma realidade jaçanaense desde a sua fundação. Quem entre nós não tem um conhecido ou parente que foi embora ou que vive fora? Fato é que todos eles nutrem um mesmo desejo: um dia voltar á terrinha e revisitar suas origens.
Há os que negam essa identidade e não dizem de jeito nenhum que são naturais de Jaçanã; alguns sequer querem ouvir falar no nome da cidade. Penso que esses trazem consigo algum trauma ou alguma grave decepção vivida num dado momento de suas passagens por aqui e, por isso generalizaram, achando que negar sua identidade apaga aquele recorte de uma situação vivida em algum fragmento do seu passado.
 Felizmente há aqueles filhos que têm orgulho de dizer que são de Jaçanã sim e que só não vivem mais aqui porque reconstruíram suas histórias em outras cidades. Verdade é que a identidade de uma pessoa é emblemática. E não tem jeito, você pode mentir para os outros e até para si mesmo, mas aonde quer que você vá a sua essência jaçanaense vai te acompanhar pelo resto da vida. Ela está entranhada no seu sangue e na sua mente. Não tem como fugir.
A identidade de um ser humano é como uma tatuagem: é para sempre. É ela que faz as nossas lembranças nos remeter às imagens, aos cheiros, aos sabores, aos costumes, às vivências e às gentes de nossa terra. Não adianta negar mesmo. Você pode até criar vínculos em outras regiões, mas foi aqui que você germinou. Foi neste solo que você brotou e, mesmo que não queira, trará consigo para sempre nossa Jaçanã como gênese da sua construção humana.
 E assim são os jaçanaenses que vão e que vêm nessa revoada eterna pela sobrevivência. Há os que aportam e criam ninhos noutros lugares e há aqueles (a maioria, por sinal) que não esquentam canto em lugar nenhum, porque a sua identidade grita mais forte no interior de seus corações e eles precisam voltar à fonte de sua criação como num ritual contínuo de revigoramento.
 Não tem jeito: a nossa identidade é mesmo reveladora e decisiva. Quantos de nós já andamos pelo mundo, conhecemos pessoas e cidades, mas somos conscientes de que o nosso retorno é como um órgão vital do nosso corpo e é em Jaçanã que está a fonte que o alimenta e que o nutre.
Um dia qualquer eu posso até voltar a sair daqui pra viver em outra cidade, mas tenho certeza de que voltarei sempre, e sempre, e sempre; movido pela minha identidade e por tudo que essa cidade representa pra mim. Afinal, a identidade a gente não escolhe, é ela que escolhe a gente e acontece com todas as pessoas, de todos os lugares do mundo. Identidade é raiz e raiz a gente finca no nosso chão. O resto é caule que se estende em várias direções e horizontes. Por isso viva a identidade de cada um de nós!

domingo, 23 de julho de 2017

FANATISMO POLÍTICO E RACIONALIDADE: QUESTÕES PARA PENSAR

     
           De todas as campanhas políticas as quais eu pude presenciar e vivenciar, eu nunca consegui ficar neutro ou indeciso em nenhuma delas. Tão logo começavam as campanhas eleitorais, sobretudo para as eleições municipais, eu logo me decidia por um dos lados e militava ardorosamente em prol de um dos candidatos. Comecei por Neco Fortunato, depois Dedé Pereira, depois Eudo Lopes, depois Dr. Orlando, depois Uady Farias, depois Esdras Farias, depois a mim mesmo. Nunca consegui ser imparcial ou ficar “em cima do muro”, como dizemos por aqui. Entretanto, nunca fui cabo eleitoral, nem nunca participei de alas jovens, mas sempre declarei abertamente qual era a minha opção de candidato e defendia fervorosamente a sua bandeira e vestia as suas cores. Se eu estava certo ou errado, não sei! Só sei que naquela ocasião, aquela era a minha escolha. Eu ia por quem meu coração acelerava, não importava o partido ou coligação. Eu sempre votei nas pessoas e não nos partidos que elas representavam (só mais tarde entendi que isso também deveria ser levado em consideração). Se eu defendia uma candidatura, eu me dedicava de corpo e alma por aquele ideal. Algumas ganhamos, outras perdemos. Senti o gosto da derrota e da vitória, como em tudo nessa vida. Mas em todas elas respeitei as pessoas e suas escolhas e por isso nunca briguei ou me intriguei com ninguém por causa de política.
          Nessas campanhas eleitorais os ânimos sempre ficavam exaltados e cada um que quisesse defender que seu candidato era o melhor. Às vezes alguns amigos e familiares estavam em lados opostos, no entanto nos respeitávamos e, passada a campanha, tudo voltava ao normal. As ideologias, as brigas e as defesas de pontos de vista ficavam para trás. Alguma rixa só perdurava durante a campanha eleitoral, depois prevalecia o amor, pois os laços afetivos falavam mais alto.
          Estando do outro lado agora, percebo quão nefasta pode ser a política partidária alicerçada no fanatismo. Da última campanha política para cá (quase um ano) contabilizo as dezenas de amigos, colegas e conhecidos que se afastaram do meu ciclo de convivência, simplesmente porque eu aceitei ser candidato a prefeito. Quantas dessas pessoas deixaram de me cumprimentar por causa disso? Quantas dessas pessoas ainda passam por mim e fingem que não me veem (rabissacas, cusparadas)? Quantas dessas pessoas atravessam para o outro lado da calçada para não cruzar comigo? Quantas dessas pessoas não participam de eventos públicos porque eu possa aparecer lá? Quantas outras pessoas me julgam e me “apedrejam” sem nem sequer me conhecer direito?
          Ainda hoje são inúmeras pessoas que agem assim. Dezenas delas, simplesmente porque não aceitaram o fato de eu ter saído candidato e hoje estar como prefeito da cidade. Muitas eram “amigos” de longa data, colegas de trabalho, de viagens, de infância. Outros foram meus alunos tão queridos e tão amados; alunos com os quais tive laços afetivos tão fortes; alunos os quais pude ajudar a se desenvolver com a força do meu trabalho. Amigos e ex-alunos que se foram por causa da nefasta força da política partidária. Hoje são inimigos que nunca tive e que agora declaram guerra a mim. Por quê?
          Sinceramente até hoje eu ainda não consigo entender o motivo de tamanha hostilidade. Afinal, ser candidato era um direito constitucional conferido a mim e a todos os demais cidadãos que quisessem ser candidatos e atendessem aos requisitos da justiça eleitoral. Eu apenas atendi ao chamado de um povo que me pediu para ser candidato, mas em momento algum eu pensei que isso geraria tanto ódio, tanto rancor e tanta ira em pessoas tão próximas. Ora, éramos três candidatos e eu sempre defendi o voto livre, por isso nunca mudei o meu tratamento com as pessoas que não votavam/votaram em mim. Eu sempre respeitei suas escolhas, afinal cada um sabia os motivos pelos quais estava optando por um ou por outro candidato. No processo eleitoral pedi votos porque isso fazia parte da campanha, mas nunca briguei ou me intriguei com alguém que eu sabia que não votava em mim. Era legítimo. Faz parte da democracia.
          Poxa, por que esse ódio tão grande? Somos todos conterrâneos, nascemos aqui, temos laços de natalidade, amamos essa cidade e por isso nada justifica essa perseguição implacável, nem esse desejo de que tudo dê errado. A torcida do “quanto pior melhor” não combina com quem diz que ama essa terra. Se estou como prefeito agora, em breve deixarei de estar. Tudo é muito passageiro nessa vida e penso que não vale à pena jogar fora a convivência de uma vida inteira por causa de questões políticas.
          A você meu amigo de longa data. A você meu ex-aluno querido. A você parente ou conhecido. A você que se intrigou de mim simplesmente porque eu me candidatei e, sem querer, contrariei os interesses do candidato que você escolheu registro aqui minha tristeza pela campanha eleitoral ainda habitar dentro de você. Tenho certeza de que nunca fiz nenhum um mal pessoal a nenhum de vocês. Era até compreensível (embora inaceitável) que esse ódio gratuito e esse rancor desmedido viessem dos outros candidatos ou dos seus familiares, mas de pessoas com as quais eu sempre convivi e para as quais eu nunca fiz nenhum mal, é realmente algo inquietante.
          É claro que tudo isso me entristece, afinal são (eram) pessoas tão queridas, para com as quais eu sempre tive tanto carinho e apreço. Vestidas de ódio, não vejo mais o sentimento de humanidade que eu sempre reconheci nelas. Infelizmente vejo nessas pessoas o mesmo sentimento de um torcedor que mata o outro só porque ele torce pelo time contrário ou o mesmo sentimento de um homem-bomba que explode uma igreja só porque ali tem pessoas praticando uma religião diferente da sua. Tudo movido por um ódio gratuito, sem causa aparente e sem nenhuma racionalidade. Tristes comportamentos humanos.
          E enquanto ainda não consigo dirimir e entender esses comportamentos, continuo me inquietando e não entendendo o motivo de tantos ataques e de tanto ódio, o que inevitavelmente também é sentido por centenas de eleitores meus. Porém, se a política tem dessas coisas e se isso é natural nesse meio, infelizmente terei que me acostumar com isso também. Avança ser humano. Avança!

domingo, 9 de julho de 2017

SEIS MESES E UMA MISSÃO

     
         Junho foi o mês que coroou o seis primeiros meses da nossa gestão a frente da Prefeitura Municipal da nossa amada Jaçanã. Esse primeiro semestre foi muito difícil para todos nós, tanto pela própria conjuntura sócio-econômica e política que o país atravessa, como também pelos fatores de ordem local enfrentados, como a nossa própria inexperiência com gestão pública, a situação como a "casa" nos foi entregue, a falta de recursos financeiros, a ausência de informações, etc.
      Foram sem dúvidas meses muito turbulentos e tumultuados. Entretanto, apesar de tudo, conseguimos imprimir a nossa marca e estabelecer o nosso ritmo nesse primeiro meio ano de gestão. Foi preciso "cortar na carne", erradicar práticas antigas, acabar com alguns vícios, cortar privilégios arraigados, acabar com apadrinhamentos, economizar drasticamente e fazer a gerência da cidade com foco nos aspectos coletivos.
        Unidos num só ideal, nenhum de nós mediu esforços para fazer o que tinha que ser feito. Era preciso instaurar um novo tempo e construir uma nova forma de fazer gestão pública: com transparência, com descentralização e com foco nas reais necessidades do povo. Nesse ínterim, foram dezenas e dezenas de reuniões, ajustes, cortes, substituições, chamados de atenção, "carões". Os secretários e demais profissionais da administração direta sofreram muito nesse período. Como abelhas operárias em uma colmeia, estiveram expostos a toda sorte de cobranças, de contratempos e de obstáculos. Com quantos "nãos" tiveram que lidar nesse período? Inúmeros. Mas não pouparam esforços para ver suas pastas andarem e para ver as pessoas serem prontamente atendidas nas suas necessidades mais básicas.
        Nesses seis meses, a nossa gestão nunca parou. Noites sem dormir. Projetos em andamento, recursos zerados, dívidas a perder de vista, sistemas para alimentar, correria, reuniões, elaboração de documentos, burocracia, espera angustiante, um turbilhão de coisas a fazer (...) E lá se passou meio ano. É hora então de fazermos um balanço geral, de olharmos para dentro e de nos perguntarmos: O que conseguimos fazer até aqui?
       As respostas se consolidam nas inúmeras ações que pudemos realizar nesse primeiro semestre. Sensação de dever cumprido, de que estamos no rumo certo e de que as coisas começam a tomar forma e a seguirem o seu curso normal. O programa Fala Prefeito #05 atesta a dimensão de tudo isso (veja em nossa canal no YouTube: Jaçanã em Evidências). É claro que ainda há muito e muito a ser feito, mas não esqueçamos de que estamos apenas no começo de um mandato de três anos e meio que ainda temos pela frente.
         É evidente que o que realizamos até aqui não é nenhum favor e o que já foi feito nada mais é do que nossa obrigação enquanto gestores públicos que somos. No entanto não deixamos de nos regozijar pelo tanto de ações que já possível implementar até aqui, apesar das inúmeras dificuldades que enfrentamos. Certamente há muito ainda para ser feito, mas ao menos não podem nos acusar de não estarmos fazendo nada. As nossas ações estão aí para quem quiser comprovar, frutos de uma gestão pública inovadora, sem arrumadinhos políticos, sem agiotagem, sem segredos de bastidores, sem fazer uso indevido do dinheiro público.
        Por tudo isso, é tempo de celebrar. É tempo de contabilizar os nossos feitos, de inflarmos o peito e dizermos: "Sim, nós podemos! Sim, estamos no rumo certo com a mira posta no futuro grandioso que a nossa Jaçanã de meio século tem pela frente!"
         Com a sensação de que o nosso dever está se cumprindo, elevo a minha gratidão a todos que nos ajudam na labuta diária na construção dessa cidade; a todos que compreendem as nossas limitações; e a todos que torcem pela nossa gestão e que acreditam numa Jaçanã melhor, mais humana e mais igualitária para todos nós. Juntos sempre somos mais fortes.
           Obrigado de coração! Força e fé no que virá!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SEIS MESES E UMA REFLEXÃO

       
       Estou prestes a completar seis meses a frente da gestão municipal da nossa amada Jaçanã. Neste tempo, por algumas vezes tive que me acostumar a alcunha de prefeito e, na maioria das vezes, continuei sendo eu mesmo: o mesmo Oton de sempre, tentando levar a mesma vida de outrora, a mesma rotina diária, fazendo as mesmas coisas, sendo o mesmo que sempre fui. O peso do cargo me rouba de mim, mas eu não me deslumbro.
           Do ponto de vista da minha intimidade, o fato de eu ser gestor da cidade não alterou em nada a forma como eu percebo ou encaro a vida. Continuo tendo os mesmos hábitos, os mesmos gostos, as mesmas convicções. Ser "prefeito" não mudou a minha cabeça e eu não me fez me sentir melhor ou mais importante por causa disso. Sei que tudo isso é muito passageiro e a vida é muito mais que um simples cargo. Na minha concepção, continuo sendo o mesmo funcionário público que sempre fui, com o mesmo compromisso, a mesma garra e o mesmo amor às coisas a que me dedico. Na verdade eu apenas atravessei a calçada e troquei de prédio e de público, mas a missão de ajudar as pessoas e de transformar vidas é exatamente a mesma, claro que com uma dose a mais de responsabilidade, de perigo e de contratempos.
             Do ponto de vista social, me distanciei um pouco de mim mesmo e estou aprendendo a ser uma pessoa que eu não era ou que ao menos não reconhecia dentro de mim. O rótulo pesa, causa inveja, traz terríveis transformações interiores. Convívio diário com holofotes, dedos rígidos apontando os tropeços, acusações, achincalhamentos, passos vigiados. Travo uma briga diária entre a visão que o senso comum tem de mim e a que trago de verdade na minha essência. Cobranças, apelos, súplicas, expectativas. Aplausos e elogios? Às vezes surgem para energizar a alma. Nessa nova condição de gestor, tive que aprender a lidar com as ofensas, adquiri inimigos que antes eu não tinha, sou constantemente vigiado, amado, odiado, admirado, ignorado (...) Tenho provado um misto de novas emoções e sensações com as quais eu ainda não estava acostumado. É o preço de estar em evidência. Faz parte. Eu sei.
      Do ponto de vista político, cada vez mais tenho certeza de que estou totalmente fora da política tradicional. A forma como eu encaro e percebo a política é totalmente avessa da que estamos acostumados a ver por aí. Parece que fazer o errado é que é o certo. Há uma completa inversão de valores nos bastidores da política e também um terrível jogo de interesses, de busca por vantagens pessoais, de tratados escusos. Tudo tão natural. Para mim, não! Ao que tudo indica não sei ser político. Não esse tipo que me apresentam aí todos os dias, em todas as esferas. Finco o pé no chão para não ceder a esse jogo de interesses, mas pago o alto preço por agir assim. Inexperiência talvez. Prefiro acreditar que é uma questão de índole, de princípios e de valores morais que ainda habitam em mim. Sei que se cedesse tudo seria mais fácil. Mas ceder vai totalmente de encontro a tudo o que acredito e prego. Melhor não! O povo não merece isso, apesar de que as velhas práticas políticas ainda estão entranhadas no seio da sociedade e ir de encontro a elas é realmente muito difícil.
         Enfim, seis meses se passaram e do ponto de vista prático tenho certeza de que estou no rumo certo. Conto com um time de primeira linha (secretários e colaboradores) que tem me ajudado a colocar as coisas nos trilhos. Apesar das inúmeras dificuldades encontradas nesse período, já consegui colocar em prática 35% do meu Plano de Governo. Claro que ainda falta muita coisa a fazer, afinal o nosso Plano de Ação é para quatro anos e estou na gestão há apenas seis meses.
        Apesar das inúmeras dificuldades enfrentadas nesse semestre (todos sabem quais são), as ações do nosso governo se espalham pelos quatro cantos da cidade. A saúde está funcionando plenamente, assim como também a educação, a agricultura, os transportes e as demais secretarias. Na infraestrutura não temos medido esforços para revitalizar a cidade e darmos continuidade às obras paralisadas. São novos modelos de gestão que às vezes chocam, atordoam e vão de encontro às velhas práticas, embora tenhamos nos preocupado sempre em realizar tudo à luz das leis vigentes.
         O caminho tem sido árduo, tortuoso, cheio de empecilhos, mas seguimos na batalha que me foi confiada por Deus, afinal "não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus" (Romanos 13: 1-5).
       Não sei o que me aguarda. Não sei o que me espera. Só sei que o momento é de construção e de honradez pela função que me foi confiada. Cada dia aprendo um pouco mais. Cada dia "mato um leão" para sobreviver e para estabelecer meu ritmo nessa política tão diferente da que eu acredito. Mas enfim, vamos à luta e ter "força e fé no que virá", confiando sempre que dias melhores estão por vir. O tempo trará as respostas necessárias.