domingo, 1 de julho de 2018

AS RAZÕES QUE MOTIVARAM O GOLPE EM JAÇANÃ


         
         A falsidade, a inveja, a ambição e a ganância são sentimentos mesquinhos que habitam no coração de alguns humanos desde os primórdios da humanidade. As Sagradas Escrituras estão cheias de exemplos de pessoas que arruinaram vidas movidas por esses nefastos sentimentos, como Caim quando matou seu irmão Abel e Judas quando traiu Jesus.
          A literatura e o teledramaturgia também estão cheias de histórias em que a criatura se volta contra o criador. Não raras vezes, especialmente no meio político, a presença desses sentimentos é tão comum que as pessoas passam por cima de qualquer princípio de moralidade, de ética ou de valores em nome da ganância e da briga pelo poder.
          Desde que entrei para política tenho vivenciado de perto esse submundo de sentimentos maldosos e nefastos. Recentemente fui traído por pessoas que estiveram comigo na batalha contra os grupos dominantes na última campanha eleitoral e que agora se juntam a esses mesmos grupos em nome de sua soberba, da sua ganância e do desejo de assumirem a prefeitura para administrarem a seu bel prazer, fazendo barganha e praticando a velha política do “toma lá da cá”. Sem a menor condição de serem eleitos pelo voto direto como eu fui, querem agora usurpar a prefeitura arquitetando um golpe político.
          Eu nunca fui político e nunca quis ser. Aceitei ser candidato apenas para atender a um clamor popular. Aceitei porque era chegada a hora de essa cidade experimentar a gestão de uma pessoa nova na política e não atrelada às mesmas famílias de sempre. Era chegada a hora de permitir que um filho natural dessa terra também pudesse dar a sua contribuição em prol desse município e instaurasse um novo modelo de administração pública. E assim se deu. E a maioria da população apostou e aceitou essa mudança. O povo quis. Eu não roubei o lugar de ninguém.
          Esses grupos dominantes que perderam as eleições para mim nunca aceitaram a minha chegada e nem a minha forma de governar. Eu sempre me pautei num mandato popular, sem loteamento da máquina pública, sem conchavos com empresários e sem agiotagem de qualquer tipo. Não sou mártir, mas não quis repetir as mesmas práticas políticas que tantos de nós abominamos e lutamos contra. Daí a revolta que assistimos hoje.
          Hoje vemos a união dos grupos políticos de carreira em prol da cassação do meu mandato, orquestrado num golpe armado para me tirar da prefeitura para que eles possam reassumir a gestão e voltarem a fazer a velha política de sempre, onde o que importa mesmo são os seus interesses pessoais. Para eles, me tirar da prefeitura é uma forma de me aniquilar e de me banir definitivamente da vida pública, pois eu sempre serei uma ameaça aos seus projetos de retorno.
          Diante de uma gestão que vem dando certo e que é aprovada pela maioria dos jaçanaenses, é melhor me tirar logo através de um golpe do que me enfrentar nas urnas nas próximas eleições, pois hoje a minha popularidade cresce e isso ameaça diretamente o projeto político de retorno deles.
          Num ato covarde, eles se uniram numa trama arquitetada e induziram um “laranja” a fazer denúncias vazias contra mim, as quais ele próprio nem sabe do que se tratam. Assim, se assessoraram com políticos de sua mesma índole e enfim instalaram o golpe que tramaram às escondidas. E a população reage e se indigna com tamanha injustiça, mas é ignorada porque o projeto daqueles que querem tomar o poder é maior do que qualquer apelo popular. Cegos, os golpistas subestimam o grito da juventude e acham que nas próximas eleições o povo já tem esquecido essa tramoia. Será? Cavam suas próprias sepulturas, afinal os tempos são outros e as velhas práticas estão obsoletas.
          Algumas pessoas se inquietam com a minha serenidade e acham que eu “não tô nem aí” para o que está acontecendo. Não se trata de não estar preocupado com isso tudo. É claro que estou preocupado, não por possivelmente ter que sair da prefeitura, porque, diferentemente deles, eu não tenho apego a esse cargo, mas pelas circunstâncias em que isso está se dando; por ser um golpe e porque querem assumir a prefeitura pegando carona sem terem concorrido a um processo eleitoral. Estou tranqüilo porque não cometi crime nenhum e provarei juridicamente isso. O problema é que este não será um julgamento jurídico, mas sim um julgamento político, onde os interesses meramente pessoais podem vir a falar mais alto. Temo sim porque sei que entregar a prefeitura a minha vice-prefeita e aos seus novos aliados será um retrocesso para o nosso município, pois quem vai sofrer com tudo isso é a população jaçanaense. Entretanto, se isso por uma eventualidade acontecer, voltarei a minha sala de aula normalmente, pois graças a Deus tenho para onde voltar. Já os meus algozes não têm, por isso a sede em ter a prefeitura de volta para fazer dela uma carreira e um negócio de família. O possível impeachment não afetará substancialmente a minha vida pessoal, mas será uma afronta à democracia e um desastre na vida econômica e social da nossa cidade.
          Os vereadores por sua vez terão o poder de decisão. Pessoalmente acho que eles ainda não perceberam que estão sendo usados por aqueles que articularam o golpe com o único objetivo de assumirem ilegitimamente a prefeitura. Rechaçados pela comunidade local, os vereadores (principalmente os seis que votaram pela instauração do processo) estão no olho do furacão, enquanto os mentores do golpe gargalham e se eximem de qualquer culpa, colocando toda a responsabilidade nos legisladores, quando na verdade os nobres vereadores foram provocados por aqueles que antes faziam parte da gestão e que agora se aliaram aos antigos políticos locais para que esse golpe passe adiante. Colocando a culpa de tudo na Câmara, os golpistas se eximem e assistem de camarote o espetáculo em que essa história se transformou. E o assunto repercute e indigna políticos e militantes, que se posicionam contrários ao golpe, e começa a ganhar a grande mídia que volta seus olhares para o que está acontecendo aqui.
          Enfim, nos resta aguardar os desdobramentos desse caso e torcer para que essa investigação termine de forma justa, porque se depender de provas de que as denúncias são vazias e de que não houve crime nenhum, o processo certamente será arquivado. Força e fé no que virá!


segunda-feira, 21 de maio de 2018

ACOMPANHE AS NOSSAS PRESTAÇÕES DE CONTAS


          Desde que assumimos a gestão, em 2017, temos tido a preocupação em sermos transparentes com as nossas ações, por isso a nossa preocupação em utilizarmos os nossos canais de comunicação (site, páginas nas redes sociais, ouvidoria e blog) para esclarecer, tirar dúvidas e mantermos as pessoas informadas.
          Sobretudo no que se refere à utilização e aplicação do dinheiro público, temos tido o cuidado de colocar tudo no Portal da Transparência que está lincado em nosso site. Entretanto, por algumas pessoas acharem difícil a busca de informações no referido Portal, acabamos optando também em abrir um espaço no qual todos os meses postamos em que gastamos e o quanto foi gasto pela nossa Prefeitura Municipal ao longo do mês.
          Nesse espaço (simples de manusear e de encontrar), as informações estão bem sucintas, com a descrição do que foi gasto e do valor pago por cada serviço ou produto adquirido. Contudo, os processos de despesas podem ser averiguados com mais critérios no Portal da Transparência ou presencialmente no setor de finanças e contabilidade da nossa Prefeitura.
          Para acessar a aba que contém essas informações, basta seguir os seguintes passos:

PASSO 1 – Acesse o nosso site www.jacana.rn.gov.br
PASSO 2 – Clique no link Transparência
PASSO 3 – Clique na aba Despesas Pagas Mensalmente
PASSO 4 – Clique no mês que você quer pesquisar (Exemplo: DESPESAS ABRIL 2018)
Passo 5 – Pronto, agora é só ver o que pagamos e quanto pagamos neste mês.

          Acesse e veja onde está sendo gasto e investido os recursos que recebemos da arrecadação de impostos e dos repasses federais.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

"RENOVAÇÃO E MUDANÇA", POR QUE ESSE SLOGAN INCOMODA TANTO?


         Quando vencemos as eleições, em outubro de 2016 (vitória ainda não engolida por uma oposição que teima em não nos aceitar), ficamos pensando num slogan que marcasse a nossa gestão. (É de praxe que novas gestões criem uma arte e um slogan que as identifique pelo mandato).
             Após analisarmos várias artes e frases de efeito, optamos pela arte criada por Jucier Pereira (a figura de uma jaçanã sobreposta a um amanhecer) e pelo slogan “Renovação e Mudança”. Eu mesmo criei esse slogan, pois ele traduz exatamente o que gostaríamos de trazer em nossa gestão. Para tanto, parti de dois conceitos: “Renovar” que significa criar algo novo, reinventar, fazer diferente. E “Mudar” que significa transformar, inovar, sair da mesmice. E é exatamente isso que estamos fazendo: implementando uma gestão que não tenha as mesmas práticas políticas que outras tiveram.
          A ideia de “renovação e mudança” não quer dizer exatamente que íamos destruir a cidade e construir outra, nem tão pouco retirar toda aquele calçamento destruído por um obra de esgotamento sanitário que custou 6 (seis) milhões de reais e não ficou pronta, muito menos concluir obras de prédios deixadas por gestões anteriores que gastaram todo o dinheiro enviado e não as terminaram.
           Renovar e mudar é construir uma prefeitura nova, quando se paga aluguel há mais de vinte anos. É recuperar e reformar prédios públicos que estavam se deteriorando há anos. É recuperar calçamentos destruídos e realizar novos trechos de pavimentação (como deve ser). É reconstruir uma Fábrica de Beneficiamento de Polpas de Frutas a qual foi saqueada e só existia o chão e o teto.
         Renovação e mudança é realizar cortes de terras para agricultores sem apadrinhamentos, atendendo a todos igualmente. É realizar uma operação de tapar buracos na parte asfaltada na cidade, quando há seis meses equipes do Governo do Estado a fizeram e os buracos hoje estão maiores que antes. É adquirir 60 lixeiras novas e uma caçamba própria para recolhimento de detritos quando antes não havia.
         Renovar e mudar é ter um veículo digno para conduzir os pacientes da hemodiálise e oncológicos. É ter equipes de PSF’s funcionando integralmente e médicos de plantão no hospital. É recuperar uma frota municipal sucateada. É recuperar estradas vicinais e dar suporte agrário ao agricultor. É ter motoristas do transporte escolar licitados e não indicados por mim. É apoiar e valorizar o esporte e a cultura local em diversas ações. É gastar uma fortuna todo mês desentupindo esgotos de uma obra mal feita. É ajudar as pessoas sem perguntar em quem elas votaram  ou pedir seus títulos eleitorais, como se fazia no início da última década.
          Renovar e mudar e firmar parceiras com o Deputado Rafael Motta para liberação de recursos de obras atrasadas, reforma de escolas e de pavimentação. É conseguir o apoio do Deputado Souza Neto na aquisição de uma nova ambulância (será entregue nos próximos dias), na expansão da água da CAERN para os Conjuntos Flores I e II (a obra para o Flores I já está sendo licitada, a pedido do Deputado Souza e não daquele que esteve lá numa encenação), na recolação de Jaçanã no circuito das feiras agropecuárias e no apoio à Festa do Caju do ano passado. É contar com o apoio da Senadora Fátima Bezerra no envio de emendas para área da saúde e de pavimentação.
            Renovação e mudança é valorizar os servidores municipais, pagando os seus vencimentos em dias e respeitando os seus planos de carreira. É pagar dignamente os funcionários contratados sem que estes recebam com atraso ou que tenham que dividir os seus salários com outras pessoas. É não ter funcionários fantasmas e colocar quem não trabalhava há mais de 15 anos para trabalhar. É não ter a família inteira empregada na prefeitura.  É não ter compromisso com agiotas ou empresários que sugavam o dinheiro público em negociatas. É não ter um grupinho de correligionários ganhando altos salários para ficarem em casa sem trabalhar. É não abrir empresas de fachada para participar de licitações e realizar obras públicas em benefício próprio.
           Renovar e mudar é não ter um caderninho em casa com os nomes de todos as pessoas que votam em mim para fazer só por elas. É não passar na cara das pessoas o que fez por elas usando a máquina pública e ainda exigir gratidão delas por isso. É dar oportunidade a pessoas jovens de ingressarem no serviço público e de poderem contribuir com sua cidade, fato que, se não fosse a minha gestão, jamais teriam essa chance. É ser transparente com a aplicação do dinheiro público. É trabalhar conforme preconizam as leis. É enfrentar uma oposição sedenta de vingança e inconformada porque um simples professor venceu as eleições.
           Ih, chega de exemplos de renovação e mudança né? Afinal, essa oposição (que lê todos os meus textos), além de se incomodar com o meu slogan, se incomoda também porque meus textos são longos demais.
        Dito isso, prefiro o slogan “Renovação e Mudança” do que o “Governo de Parcerias”, pois as “parcerias” nós bem imaginamos quais eram. Novos exemplos de “Renovação e Mudança” trarei em outras oportunidades. Renove e mude você também!


quinta-feira, 10 de maio de 2018

QUE FIM LEVOU O BOM SENSO?

         Não sou psicólogo, mas admiro demais quem o é. Entretanto, mesmo não o sendo, por vezes me pego tentando entender alguns dos comportamentos humanos.
          Hoje quero discorrer sobre a falta de educação, de ética e de gentileza de algumas pessoas que interpelam as outras sobre vossas aparências físicas. Tenho observado inúmeros casos dessa indelicadeza no meu cotidiano e me pergunto a todo instante o que levava um ser humano a fazer perguntas tão sem noção. Ontem mesmo eu fui vítima de uma dessas situações.
          À tarde um amigo saia da Prefeitura e avistou na calçada da EETCS um grupo de educadoras que há tempos não as via. Foi lá saldá-las e antes mesmo de elas procurassem saber como ele se sentia ou se estava feliz, duas delas logo lhe disseram: “Nossa, como você está gordo! Naquela época você era fitness e agora está imenso. Tás comendo amarrado, é menino?”
          Ele não sei se ria da falta de bom senso das criaturas ou se lhes dava uma resposta à altura de vossas imbecilidades. Para não deixá-las sem resposta, e sendo gentil, disse-lhes apenas que o fato de  estar acima do peso devia-se a uma vida sedentária e a muito estresse no dia a dia. Fitness? Ele nunca foi fitness.
          Já pensou se le tivesse algum problema por estar acima do peso? Já pensou se ele tivesse algum trauma por causa disso? E seu ele não fosse uma pessoa plenamente resolvida consigo mesmo? Certamente se deprimiria e iria fazer regimes mirabolantes para agradar aquelas duas criaturas sem noção. Em momento algum passou pela cabeça delas de que ele poderia ser feliz como era e que havia ficado contente em reencontrá-las.
          Esse fato aconteceu com meu amigo ontem, mas é muito corriqueiro. Presencio algo do tipo praticamente todos os dias. As pessoas observam e indagam sobre se alguém está gordo, ou magro, ou inchado, ou cabeludo, ou careca, ou barbudo, ou sem barba, ou bem vestido, ou maltrapilho, ou isso, ou aquilo. Elas sempre têm algo a dizer ou a apontar na aparência do outro.
          Ao analisar esses comportamentos, me pego a pensar sobre o que muda na vida de uma pessoa o fato da outra estar gorda, ou magra, ou bonita, ou feia... As pessoas deveriam chegar para as outras com expressões e frases de incentivo, de autoestima e não apontando seus supostos defeitos. Mas efeito tem chegar para alguém e saldá-la com um abraço do que fazer perguntas maldosas sobre aa sua aparência física ou apontar problemas pessoais do outro.
          Ainda analisando esses comportamentos, percebo que a maioria das pessoas que fazem essas perguntas imbecis, as fazem sem nem perceber, talvez motivadas apenas por uma questão cultural (todo mundo faz, vou fazer também). Entretanto, há pessoas que fazem mesmo para exercitar a sua perversidade e têm prazer em menosprezar e magoar as outras. Em geral, essas pobres almas se sentem superiores ou tentam mostrar sua magnanimidade frente às outras apontando-lhes o que foge ao padrão de beleza preconizado pela grande mídia, quando o que de fato desejam é se entreter com a vida do outro para não olhar para a sua própria.
          Citando outro exemplo, há alguns meses a  mãe de outro amigo sofreu uma queda que ocasionou um problema na sua coluna, desviando-a para a esquerda numa visível curvatura. Desde então, a pobrezinha não pode sair de casa que é bombardeada com uma enxurrada de perguntas e comentários do tipo: “Mulher, você tá toda torta!”, “Vixe como você está empenada!”, “O que danado foi isso que você está corcunda?”, “Daqui há pouco você vai estar cheirando chão!” Parece cômico, mas é perverso para uma senhora de 70 anos, tanto que a coitadinha tem evitado sair de casa para não dar mais “entrevistas coletivas” sobre a sua saúde e não passar por constrangimentos.
Aí volto a me perguntar: “Que importância tem a coluna da mãe dele para as outras pessoas”? Não seria mais louvável ficar feliz em vê-la bem, andando contente (ainda que curvada) e participando da vida social da cidade?
          O bom senso recomenda que não é preciso avisar para as pessoas que elas estão gordas, ou magras, ou pálidas, ou bronzeadas (...). Elas têm espelho em casa e sabem disso. Cada um sabe de si. Esses comentários maldosos só ferem as pessoas e criam uma sociedade excludente e má. Por isso há tanta gente sofrendo de depressão e há tantos casos de suicídio por aí.
          As pessoas precisam olhar para outras preocupadas em enxergar além da vossa aparência física. Bom mesmo é deixar a pessoa com uma lembrança boa do seu reencontro e não como um motivo para se deprimir depois ou para ficar de baixo astral. É preciso mais amor, mais toque, mais afago, mais afeto. É preciso bom senso! 

         

quinta-feira, 29 de março de 2018

A SAGA EM BUSCA DAS EMENDAS PARLAMENTARES


Todos os anos, nos meses de fevereiro e março, acontece a peregrinação dos prefeitos a Brasília em busca das emendas parlamentares a serem destinadas pelos deputados federais e senadores aos seus respectivos estados. É como dizem na gíria municipalista: “os prefeitos vão aos gabinetes de 'pires na mão' pedindo ajuda aos seus parlamentares”. Na esfera estadual acontece a mesma coisa: é tempo de bater á porta dos gabinetes na Assembleia Legislativa.
Aprendi isso ainda no meu primeiro ano de gestão. Logo os colegas mais veteranos me alertaram: “Não adianta você ir a Brasília e Natal depois de março. A hora de ir aos gabinetes é no primeiro trimestre. Depois disso nem vá que não se consegue mais nada!”
E é assim mesmo que funciona: os parlamentares têm até meados de março para definirem para onde vão encaminhar as emendas parlamentares as quais têm direito todos os anos. É hora então de eles decidirem que prefeituras pretendem ajudar. Depois disso são só visitas de cortesias e desobstrução de algum processo engavetado nos ministérios ou nos órgãos públicos.
Entretanto, conseguir alguma emenda parlamentar com algum deputado ou senador não quer dizer necessariamente que o recurso irá sair no decorrer do ano e que a obra a ser realizada por sua conseqüência de fato irá acontecer. Para que o recurso de uma emenda se concretize há uma série de prazos e requisitos a serem cumpridos, por exemplo: a prefeitura tem que ter um projeto pronto, não pode estar negativada no CAUC (Cadastro Único de Convênios), deve possuir todos os documentos em dias, ter uma assessoria de convênios que dê suporte às demandas do processo e rezar para que algum parlamentar invejoso não tente barrar a liberação do recurso.
Para se ter uma idéia o quanto é difícil e concretização efetiva de uma emenda, no ano passado conseguimos uma emenda de R$ 150 mil com o Deputado Federal Rafael Motta (PSB) e esse dinheiro até hoje ainda não foi liberado. O objeto dessa emenda é reformar as escolas municipais (EMACC, Oscar e Mirian) e até agora não saiu porque as escolas não possuem as escrituras de posse dos prédios e o FNDE não libera o recurso enquanto essa questão não for resolvida. Estamos lutando por isso, mas tudo é burocrático demais. Construíram essas escolas sem documentação e agora amargamos as consequências disso. Conseguimos também uma emenda de R$ 250 mil para a saúde com a Senadora Fátima Bezerra (PT). Desse total, R$ 100 mil já foi liberado e utilizado e os R$ 150 mil restantes só foram liberados há poucos dias e em breve será aplicado em melhorias para o nosso povo. Em fevereiro de 2017, conseguimos também uma emenda de R$ 80 mil com o Deputado Estadual Souza Neto (PHS) para a aquisição de uma ambulância. O processo tramitou o ano todo, pois havia pendências do município de Jaçanã com o Governo do Estado referentes à prestações de contas que não haviam sido feitas em gestões anteriores. Só agora, através de processos judiciais, essas pendências se resolveram e, enfim, a tão ansiada ambulância será adquirida.
Na minha campanha os meus adversários me atacavam dizendo que eu não conseguiria emendas parlamentares porque eu não tive apoio de deputados e senadores no meu processo eleitoral. De fato não tive, mas acredito que eles são parlamentares de todo o RN e estão lá para representar os interesses dos municípios, independentemente de qualquer coisa. Particularmente procurei aqueles com quem tenho afinidade e que representam alguns dos ideais políticos nos quais eu acredito e defendo (Rafael, Fátima e Souza), os quais têm me ajudado substancialmente na busca de fazer uma gestão séria, transparente e honesta. Outros tantos também me procuraram, mas vincularam ajudar Jaçanã em troca de apoio político incondicional nas próprias eleições. Eu lhes disse que não gostaria de tratar dessas questões no momento e insinuei que nem eu e nem Jaçanã estávamos à venda. Logo percebendo que eu não era “igual aos outros” recuaram e desistiram de nos ajudar.
Procurei também os parlamentares do meu partido (PSOL), mas estes infelizmente não podem nos ajudar, pois são parlamentares de outros estados da federação e suas emendas devem ser destinadas aos seus estados de origem. Contudo, estão sempre de olho no que acontece por aqui e torcendo por nossa gestão.
Este ano consegui mais algumas emendas para nossa Jaçanã e, já sabendo como funciona o processo, estamos agilizando toda a documentação para que tudo seja feito o mais breve possível e os recursos sejam liberados ainda neste primeiro semestre.
Acompanhe as emendas conseguidas por nós este ano:

PARLAMENTAR
CARGO
VALOR
OBJETIVO
Fátima Bezerra
Senadora
250 mil
Pavimentação
Rafael Motta
Deputado Federal
300 mil
Pavimentação
Zenaide Maia
Deputada Federal
100 mil
Reforma de UBS
Souza Neto
Deputado Estadual
100 mil
Pavimentação

Para um prefeito que supostamente não teria apoio de ninguém e que não iria conseguir nada para fazer Jaçanã avançar, conseguir um total de R$ 750 mil em emendas só este ano, apenas usando sua rede de contatos, está de bom tamanho, não acham? Isso se deve ao fato de eu ser transparente, leal e grato às pessoas que vêm nos ajudando desde o começo de nossa gestão. Força e fé no que virá!


segunda-feira, 12 de março de 2018

NÃO HÁ NADA QUE OBRIGUE ALGUÉM A LER


Em 8 meses 22.500 visualizações!
Quando criei este blog, em julho de 2017, a minha intenção foi ter um espaço “meu”, onde eu pudesse expor minhas opiniões, publicar meus textos e ter um canal a mais de comunicação entre mim e minha gente.
Entretanto, é bom deixar bem claro que não existe nenhuma lei que obrigue as pessoas a lerem os textos e reflexões que são postadas aqui. Ler quem quer. Abre o blog quem quer. Se apropria do conhecimento aqui exposto quem tem vontade e acha isso bom.
Escrevo porque me dá vontade, porque preciso expor o que sinto, o que penso, o que vivo. O hábito de escrever é meu, genuíno, nato, democrático, uma necessidade humana, um alimento à alma. A leitura fica a cargo de cada um. Ninguém é obrigado a ler se não tem vontade. A leitura, deixo ao livre arbítrio de quem se digna a fazê-la.
Quem acha os textos enormes, enfadonhos e cansativos não tem que se sacrificar tentando lê-los, mesmo porque a leitura é uma atividade de lazer e de entretenimento e jamais pode ser concebida como uma imposição ou um sacrifício ao leitor. Além do mais, num país em que as pessoas não gostam de ler e numa cidade em que quase não se têm veículos de comunicação escritos, este blog acaba sendo um viés para o estímulo ao hábito da leitura.
É claro que eu aproveito o espaço do blog para esclarecer polêmicas, para desmentir notícias falsas e para rebater críticas infundadas. E por que não fazê-lo? Críticas são sempre bem-vindas, mas “quem diz o que quer dizer terá que ter ciência de que poderá ouvir o que não quer ouvir”. Sem essa de “dar a cara a tapa” ou de estar sendo alvo de ofensas e ficar calado. Onde já se viu isso? Preciso me defender sim, usar a verdade, contra-argumentar, mostrar fatos; mesmo porque uma mentira contada várias vezes por aí acaba parecendo verdade. Quem cala consente! Sem essa de apanhar e oferecer a outra face. Esclarecer e informar é preciso! Vou usar este canal para me defender sim! Se alguém se incomodar com o que eu escrevo, aí já é um problema pessoal do incomodado e não meu.
Sendo assim, boa leitura a quem sabe ler e faz disso um hobby, uma fonte de informação.


quinta-feira, 8 de março de 2018

"O PREFEITO QUE NÃO INVESTE EM ESPORTE". A VERDADE FRENTE AS OPINIÕES


       
         Nas últimas semanas tenho sido alvo de muitas críticas sobre uma suposta ausência de investimento na área de esportes em minha gestão, o que mais uma vez é uma crítica injusta e motivada pela falta de conhecimento sobre como funciona a gestão pública e sobre o investimento que já foi feito no esporte em nossa administração, do ano passado para cá.
       É importante ressaltar que a Secretaria Municipal de Esportes não dispõe de recursos próprios e que tudo para a manutenção dessa secretaria é oriundo de recursos próprios, dos repasses do FPM e do ICMS. Semelhante à Secretaria de Esportes, que não dispõe de recursos próprios, também temos que destinar recursos para as Secretarias de Cultura, de Agricultura, de Transportes, de Finanças, de Administração e de Infraestrutura que também não contam com repasses próprios e que são mantidas pelos mesmos recursos já citados.
           Não é verdade que não houve (e que não há) investimentos da nossa gestão na área de esportes. Só a título de informação, só no ano passado gastamos a bagatela de R$ 279.004,31 (duzentos e setenta e nove mil, quatro reais e trinta e um centavos) com a Secretaria de Esportes. A prestação de contas desses valores e de onde eles foram aplicados podem ser acompanhadas no Portal da Transparência do nosso site e na sede da Secretaria Municipal de Finanças. E só ir lá e pedir para ver.
             Entre as tantas ações que realizamos na área esportiva, do ano passado para cá, podemos citar: recuperação dos refletores do Ginásio Dr. Orlando de Vasconcelos Silva, recuperação e parceria com o Campinho de Romão, criação do projeto Zé da Bola com crianças do CRAS, monitoria de esportes no SCFV, reforma da estrutura física do Edmundão, adubação do gramado do Edmundão, aquisição de bomba hidráulica para o Edmundão, reforma na estrutura dos calçadões e do ginásio, incentivo e logística para que os atletas estudantes participassem dos JERN’s (etapas regional e estadual), distribuição de kits esportivos para alunos atletas, logística para a realização dos jogos escolares municipais, doação de kimono a atletas de jiu-jtsu, pagamento de inscrições de atletas municipais em eventos regionais e nacionais, realização de torneios beneficentes, aquisição de material esportivo para a Secretaria de Esportes, distribuição de bolas às equipes da zona rural, concessão de transporte público para a participação de nossos atletas em eventos regionais, ajuda em combustíveis para deslocamento de equipes para eventos em outras cidades, retomada das obras do ginásio próximo ao CEIG, retomada das obras da quadras escolares, apoio para a realização do Bicilama, apoio para que atletas de MotoCross possam competir fora, reparos na pista de MotoCross, realização de campeonatos de diversas modalidades, apoio aos eventos de pedal, etc. Fora patrocínios que dou do meu próprio bolso (quem recebeu sabe disso!).
                 Se isso não é fazer pelo o esporte local, o que é então?
            O problema em Jaçanã é que, para muitas pessoas, a percepção do esporte é unicamente voltada para o futebol, principalmente para o futebol de campo. Esquece-se que o investimento no esporte não é e nem deve ser voltado especificamente à prática dessa modalidade. É evidente que há atletas de outras modalidades no município e que precisam também ser vistos e que precisam também ser apoiados. E são. Além de todo o apoio que se é dado às diversas modalidades esportivas e seus atletas no município, na Secretaria de Esportes também pagamos funcionários, energia elétrica e água. Tudo isso é gasto e investimento também. A fonte de recursos para isso é a mesma.
           Achar que o esporte jaçanaense deve se resumir unicamente ao futebol e ao apoio aos seus atletas é no mínimo ser egoísta. Não temos menosprezado o futebol e feito menos por essa modalidade. Pelo contrário, essa sem dúvidas é a modalidade para a qual temos nos dedicamos mais.
            Infelizmente é comum entre os desportistas de futebol de nossa cidade dizer que nós somos uma gestão que não olha para o esporte. O problema é que em gestões anteriores, alguns dirigentes esportivos tinham acesso ilimitado a tudo dentro da Prefeitura (ternos para seus times, transportes ao tempo e a hora, dinheiro para fazer farras após as partidas, etc). Como essas práticas foram abolidas e essa realidade não existe mais, então vêm as críticas, motivadas unicamente pela insatisfação de não se terem mais essas regalias como antes.
               É importante ressaltar que nossa obrigação é com o esporte municipal, principalmente no que se refere ao esporte escolar, e não com os times particulares de futebol. Não temos obrigação nenhuma de fornecer material, ternos e transporte ilimitado aos times particulares de futebol. Se tivéssemos uma seleção municipal de futebol, aí sim teríamos toda a obrigação de mantê-la. Mas ainda não a temos. É óbvio que a manutenção dos times particulares de futebol é de responsabilidade de seus donos e de seus atletas. Pensemos um pouco: então eu monto um time com os meus amigos, dou um nome a ele e delego para a Prefeitura a responsabilidade de mantê-lo de material, de pagar suas inscrições nos campeonatos e de transportar a equipe até os locais dos jogos. É assim mesmo que é pra ser? Isso é no mínimo insensato e ilógico. O que pode caber à Prefeitura é ajudá-los, dentro do possível, e isso nós vimos fazendo, tanto que já disponibilizamos várias vezes o transporte público para conduzir atletas de times particulares para jogarem fora. Agora, comprar ternos para distribuir entre os times particulares como querem, ah isso não vamos fazer mesmo!
               O problema em Jaçanã é que esses times de futebol particulares (e são muitos, mais de dez) querem que a Prefeitura compre ternos novos para eles, banquem as suas inscrições em campeonatos regionais e ainda lhes forneçam o transporte para todos os jogos que tiverem a participar. O que é absolutamente inviável diante dos poucos recursos recebidos, do número de times existentes e do tanto de secretarias municipais que temos que manter. Particularmente nunca ouvi falar que a Prefeitura de Natal, por exemplo, bancasse os times do ABC, do América ou do Alecrim, nem tão pouco que pagasse as passagens áreas das suas comitivas para eles participarem dos campeonatos país á fora. Que eu saiba isso é de responsabilidade das próprias agremiações. Se estou errado, me corrijam!
            Dentro do possível, o que é a PMJ pode fazer é conceder uma ajuda no transporte das equipes quando tiver campeonatos. E isso temos feito. Em gestões anteriores, os amarelinhos (ônibus escolares) eram utilizados livremente para fazer viagens de times de futebol todo fim de semana e ninguém nunca reclamou ou denunciou isso. Vá eu fazer. Ouse eu ceder um ônibus escolar pra conduzir equipes para um jogo fora que no outro dia estarei sendo denunciado no Ministério Público e correndo o risco de responder por improbidade. As coisas mudaram. Antes não se tinha oposição destrutiva, mas hoje temos. Por que não conseguem entender isso?
            Infelizmente não podemos ceder os ônibus escolares para fazer viagens esportivas que não sejam da Educação. O único transporte livre que temos disponível é o “branquinho”, que recuperamos e que quando está funcionando está sendo cedido sim. Os times podem atestar isso, pois já fizeram uso dele várias vezes. Mas não pode ser sempre, nem toda semana, porque há outras demandas e pedidos de outras secretarias e órgãos a serem atendidos.
             Dizer que não investimos em esporte é no mínimo uma injustiça. Os números e as ações feitas mostram que investimos sim. Talvez seja razoável dizer que não conseguimos reformar completamente o Edmundão. Isso talvez seja mais plausível. E só não conseguimos revitalizá-lo completamente ainda porque temos demandas demais para recursos de menos. Vale salientar que se o Estádio de Futebol está numa situação difícil, isso não se deve exclusivamente a nossa gestão. É bom frisar que o recebemos em situação muito pior. Não deixem de lembrar que colocaram lá uma grama para os padrões climáticos da região Sul. Estamos no semi-árido nordestino e não perceberam que aquela grama não era adequada para cá. Como resultado dessa falta de planejamento temos gastado tempo e recursos para manter vivo um gramado que não é adaptado para o nosso clima. Tenham certeza de que, entre destinar dois caminhões pipa de água por dia para aguar o gramado do Campo e enviar a mesma quantidade de água para famílias carentes do Rangel e do Caiongo, certamente preferirei mil vezes enviar a referida água para as comunidades rurais que agonizam com a seca nessas regiões. Se isso é não investir no esporte, então de fato não estarei investindo.
            Temos uma demanda enorme de obras a serem feitas e recuperadas no município e só contamos com apenas sete profissionais que se revezam feito uns loucos para atender a tudo. Infelizmente, por determinação do MP e por cumprimento à LRF, não poderemos contratar mais profissionais para atender a tanta coisa que temos para fazer. Contudo, já estava agendado com o secretário municipal de esportes que, nas próximas semanas, as equipes da Secretaria de Infraestrutura estarão sendo deslocadas para fazer reparos emergenciais no Edmundão em virtude dos jogos que lá acontecerão em breve e da necessidade eminente.
              Fácil é falar, criticar, emitir opinião, mas ninguém nunca busca antes saber quais são as razões que limitam uma ou outra ação. Julgar estando fora é fácil, mas tentar entender as minúcias burocráticas de uma gestão pública ninguém procura.
              Enfim, estamos investindo no esporte sim, haja vista tudo o que já foi exposto aqui e à extensa programação esportiva que teremos nos festejos de Emancipação Política dos 55 anos de nossa cidade. O que muito há é falácia, gente olhando apenas para o próprio umbigo, criadores de polêmicas e insatisfação de alguns desportistas porque desejos meramente pessoais não estão sendo mais atendidos como outrora.