quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O POVO QUIS O LISO

         
         De meados da minha campanha para o final, a música “O povo quer o liso” passou a ser um dos símbolos da nossa trajetória naquelas eleições. Tal música foi oriunda das campanhas de Olivânio (em Picuí) e de Valdir (em Jucurutu), ambos professor e motorista de ambulância, respectivamente, que, assim, como eu tentavam afastar as oligarquias dominantes do poder. A canção trouxe ânimo ás passeatas e deu mais empolgação à nossa campanha.
          Especialmente aqui em Jaçanã, a música incomodou tanto que a oposição entrou na justiça para proibir que ela fosse tocada, pois se ofendia com o verso “ninguém quer o barãozinho, ninguém quer o comprador”. Às vésperas da eleição a Justiça Eleitoral deferiu o pedido e a canção foi proibida de ser executada.
          A música “O povo quer o liso” e toda a sua letra, necessariamente não queria dizer que eu era um flagelado (afragelado) ou que estivesse abaixo da linha da pobreza extrema. Mesmo porque eu comecei a trabalhar formalmente aos 18 anos e estou na rede pública de ensino do RN (concursado) há 23 anos. É claro que, como professor (dois vínculos) eu tinha o meu salário fixo e isso mantinha a minha sobrevivência e subsidiou parte dos gastos com a minha campanha.
          A expressão “liso” necessariamente não queria dizer que eu não tivesse renda própria. A "campanha do liso" se referia ao fato de eu não ter agiotas me patrocinando, de eu não ter empresas bancando a minha campanha, de eu não ter políticos (deputados, senadores e governador) me dando dinheiro para eu "angariar" votos ou de eu não ter fortunas e bens materiais conquistados ilicitamente ao longo de décadas na política. Nesse sentido e nesse contexto, eu era realmente “liso” e ainda continuo sendo. Afinal, minha renda hoje é o salário que ganho como prefeito, pois legalmente estou afastado da função de professor. Seguramente não estou desviando dinheiro da Prefeitura e nem enriquecendo ilicitamente como tantos outros fizeram antes de mim. Trabalho arduamente todos os dias com toda transparência e lisura possíveis. Estou na prefeitura diariamente, das 7h às 17h e do salário que ganho eu faço o que eu bem entender. 
          No último feriadão de finados, viajei a Foz do Iguaçu numa viagem de turismo, a qual foi previamente planejada e está sendo paga com meus próprios recursos. Entretanto, ainda inconformados porque a oligarquia foi quebrada ou porque o império ruiu, uma minoria oposicionista se aproveita do fato de eu ter viajado a Foz e tenta confundir a opinião pública insinuando que eu fiz essa viagem utilizando o dinheiro público. Sem o menor pudor, se apropriam de fotos postadas por pessoas que livremente me acompanharam nessa viagem, além de fazerem vídeos caluniosos com paródias encima da música “O povo quer o liso”.
          Claro que isso não me abala e não me afeta em nada, pois tenho a minha consciência tranquila e se alguém tem dúvidas sobre a fonte dos recursos que subsidiou a minha viagem á Foz, é só reunir provas e provocar a justiça para que seja feita uma investigação. Entretanto, me preocupa o fato de algumas pessoas inocentes e desinformadas replicarem essas mentiras por aí e acreditarem nesse jogo de interesses meramente pessoais que essa oposição inconformada faz. Nunca vimos em Jaçanã uma oposição tão ferrenha e tão capaz de tudo para tentar denegrir a imagem do gestor junto à população. Eles não têm escrúpulos e são capazes das coisas mais sórdidas, tentando de todas as formas me atingir. Ao que tudo indica vão passar os quatro assim, afinal os seus privilégios acabaram e não deve ser nada fácil para eles se adaptarem a uma vida sem a "boquinha livre" que tinham antes. Tenho pena, pois o mal que a gente faz a alguém de alguma forma se encarrega de voltar para nós.  O mal que essas pessoas fazem e as calúnias que inventam sobre mim inevitavelmente voltará para elas. É a lei da vida!
          Mas enfim, quem me conhece sabe da minha índole e do meu caráter. Penso que imoral mesmo é ser servidor público, assim como eu sou, e passar anos e anos recebendo sem trabalhar. Engraçado é que políticos que me antecederam construíram mansões, compraram dezenas de terrenos, abriram empresas, adquiriram máquinas, viraram latifundiários, se tornaram pecuaristas (...) e ninguém nunca se preocupou com isso? Será que todos esses bens foram adquiridos apenas com o salário de R$ 7 mil que recebiam da Prefeitura? Por que será que uma simples viagem de turismo a custo de R$ 1.470,00 (dividida em 6 parcelas no cartão de crédito) incomodou tanto?
          Ora quanta hipocrisia! Eu sempre fui uma pessoa que viajou. Nos dois últimos anos fui a Manaus, Parintins, Maceió, Noronha, Recife, Fortaleza, etc e banquei tudo com o meu salário de professor. Nunca precisei de prefeitura para fazer minhas viagens. E por que só agora eu iria precisar?
          Se essas pessoas de alma pequena querem passar os próximos três anos me perseguindo e tentando colocar o povo contra mim, que continuem. Que percam seus preciosos tempos inventando calúnias, falácias e mentiras a meu respeito. O pior é que eles são tão covardes e sabem tanto que o que divulgam por aí é sem o menor fundamento que se escondem atrás de perfis falsos nas redes sociais e em conversas de botecos e de beira de esquina.
          Mas enfim, sei que esse inconformismo ainda vai perdurar por muito tempo. E enquanto eles perdem seu tempo buscando meios para “me destruir”, eu sigo fazendo o meu trabalho, defendendo o que acredito e vivendo a minha vida às custas do meu próprio suor, esforço e trabalho. Vida que segue! E que venham mais viagens!