domingo, 31 de dezembro de 2017

UM ANO DE GESTÃO: UMA AUTOAVALIAÇÃO

Não foi fácil! Não foi mesmo! Mas sobrevivemos ao nosso primeiro ano de mandato, embora tenhamos enfrentado tempestades com enxurradas de muitas críticas, de inconformismos e de dificuldades.
Nunca foi nossa intenção estar sempre olhando pelo retrovisor e colocando a culpa nos gestores que nos antecederam, mas não podemos esquecer de que tivemos muitos problemas estruturais e administrativos herdados de gestões anteriores à nossa. Ficamos com o ônus de dívidas e de pendências que não eram nossas e isso comprometeu substancialmente a nossa gestão de recursos. Porém, nos disseram que essas coisas são assim mesmo e que as gestões passadas sempre deixam essas heranças para as que as sucedem. Tomara eu não ter que repetir essa mesma prática quando chegar a minha vez de sair!
Do ponto de vista financeiro, foi um ano terrível. O país em crise, os recursos minguados, meses de FPM zerados, repasses de programas atrasados, contas bloqueadas, um caos generalizado. Tínhamos a boa vontade de trabalhar e de fazer mais pela nossa cidade, mas, na maioria das vezes, esbarramos na burocracia e na falta de recursos necessários para implementarmos nossas ações.
Diante de todas as dificuldades encontradas, fizemos o que estava ao nosso alcance. Trabalhamos arduamente e não poupamos esforços para garantir que os serviços básicos funcionassem a contento. Não faltou médico, não faltou dentista, não faltou material de trabalho, não faltou merenda escolar, não faltaram cortes de terras, não faltou limpeza pública, não faltou o pagamento dos funcionários em dia, não faltou tanta coisa. Em comparação com outros municípios que conhecemos, nós fizemos verdadeiros milagres para manter a máquina pública em pleno funcionamento em um ano tão atípico como foi 2017.
Do ponto de vista social, operamos uma pequena revolução. O nosso lema “renovação e mudança” era exatamente o que queríamos implantar na nossa administração. Nessa perspectiva, cortamos privilégios, colocamos quem não trabalhava para trabalhar, exigimos o cumprimento das leis vigentes, não fizemos “arrumadinhos”, não perseguimos politicamente nenhum funcionário, não pagamos propina a ninguém e buscamos sempre tratar a todos por igual. Isso chocou e frustrou muita gente, principalmente aqueles que estavam acostumados com as práticas da velha política e com o “jeitinho para tudo”.
Inconformadas com esse novo modelo de gestão pública, muitas pessoas tentaram a todo custo nos aniquilar. Foram dezenas de denúncias vazias e tentativas de encontrar um pretexto ou uma brecha para nos prejudicar. Praticamente todos os meses estivemos no Ministério Público respondendo e esclarecendo sobre denúncias (geralmente anônimas e sem provas) que eram feitas àquele órgão. Nunca o MP trabalhou tanto em relação a Jaçanã. A oposição nunca aceitou ter perdido “o poder” para um simples professor e não nos deu trégua neste primeiro ano de mandato, numa perseguição cotidiana e implacável. Alguns que se diziam correligionários nossos, vendo que seus desejos meramente pessoais não seriam atendidos, também não perdoaram e partiram para o ataque. Foram boicotes, denúncias, intrigas, preconceitos, fakes e calúnias nas redes sociais e esquinas, em tentativas desesperadas de comprometer a nossa gestão e em confundir a população, jogando-a contra nós. Contudo, a justiça de Deus pode tardar, mas não falha! Enfrentamos todas as provações, mas sobrevivemos e estamos aqui celebrando o nosso primeiro ano de gestão, com a certeza de termos dado o nosso melhor, de termos usado responsavelmente o dinheiro público e de termos contribuído na construção de uma Jaçanã mais digna para todos nós. Agimos sobretudo com honestidade e transparência. Foi sem dúvidas um ano para colocarmos as coisas em ordem!
Diante de todas as provações que enfrentamos, saímos desse primeiro ano calejados, feridos, massacrados, mas dotados de uma força descomunal para seguirmos o nosso caminho com direção firme no nosso propósito, pois se incomodamos tanto aos nossos opositores neste ano é porque estivemos realmente no rumo certo e trabalhando corretamente para mudar os destinos dessa cidade. Ainda há muito a ser feito, é verdade! Mas o pontapé inicial certamente já foi dado. 
Nosso primeiro ano termina e o segundo recomeça. Nos fica a sensação do dever cumprido e a certeza de que teremos mais um ano de labuta pela frente para construir, para aprender, para fazer mais e para levar aos jaçanaenses o nosso compromisso e a nossa honradez com a coisa pública. Força e fé no que virá!


Um comentário:

  1. É imprescindível a capacidade de redigir em linhas lineares como se faz para gerir o dinheiro público. Sou imensamente orgulhosa por ter cumprido meu papel de cidadã por ter escolhido nosso professo/gestor Oton Mário. Não é porque faço parte da equipe que me posiciono assim. Independente do papel que ele ocupe, sei da índole dele de longas datas. E é por isso o parabenizo. Lutas...Vitórias...Vida que segue...

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